quarta-feira, 24 de maio de 2017

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10 Livros brasileiros para refletir sobre corrupção

Não se fala noutra coisa no país recentemente: corrupção. Nas ruas, botecos, nos lares os brasileiros parecem estar num divã para tentar refletir sobre a corrupção nacional. Por isso selecionamos 10 livros que podem contribuir essa reflexão, confira: 

1 - Não Verás País Nenhum, de Ignácio Loyola de Brandão: Para quem acha que corrupção começou ontem, essa distopia brasileira dos anos 80 bastante impactada pelo regime militar é um dos cenários mais devastadores do país, num ambiente desolado em que a corrupção é sistêmica e abrange a todos os habitantes num governo em que o Estado transformou-se em "Esquema" e que a corrupção é uma das poucas formas de sobrevivência

2 - Incidente em Antares, de Érico Veríssimo: Além de traçar um longo arco sobre a história brasileira, e, claro, os diversos escândalos de corrupção, o livro ainda traz as denúncias de Cícero Branco, o morto-vivo que aponta o dedo para a sociedade e expõe as vísceras da hipocrisia de Antares, em alegoria a toda sociedade;

3 - Os Ratos, de Dyonélio Machado: Uma das primeiras obras urbanas do Brasil, neste romance temos já a ineficácia do poder público, mas acima de tudo a corrupção do indivíduo que entre sobrevivência e apatia como é o caso de Naziazeno a corrupção e as formas não ortodoxas de ganhar dinheiro são as preferências dos personagens;

4 - Descobri Que Estava Morto, de J. P. Cuenca: Especulação imobiliária e a corrupção pré copa são o pano de fundo desta obra singular do autor, em que, inclusive, uma camionete com o adesivo do PMDB simboliza o perigo disso tudo;

5 - Sobre Caçadores, Vigaristas e Banqueiros Suíços, de J. C. de Toledo Hungaro: O autor é referência em thrillers econômicos e conhece bem o sistema financeiro que neste romance retrata o funcionamento deste capitalismo selvagem, que aqui no Brasil, como podemos observar tem sido levado ao extremo;

6 - Memórias de Um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida: Clássico da literatura brasileira é obra necessária para compreensão da "malandragem nacional" através de seu protagonista, Leonardo Pataca;

7 - Oeste: A Guerra do Jogo do Bicho, de Alexandre Padilha: Neste thriller fantástico e um dos melhores do gênero no país demonstra através da guerra pelas bancas de jogo do bicho como a corrupção estatal funciona aliada ao submundo;

8 - Depois do Fim, de Alex Bezerra de Menezes: É um romance bastante interessante para observar os diversos processos de corrupção, tanto ao fundo do romance através do contexto social e histórico a que está inserido, como na constituição de seu protagonista que reflete parte de nossa sociedade, talvez grande parte;

9 - Sombras de Reis Barbudos, de José J. Veiga:  Há neste romance de Veiga escrito como alegoria ao regime militar uma série de corrupções discutidas na obra, inclusive a corrupção de valores humanos que permitem a muitos de seus personagens aderirem a governos autoritários;

10 - Carta de Caminha: E aqui abrimos espaço para este documento que está anexado ao cânone literário nacional em que depois de sua longa, ufanista e propagandista argumentação Pero Vaz encerra de uma forma que parece que marcaria a nação para todo o sempre, pedindo uma vantagem ao rei.

terça-feira, 23 de maio de 2017

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10 Livros para quem curte aventuras espaciais

Olá galera. Aproveitando as promoções geeks do Submarino, elaboramos uma lista com 10 livros para todo fã de aventuras espaciais ter na estante, confira:

1  - Eram Os Deuses Astronautas, de Erich Von Daniken: O autor, que dedicou a vida a pesquisas pelo mundo todo, defende neste livro a existência de outros seres inteligentes no universo e propõe que extraterrestres tenham trazido grandes conhecimentos à Terra. A evidência disso estaria nos achados arqueológicos, monumentos antigos, mapas e marcas intrigantes em solos rochosos, que Erich Von Däniken analisou em várias partes do planeta. Ele comparou, por exemplo, fenômenos semelhantes ocorridos na cultura Maia (México) e em Nazca (Peru) com os enigmas do Egito Antigo... + no Submarino 

2 -  2001 - Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke: No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monolito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos... + no Submarino

