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10 Livros bem sinistros com crianças e adolescentes

Todo livro infantojuvenil tem crianças e adolescentes, mas nem todo livro com crianças e adolescente pode ser considerado romance infantojuvenil. Neste post selecionamos 10 livros bem sinistros protagonizados por crianças e adolescentes, confira:


1 - O Senhor das Moscas, de William Golding: Um grande clássico da literatura mundial e reflexo dos traumas da guerra. Um bando de garotos isolados numa ilha, a oportunidade, talvez, de se construir um novo mundo a partir de diferentes premissas. Mas não tem jeito, as crianças que na ilha caem já estão marcadas pela sociedade, por suas estruturas, e ao recriá-la logo descambam para o primitivismo e selvageria da guerra;

2 - Orelha lavada, infância roubada, de Sandra Godinho: Uma das narrativas nacionais mais interessantes dos últimos anos. Um retrato do abandono das infâncias brasileiras a um deserto de violência e criminalidade. Isso tudo com a melancolia e crítica ao embalar este abandono por meio dos intertexto com cantigas populares;

3 - Os meninos de Nápoles, de Roberto Saviano: Também mergulha no processo de abandono e criminalização da adolescência. Traz como tema os jovens integrantes das paranzas napolitanas, gangues com jovens em permanente disputa por poder, espaço, dinheiro e que possuem a violência como principal ferramenta da trabalho;

4 - O Instituto, de Stephen King: Crianças superdotadas sequestradas de suas famílias e trancadas em uma instituição que lhes afirma que são responsáveis pelo mundo não acabar. Este é o mote de uma das mais recentes obras de terror e suspense de Steve que se envereda por telecinese, pirocinese, etc.;

5 - Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro: Uma das mais estranhas e sombrias narrativas com jovens, aqui meras peças de substituição. O ambiente é mais do que opressor, impõe um medo e estranhamento silencioso a partir da compreensão do leitor sobre o que realmente está acontecendo, um contraste e tanto com a ingenuidade de seus protagonistas;

6 - Battle Royale, de Koushun Takami: Embora não seja propriamente uma narrativa infantojuvenil, esse é o público predominante desta distopia japonesa em que estudantes do ensino médio são atirados numa ilha e lá têm de matar uns aos outros, terminando o jogo apenas quando sobre o último;



7 - Os meninos que enganavam nazistas, de Joseph Joffo: Reconstrução memorialista e autobiográfica da fuga de dois, irmãos ainda crianças, do regime nazista. É uma saga a se conhecer por diferentes razões, especialmente uma mensagem de alguma esperança, mesmo em tempos de sombras;

8 - A guerra dos tronos, de George R. R. Martin: Embora jovens e adolescente estejam entre os principais consumidores da obra, embora trate-se de uma fantasia que ressignifica o gênero, uma série de fatores não permitem que vejamos a obra com muitos adolescentes protagonistas como narrativa infantojuvenil. Uma saga que adentra a profundidade das complexidades humanas e se tornou um fenômeno;

9 - Cidade de Deus, de Paulo Lins: Sim, é um livro peculiar nesta lista, mas não há como negar que a narrativa também adentra o abandono da infância. É um livro sobre criminalidade, abandono social, mas também sobre como as infâncias são atingidas por tudo isto. Aborda, inclusive como o crime e o tráfico cooptam a infância abandonada pelo Estado;

10 - O pintassilgo, de Donna Tart: Obra vencedora do Pulitzer também tem em crianças e adolescentes o centro de sua narrativa, ou pelo menos enquanto reconstrução da memória do narrador. Uma infância desregulada, marcada pelo abandono, violência e uso intenso de drogas.

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