3 -  O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams: Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais de Douglas Adams se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando e divertindo leitores de todas as idades. Pegue sua toalha, embarque nessa aventura improvável e, é claro, não entre em pânico!... + no Submarino

4 - Perdido em Marte, de Andy Weir: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate... + no Submarino

5 -  Perdidos no Espaço, de Saulo Adami e Carlos Gomes: O guia de episódios, a disputa judicial pela autoria da trama, curiosidades e depoimentos de fãs brasileiros apaixonados pelo tema, completam a narrativa do primeiro livro brasileiro a contar sua história... + no Submarino

6 -  Kit Livros Star Wars: A obra reúne os romances inspirados nos três primeiros filmes do universo fantástico criado por George Lucas: Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi. Os três títulos chegaram a ser lançados no Brasil, sendo o último deles em 1983. Mas esta é a primeira vez que a trilogia completa é editada em nosso país num único volume, em capa dura. O acabamento segue o padrão quase psicopata de qualidade da editora DarkSide... + no Submarino

7 -  Tropas Estelares, de Robert A. Heilen: Alistar-se no Exército foi a primeira e talvez a última escolha livre que Juan Rico pôde tomar ao sair da adolescência. Apesar do árduo e rigoroso treinamento pelo qual é obrigado a passar, o perseverante recruta está determinado a tornar-se um capitão de tropas. No acampamento militar, ele aprenderá a ser um soldado. Mas apenas ao final de seu treinamento, quando, enfim, a guerra chegar (e ela sempre chega), Rico saberá por que se tornou um... + no Submarino

8 - Guerra do Velho, de John Scalzi: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis - e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa... + no Submarino

9 -  História de Sua Vida e Outros Contos, de Ted Chiang: Publicadas originalmente em volumes diversos, as narrativas de Ted Chiang estão pela primeira vez reunidas em uma coletânea. Entre as histórias dotadas de rigor científico, humanidade e lirismo estão "A torre da Babilônia", na qual um minerador sobe a famosa torre com a missão de escavar a abóbada celeste... + no Submarino

10 - Salsichas Galácticas - Uma Aventura Espacial, de Max Brallier e Rachel Maguire: Eu sou Cosmo, o Garoto Terráqueo. Sou o capitão da nave Salsicha Néon. Vivo me metendo em confusão, mas minha maior paixão é a culinária - quando não estou ocupado em salvar o mundo, é claro. Junto com Herman, meu melhor amigo, vendo o melhor cachorro-quente da galáxia. Passamos os dias cruzando o cosmos e...+ no Submarino

segunda-feira, 22 de maio de 2017

domingo, 21 de maio de 2017

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10 Milionários adiantamentos pagos a escritores

Tem um jeito mais honesto de vermos pilhas de notas como as flagradas pela Lava-Jato: escrevendo livros. Logicamente não é para todos, contudo há autores cujo adiantamentos por suas obras se dão na casa dos milhões. Selecionamos alguns adiantamentos milionários, confira:

1 - Ken Follett: Nos anos noventa após seu sucesso com as obras O Buraco da Agulha e Pilares da Terra acabou recebendo um adiantamento de U$$ 15 Milhões para a publicação de 3 livros;

2 - John Grisham: Pelo adiantamento de A Câmara de Gás o autor bestseller recebeu nada menos que  USS 7 milhões pelos direitos da obra;

3 - Amy Schumer: Já a atriz e comediante americana embolsou U$$ 8 milhões da Simon & Schuster pelo adiantamento dos direitos de sue A Garota Com o Tribal nas Costas;

4 - Garth Risk Hallberg: Causou bastante discussão e controvérsia o pagamento de U$$ 2 Milhões por seu livro de estreia, Cidade em Chamas, um romance que retrata com forte realismo os anos 70;

5 - Amish Tripathi: O escritor indiano teria recebido a grandiosa quantia de U$$ 1 Milhão por uma trilogia que sequer tivera começado a escrever;

6 - Paulo Coelho: O mais rico entre os autores brasileiros certamente teria de estar nesta lista. Sua ida para a Objetiva resultou num adiantamento de R$ 1 milhão pela publicação de O Monte Cinco;

7 - Carl Sagan: Pela publicação de seu primeiro livro o pesquisador que transformou-se num dos ícones da ciência recebeu U$$ 2 Milhões de adiantamento;

8 - Hannah Kent: Já o adiantamento de U$$ 1 Milhão por Ritos de Adeus da autora, o livro não teve um desempenho capaz de retornar o investimento;

9 - Emma Cline: Outra a sair faceira de uma reunião com editores foi a autora de The Girls, publicado no Brasil pela Intrínseca, saindo da sala com um acordo de U$$ 2 Milhões;

10 - Jonathan Safran Foer: O autor recebeu U$$ 1 Milhão por seu romance Tudo se Ilumina. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

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10 Governantes ou gestores da literatura que se ferraram igual o Temer

Pois é, o Brasil ruiu. É terremoto para tudo que é lado e o Conde Demitido Temer está em suas horas finais no poder. Mas a nós o que importa é literatura, assim, selecionamos 10 governantes, tiranos ou políticos de qualquer espécie que assim como Temer, se ferraram bonito na literatura, confira:

1 - Cersei Lannister: Depois de tanto trambique, golpes e armações chegou a hora que Porto Real inflamou-se contra a rainha ao passo de chegar ao ápice de sua humilhação quando de seu desfile nu diante da plebe irascível e sedenta por sangue e escândalos, após seu julgamento pela fé;

2 - Benfeitor: Pois o tirano de Nós, a distopia primeva do russo Zamyatin teve uma desagradável e silenciosa surpresa quando no Dia da Unanimidade seu governo totalitário sofre um grande e inesperado revés causando caos e violência;

3 - Vivaldino Brasão: Pois creio que nenhum outro personagem da literatura possa compreender melhor Temer do que o prefeito da cidade de Antares que quando da assembleia de insepultos tem seus esquemas, crimes e corrupções jogados ao público pelo discurso de Cícero Branco;

4 - Aristarco: No caso do diretor da Escola O Ateneu do romance homônimo de Raul Pompeia a causa é um pouco diferente ao do Conde Temer, entretanto o resultado final é a revolução incendiária antecipando as imagens que viriam depois no filme The Wall;

5 - Coriolanus Snow: A partir da resistência fortalecida com as ações de Katniss o chefão de Jogos Vorazes passa a viver uma situação como a do ex-presidente Temer com um início de um caminho que não tem mais volta: a queda;

6 - Estevão Jonas: O administrador municipal de O Último Voo do Flamingo assim como o Conde tinha formas peculiares de governar e produzir riqueza pessoal, entretanto cometeu um erro ao esquecer que não poderia deixar "capacetes azuis" morrer o que acaba levando-o a sua desgraça sendo abandonado até mesmo pela mulher;

7 - Tio Baltazar: Pois o enigmático criador da Companhia de Melhoramentos de Taitara acaba sendo expulso da presidência da empresa após jogos de intrigas, traições e escândalos que o botam para correr do controle;

8 - Jeanine Matthews: Poderosa e autoritária assim como certa pessoa de que estamos falando, seu "reinado" começa a ruir quando suas alianças obscuras vão vindo à tona e certos divergentes levantam-se contra sua tirania;

9 - Dolores Umbridge: Sempre caminhando para outro lado, a alta inquisidora de Hogwarts não durou muito tempo porque a resistência dos estudantes demonstrava suas fraquezas e erros, principalmente de não admitir os fatos colocando todo mundo em risco;

10 - O Ministro do Interior: Em Laranja Mecânica o ministro determinado a usar o tratamento Ludovico "para recuperação de marginais" se vê numa sinuca de bico após resultados e acontecimentos com o jovem Alex de tal modo que por algum tempo ficou em maus lençóis;

P.s: Você viram né que nesta lista muitos dos "ferrados" em alguns casos reverteram a situação e voltaram ainda piores. #ficaadica

quinta-feira, 18 de maio de 2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

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10 Livros para saber tudo sobre mitologia

Hoje no Listas Literárias uma seleção de livros para ficar por dentro de tudo sobre as diferentes e fantásticas mitologias, confira:

1 - Mitologia Nórdica, de Neil Gaiman: Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos... + no Submarino

2 -  O Essencial da Mitologia, de Baby Siqueira Abrão: a historia da mitologia grega - Deusas, Deuses e Heróis - deuses Romanos e outras num box muito barato;

3 -  A História da Mitologia Para Quem Tem Pressa, de Mark Daniels: Nesta introdução magistral à mitologia, Mark Daniels explora as antigas histórias dos aborígenes australianos, sumérios, egípcios, chineses, índios norte-americanos, maias, incas, astecas, gregos, romanos e nórdicos, entre outros. Desemaranhando a complexa teia de deuses e deusas, divindades menores e monstros, Daniels revela as criaturas e as narrativas do passado que tanta influência exerceram sobre as culturas do presente... + no Submarino 

4 -  Tudo o Que Precisamos Saber Mas Nunca Aprendemos Sobre Mitologia, de Kenneth C. Davis: Um livro para aprendizes de mitologia, entusiastas do assunto ou qualquer pessoa que goste de uma boa narrativa. De onde viemos? Por que as estrelas brilham e as estações do ano mudam? O que é o mal? Desde o princípio dos tempos, a humanidade vem respondendo a essas perguntas com histórias criativas, que já foram utilizadas pela religião, ciência, filosofia e literatura popular... + no Submarino

5 -  Mitologia Africana, de A. S. Franchini: O livro reúne as melhores mitologias africanas numa obra de referência... + no Submarino

6 - As Mais Originais Histórias da Mitologia Galesa, de Carmen Seganfredo: Os celtas do País De Gales são, dentre todos os povos, aqueles que desenvolveram com mais requinte a divertida arte de contar histórias. as lendas que compõem esta coletânea são consideradas, por sua vez, as mais coesase originais dentre As Histórias Galesas... + no Submarino

7 - Entre Deuses e Heróis - As Origens da Mitologia, de David Mulroy: 75 Clássicos condensados a partir de suas fontes primárias... + no Submarino

8 - Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi: Ao todo, 301 histórias da mitologia dos orixás do panteão africano, brasileiro e cubano. Mitos que tratam de situações do cotidiano, da guerra, do amor, da agricultura, de preceitos religiosos e aspectos do ritual, acompanhados de um vasto glossário de nomes, palavras e expressões correntes do "povo-de-santo", além de uma curiosa coleção de fotografias reproduzindo o feitio dos deuses e de diversas cerimônias do Candomblé... + no Submarino 

9 -  As Melhores Histórias da Mitologia Japonesa, de Carmen Seganfredo: A mitologia japonesa é diversa e fantástica como podemos ver em suas melhores histórias que integram esta obra... + no Submarino

10 - O Livro da Mitologia, de Thomas Bulfinch: Encanta com os mais belos mitos, em que se encontram os episódios de Prometeu e Pandora, Apolo e Dafne, Juno e suas rivais, Perseu e Medusa, Minerva e Níobe, entre tantas outras lendas greco-romanas, além dos mitos nórdicos e egípcios. Embora o livro de Bulfinch tenha como objetivo o deleite é, também, uma grande referência de estudos para apreciadores e cultores dos mitos, pela ênfase dada à arte de contá-los durante a Antiguidade... + no Submarino

terça-feira, 16 de maio de 2017

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10 Formas de controle totalitário segundo a literatura

Há quem diga que vivemos hoje  as distopias imaginadas pelos autores nas décadas de 20 a 50. Pensando nisso, neste post elaboramos uma lista com 10 formas de controle totalitário segundo obras como 1984, Nós, Admirável Mundo Novo e por aí vai:

1 - Anulação do indivíduo: Não se prega aqui a não observação da coletividade social e sua importância para a constituição de uma sociedade mais humana, contudo a anulação total do indivíduo como acontece, por exemplo, em Nós do Zamiatin é uma das formas mais violentas de controle porque a partir de quando o indivíduo distinga-se mesmo que minimamente do coletivo, ele torna-se um número a ser extinto, limado do Estado Total;

3 -  Hierarquização: Ao separar a massa e dispersá-la de acordo uma hierarquia ordenada e sem mobilidade é outra forma eficiente de controlar essa mesma massa, tanto é que em todas as distopias veremos hierarquias bem definidas e montadas, como as castas de Admirável Mundo Novo;

3 - Monopólio da violência: A repressão e a violência via de regra devem servir apenas aos estados totalitários, e isto também se faz presente nas distopias e mesmo em obras como Laranja Mecânica que há essa perda do monopólio para as gangues, o estado age pera retomá-lo, inclusive com o processo de lavagem cerebral como alternativa;

4 - Hipnopedia: Aliá, o controle da mente e dos pensamentos é a intenção do poder totalitário, e assim como a lavagem cerebral e Laranja Mecânica, em Admirável Mundo Novo o condicionamento humano dá-se pela indução através da hipnopedia;

5 - Controle da Verdade: Quem detém a verdade possui certo controle, assim, se a verdade for alterável é possível utilizá-la para controlar as massas. Não, não estamos falando das redes sociais e das fake news, quer dizer, não diretamente, mas são dos exemplos reais e dos vindos da literatura que há muito tem se proclamado a elasticidade da verdade. E o curioso é que no precursor Nós, em sua ficção lógica e matemática 2+2=4, verdade que com o duplipensamento de 1984 chega ao 2+2=5;

6 - Entretenimento alienante: Lembrar da política do pão e circo é bom para vermos que tais coisas já foram postas em prática, entretanto nossas obras distópicas avançam demonstrando que a fartura de informação e entretenimento é uma excelente ferramenta para controle e alienação das massas. Isso nos vemos bem no cinema de entretenimento de Admirável Mundo Novo, na sua ode ao prazer e felicidade contínuo, inclusive através do uso da S.O.M.A, e também em Fahrenheit 451 com o empobrecimento do conhecimento e da cultura, e veja bem, realities shows;

7 - Vigilância total: Na literatura distópica independente da ferramente, o Estado será sempre um vigilante, sendo que o exemplo mais presente é sempre o conceito do Grande Irmão e sua capacidade de estar sempre de olho, nesse caso apoiado pelas tecnologias. Contudo, vigilância pode ser mais amplo que isso, e se dá também pela limitação da mobilidade do indivíduo, nesse caso as restrições em Nós e no brasileiro Não Verás País Nenhum são bons exemplos;

8 - O uso das tecnologias para vigilância: Como dito a vigilância pode ser um conceito mais amplo, contudo, nas distopias clássicas a especulação e as tecnologias possíveis são ferramentas importantes para o controle totalitário. No caso de 1984 o Grande Irmão invadia a privacidade, entre outros mecanismos pelos "olhos" das teletelas, em Fahrenheit 451 temos câmeras portáteis e transmissões ao vivo, e no precursor Nós de 1924 alheio a tantas invenções as construções eram todas de vidro e sem cortinas, e ainda que rudimentar, o conceito permanece o mesmo;

9 - Delações: Quando o Estado Total consegue atomizar as massas é quase natural que o coletivo se disponha a denunciar os divergentes. Na verdade, essa era uma tática muito comum durante o nazismo quando pais tinham de temer os filhos, algo que também é retratado em 1984, pois as crianças são uns verdadeiros demônios com suas capacidades de detectar inotordoxia. Aliás, certamente a leitura da obra de Orwell é um dos motivos para que eu seja tão desconfiado desse negócio de delação, premiada ou não;

10 - Corrupção Endêmica: Geralmente nas distopias há em suas hierarquias o topo privilegiado do Estado, o que também se repete em Não Verás País Nenhum. Entretanto nesta distopia nacional a distopia é endêmica a todas as hierarquias e no ambiente desértico e putrefato do romance em que o Estado virou "Esquema" o fato de todos terem de agir "com jeitinho" auxilia para o controle total.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

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10 Considerações sobre O Cambista do Cais do Porto, de J. C. de Toledo Húngaro

O Blog Listas Literárias leu O Cambista do Cais do Porto, de J. C de Toledo Húngaro publicado pela Kwabb-Fortec; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - O Cambista do Cais do Porto é uma leitura agregadora e que na prosa consistente e segura de J. C. de Toledo Hungaro perpassa por um período recente da história do Brasil e do Mundo e versa sobre algo que é especialidade do autor, contar histórias do sistema financeiro;

2 - Neste romance o autor narra a saga de Jacobo Marttuz, um imigrante vítima e sobrevivente da Segunda Guerra cujo destino era i Uruguai, mas que acaba ficando pelo caminho, apaixonado pelo Rio de Janeiro e pelo cais do porto, local onde com simplicidade e astúcia o protagonista faz fama e fortuna;

3 - Deste modo é também uma história de empreendedorismo e perseverança construída por um personagem que após vivenciar os grandes dramas da vida que é uma guerra, foi capaz de lidar com as adversidades e vencer sua jornada. Logicamente, ainda que abramos espaço para discussão é então uma história de valores míticos daquelas que evocam os sonhos construídos do nada a partir apenas do trabalho, dedicação e lealdade numa espécie de "sonho brasileiro" ou "sonhos da nova terra" em que aquele que nada tinha ao não desistir "vence" fazendo sua fortuna a partir do trabalho;

4 - Isso, todavia, pode até ser um tanto discutível e ingênuo, especialmente por praticamente santificar o protagonista infalível capaz de enfrentar tudo que é problema com bom humor e honestidade inviolável num sistema para lá de questionável que é o financeiro e o cambismo. Entretanto, este é um ponto de vista, e como tal não tem problemas observarmos desta forma deste que ponderemos criticamente os passos do "Seu Marttuz";

5 - Aliás, a construção do protagonista é bastante interessante e faz dele um destes personagens que nos parecem reais tal é a aproximação simpatia do leitor a ele, em parte justamente pela confessa natureza mítica dada ao narrador a seu protagonista;

6 - Contudo, a despeito dos interessantes personagens é certamente o pano de fundo histórico a dar grande alma e vida ao romance tornando-o deveras interessante e produzindo um olhar sobre o Estado e os Governos de alguém que os entende em seus defeitos e que assume viver e jogar o jogo com as regras que estão postas e com o distanciamento possível dos políticos, para com quem há certo ceticismo e desprezo;

7 - Assim, percorrendo o período do fim do Estado Novo aos anos recentes, através dos conflitos e conturbações no cais do porto do Rio de Janeiro a obra lança um olhar sobre o tumultuado processo político brasileiro e sua estável instabilidade com suas ditaduras e lapsos democráticos que influenciam e impactam os negócios do protagonistas de acordo com o movimento da caneta de quem esteja no poder;

8 - Além disso, o romance ainda faz um jogo comparativo do ontem e do hoje, especialmente com o amadorismo do passado representado pelas cadernetas do "Seu Marttuz" aos computadores do presente, tudo isso surgido com o avanço do tempo que vai sendo contado através da história da casa de câmbio Marttuz & Fucks. Do mesmo modo, não só referente à tecnologia a história encarrega-se de mudar, mas também poderemos ver a ação do tempo sobre as próprias gerações, sobre o mercado financeiro, setor ainda mais instável que a política brasileira; então das primeiras e caríssimas linhas telefônicas e seu mercado de ações aos primeiros celulares, o autor nos conduz a uma ótima viagem no tempo;

9 - Contudo, e aqui isentando-se o autor, vale comentar que alguns problemas de edição em determinados momentos podem irritar porque questões gráficas e tipográficas repetem falhas constantemente que não atrapalha a leitura, mas ainda assim são um incômodo;

10 - Enfim, O Cambista do Cais do Porto é leitura qualificada e vale sua leitura. Com seu excelente domínio da narrativa, J. C. de Toledo Hungaro nos entrega uma história interessante com personagens carismáticos e acessíveis ao mesmo tempo que seu fundo histórico e suas nuances podem abrir interessantes discussões críticas.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

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10 Bons motivos para conhecer A Vida em Palavras: Situações de Direito, de Humor e de Indignação

Olá pessoal, hoje mais uma dica de livros nacionais listando 10 bons motivos para conhecer A Vida em Palavras: Situações de Direito, de Humor e de Indignação publicado pela editora Multifoco, confira:

1 - Partindo de situações corriqueiras do dia a dia,  Vida em Palavras: Situações de Direito, de Humor e de Indignação fala sobre divórcio, alimentos, indenizações, segurança pública, animais de estimação, difamação e outras repercussões legais de nossos atos e palavras;

2 - Com isso, uma conversa no supermercado, um tombo diante do bofe que te elogiou, uma reunião de condomínio, um animal abandonado, uma paquera num site de relacionamentos, um passeio de jet-ski, tudo acaba em informação jurídica ou em boas risadas. Algumas vezes, nas duas coisas: informação jurídica com boas risadas;

3 - Então leveza e bom humor são características da maioria dos textos, que remetem sempre ao leitor como ator principal das consequências jurídicas das situações em que se envolve;

4 - Portanto, entre outras coisas, a publicação acaba abordando de uma  maneira nova e sem maior peso um tema que geralmente é carregado de tensões, que é o caso do direito, e desta forma colaborando para melhor compreensão das questões que surgem no dia a dia;

5 - Você poderão adquirir este trabalho e também obter maiores informações da obra diretamente pelo site da editora, e com um preço bacana;

6 -  Além disso, vocês também podem conhecer um pouco mais dos pensamentos e dos textos da autora nesta temática através de seu blog em que aborda temas jurídicos;

7 - Aliás, sobre a autora Adriana Ferreira Fernandes, é belohorizontina, professora, bibliotecária, advogada, servidora estadual e blogueira. Acredita que informação transforma e, com base nisso, atua em projetos sociais há aproximadamente 20 anos, metade deles aproximando o direito e as pessoas;

8 - Por isso, a proposta desta obra é dar às pessoas motivos para sorrir, oferecendo informações para o exercício de direitos ou mostrando a necessidade de cumprimento de deveres;

9 - Sem falar que segundo a autora "é um livro informativo e divertido; útil e prazeroso" que poderá levar importantes contribuições e conhecimento a seus leitores; 

10 - Enfim, é a oportunidade de aquisição de um trabalho que poderá lhe ajudar em situações corriqueira e que podem contribuir com uma luz quando da necessidade de pensar em alternativas jurídicas, que neste livro são reveladas a partir da leveza e do humor, mas sobre tudo possibilitando acesso ao conhecimento.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

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10 Razões para frequentar bibliotecas públicas

Muito se fala da disseminação da leitura e entre as instituições fundamentais para isto, estão as bibliotecas públicas. Por seus papéis e relevâncias listamos 10 razões para utilizar as bibliotecas públicas, confira:

1 - É grátis: Num país que o preço do livro é sempre tido como caro (o que pode abrir muita discussão, mas eu não acho) o empréstimo de livros pelas bibliotecas públicas é gratuito e acaba com a desculpa de não se ler por causa de grana.  As bibliotecas públicas são ótimas fontes de leitura "gratuita" para leitores que realmente desejam ingressar nesse universo;

2 - Espaço de conhecimento: Não precisa ser só estudante para frequentar as bibliotecas, o que é a grande maioria do público. Precisamos reforçar o caráter amplo desse espaço público, que não só de leitura, mas também um local de conhecimento e pesquisa para todo mundo;

3 - Espaço de leitura: Mesmo que você não queira levar um livro emprestado, as bibliotecas são ótimos locais para horinhas de leitura ( e por que não, de descanso) aproveitando para ler ali mesmo no local, que melhor espaço não há;

4 - Legitimidade: Você, usuário, e quem sabe possível novo usuário, é quem dá a legitimidade a este espaço público que deve ser valorizado para que, inclusive, se evitem doriasizações desta instituição tão importante para a leitura. É o público que dá vida e razão às bibliotecas, consequentemente a legitimidade deste espaço, o qual devemos todos estimular sua utilização;

5 - Espaço para ser lido: Este é um item bastante particular as que acho deve ser compartilhado entre autores nacionais. por experiência própria, sei o quanto somos incapazes de contabilizar os leitores de nossos livros disponibilizando-os em bibliotecas públicas. Fiz isso com meu Morgan: o único e é incrível a quantidade de leitores da obra que só conheceram o livro pelo fato de sua disponibilidade na biblioteca;

6 - Complementação de estudos: Infelizmente as bibliotecas públicas nem sempre são capazes de atender todas as demandas de seus usuários, contudo, todo estudante já sabe que lá é um local importante para complementação de seus estudos;

7 - Ideal para quem busca silêncio: Quer melhor lugar para refletir ou saborear o silêncio que uma biblioteca? O local é geralmente conhecido por seu silêncio e pela paz ali presente entre livros e pensadores de todas as vertentes;

8 - Espaço de convivência: Não é porque são silenciosas ou porque a leitura tem um "quezinho" de solidão que as bibliotecas não sejam ótimos espaços de convivência e local para fazer amizades e encontrar interesses comuns;

9 - Preservação cultural: Ao frequentar bibliotecas legitimando sua existência e também cobrando o cuidado dos gestores públicos para com elas temos a garantia da preservação da cultura e do conhecimento de nossa sociedade ao proteger nossas grandes obras;

10 - Local certo para pesquisar: Muitos de vocês já sabem, mas não custa reforçar, as bibliotecas públicas são certamente um dos melhores espaços de pesquisa para estudantes, historiadores, curiosos etc

E vocês, por quais motivos frequentam bibliotecas?

quarta-feira, 10 de maio de 2017

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10 Lançamentos de maio de 2017 para ter na estante

Olá literários e literárias, hoje 10 dicas com grandes lançamentos deste mês para sua estante, confira:

1 - Fera, de Brie Spangler: Dylan não é como a maior parte dos garotos de quinze anos. Ele é corpulento, tem quase dois metros de altura e tantos pelos no corpo que acabou ganhando o apelido de “Fera” na escola. Quando ele conhece Jamie, em uma sessão de terapia em grupo para adolescentes, se apaixona quase instantaneamente. Ela é linda, engraçada, inteligente e, ao contrário de todas as pessoas de sua idade, parece não se importar nem um pouco com a aparência dele... + na Saraiva

2 - Quando a Noite Cai, de Carina Rissi: Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... + na Saraiva

3 - Um Romance Perigoso, de Flávio Carneiro: Depois de O campeonato e O livro roubado, Flávio Carneiro põe a dupla André e Gordo no centro de uma nova trama policial com sotaque carioca. Em “Um romance perigoso”, o detetive particular e o amigo, dono de um sebo na rua do Lavradio e apaixonado por literatura policial, seguem o rastro de um serial killer que está matando autores de autoajuda e deixando o mercado editorial, e toda a cidade, em polvorosa. E não se trata de um assassino qualquer... + na Saraiva

4 - Presos no Paraíso, de Carlos Marcelo: O passado e o presente se enfrentam a todo instante no conjunto de ilhas, que também é um microcosmo do Brasil: a beleza natural e o frenesi dos turistas convivem com as mazelas sociais e políticas do país. Tobias, historiador que vive entre a expectativa do futuro e as angústias do passado, narra em primeira pessoa sua incursão no arquipélago para elaborar roteiros turísticos. Ele integra a bem montada galeria de personagens na qual se destaca o delegado Nelsão, responsável pela investigação de duas mortes misteriosas, com seus cacoetes investigativos e sua compulsão gastronômica... + na Saraiva

5 - As Tumbas de Atuan, de Úrsula K. Le Guin: Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados. Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe... + na Saraiva

6 - A Oeste do Éden, de Jean Stein: Sobrevoa a cidade de sua infância por meio da história oral de suas cinco famílias mais poderosas. Pelos saborosos relatos que a autora compila e mescla com outras fontes históricas, o leitor descobrirá as engrenagens de uma máquina movida pela fama, ambição, poder e fantasia... + na Saraiva

7- A Viúva Negras, de Daniel Silva: Gabriel Allon está prestes a se tornar o chefe do serviço de inteligência secreto de Israel. Mas na véspera da sua promoção, eventos conspiram para atraí-lo para o campo para uma operação final. ISIS detonou uma bomba no bairro de Marais, em Paris, e o governo francês está desesperado. Gabriel precisa eliminar o homem responsável, antes que ele ataque novamente... + na Saraiva

8 - A Árvore dos Anjos, de Lucinda Riley: Trinta anos se passaram desde que Greta deixou de morar no solar Marchmont, uma bela e majestosa residência na região rural do País de Gales. A convite de seu velho amigo David, ela decide retornar ao lugar para comemorar o Natal. Porém, devido a um acidente de carro, Greta não tem mais lembranças da época em que vivia na propriedade, assim como de boa parte de seu passado. Durante uma caminhada pela paisagem invernal de Marchmont, ela encontra uma sepultura no bosque, e... + na Saraiva

9 - Romancista como Vocação, de Haruki Murakami: Uma série de proposições sobre a escrita, a literatura e a vida pessoal do recluso escritor. Escrito na linguagem acessível típica de Murakami, este livro é um convite a todos que desejam habitar o mundo dos romancistas, bem como uma declaração de amor ao ato da escrita...+ na Saraiva

10 - A Desconhecida, de Mary Kubica: Mais um instigante thriller psicológico da mesma autora de A Garota Perfeita, best-seller do The New York Times Todos os dias, a humanitária Heidi pega o trem suspenso de Chicago e se dirige ao trabalho, uma ONG que atende refugiados e pessoas com dificuldades. Em uma dessas viagens diárias ela se compadece de uma adolescente, que vive zanzando pelas estações com um bebê... + na Saraiva

terça-feira, 9 de maio de 2017

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7 Personagens da literatura tal qual João Doria

Vez por outra elegemos por aqui personalidades que nos lembram personagens literários. Desta vez temos esta celebridade que adora holofotes, João Doria, cujo trabalho como prefeito pouco se ouve, mas já sobre suas fantasias e seus "pitis" de garoto mimado recheiam jornais e portais de notícias. É lembrando essa atitudes de garoto rico e mimado e que também tem curtido espionar postagens nas redes sociais que ele nos fez lembrar 7 personagens literários, confira:








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