quarta-feira, 26 de julho de 2017

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10 Grandes destruições de bibliotecas ao longo da história

Para um leitor, para amantes do conhecimento e dos livros, bibliotecas são lugares mais preciosos do que muitas outras coisas; por isso quando algo acontece com alguma delas, fica sempre aquela sensação triste, muito triste. Selecionamos 10 bibliotecas destruídas ao longo da história:

1 - Biblioteca de Alexandria: Há toda uma discussão e divergências quanto a motivação e mesmo a forma de sua destruição, todavia, popularmente o fato é apontado para o ano de 642.

2 - Biblioteca de Nalanda: Em 1193 invasores turcos destruíram a biblioteca, até então com um importante acervo da ideologia budista.

3. Biblioteca Imperial de Constantinopla: Destruída pelos quartos cavaleiros cruzado em 1.204.

4. Real Biblioteca de Portugal: Mais de 70.000 volumes foram perdidos com a destruição da biblioteca no terremoto de 1.755 que destruiu Lisboa.

5. Biblioteca Pública Poli-Khomri: 55.000 livros da biblioteca afegã foram destruídos por talibãs em 1998.

6. Biblioteca do Congresso: Uma das principais bibliotecas dos Estados Unidos, em 1851, sofreu com um incêndio que queimou 35.000 livros.

7. Biblioteca Central de Birmingham: Em 1.879 um incêndio consumiu praticamente todo o acervo da biblioteca poupando cerca de 1.000 dos 50.000 volumes;

8. Biblioteca Załuski: Em 1944, como toda Varsóvia, a biblioteca ardeu em chamas com a destruição provocada pelos nazistas.

9. Bibliotecas da Universidade de Mosul e Privadas: Recentemente com o conflito no Iraque, o Estado Islâmico queimou milhares de livros e destruiu bibliotecas como parte de suas ações.

10. O Grande Terremoto e Maremoto: Em 2004 um terremoto no Oceano Índico que provocou as tsunamis, além de ceifar centenas de milhares de vidas, destruiu diversas bibliotecas em diferentes países, Indonésia, Malásia, Maldivas, Tailândia e Sri Lanka. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

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10 Livros de Lima Barreto para ter na estante

Homenageado pela Flip e atraindo cada vez mais interesses de pesquisadores e críticos, como no recente lançamento de Lilia Moritz Schwarcz com Lima Barreto - Triste Visionário, Lima Barreto um dos maiores escritores da literatura brasileira produziu obras que permanecem entre as leituras necessárias e obrigatórias no país. Nessa lista, selecionamos 10 livros do autor para sua estante, confira:

1 -  Triste Fim de Policarpo Quaresma: Conta a história do major Policarpo Quaresma, nacionalista extremado, cuja visão sublime do Brasil é motivo de desdém e ironia. Interessado em livros de viagem, defensor da língua tupi e seguidor de manuais de agricultura, Policarpo é, sobretudo, um “patriota”, e quer defender sua nação a todo custo. O patriotismo aferrado leva o protagonista a se envolver em projetos, que constituem as três partes do livro... + na Saraiva

2 - O Homem Que Sabia Javanês: Esta coletânea reúne cinco contos: 'O homem que sabia javanês', 'Um especialista', 'A nova Califórnia', 'Miss Edith e seu tio' e 'Como o 'homem' chegou'... + na Saraiva

3 - Recordações do Escrivão Isaías Caminha: Ao ambientar o personagem numa redação de jornal, Lima Barreto trata de maneira impiedosa a classe jornalística, que respondeu aos insultos banindo o autor da imprensa carioca. E, embora tenha sido publicada em 1909, em meio ao otimismo pós-Lei Áurea, a história de Isaías mostra um cotidiano bastante cruel para os negros.... + na Saraiva

4 - Clara dos Anjos: Com notas de Lilia M. Schwarcz e Pedro Galdino e textos introdutórios de Beatriz Resende, Sergio Buarque de Holanda e Lúcia Miguel Pereira, a Penguin-Companhia publica a história de Clara dos Anjos, uma menina do subúrbio carioca prestes a iniciar a sua vida sexual com um garoto de classe média... + na Saraiva

5 - Contos Completos: Este volume reúne todos os contos publicados em vida por Lima Barreto e mais dezenas de inéditos, retirados de seus manuscritos... + na Saraiva

6 - O Cemitério dos Vivos: Apresenta o diário da estada no casarão da Praia Vermelha (o hospício nacional), do Natal de 1919 à 2 de fevereiro de 1920. O simples fator autobiográfico da publicação dá-lhe cunho historiográfico, já que as memórias, diários e confissões não passam de textos ancilares da historiografia... + na Saraiva

7 -Numa e a Ninfa: Publicado em 1915 como folhetim pelo jornal A Noite, este romance satírico de Lima Barreto reproduz de forma crítica o ambiente político do governo do marechal Hermes da Fonseca ao contar a história de Numa Pompílio de Castro. Filho de um pequeno empregado e à custa de muito esforço, Numa fez-se bacharel em direito, embora não dispusesse de qualquer pendor ao estudo ou às letras jurídicas... + na Saraiva

8 - Os Bruzudangas: Hoje sua obra é reconhecida como uma das grandes influências do Pré-Modernismo, e tem sido traduzida para o francês, russo, inglês, tcheco, espanhol, alemão e japonês.Em forma de uma coletânea de crônicas, Lima Barreto escreve, em Os bruzundangas (1923, obra publicada postumamente), sobre esse país fictício, no qual impera a desigualdade social, o mau uso do bem público, o nepotismo — uma crítica contundente da sociedade brasileira e dos cânones culturais de sua época... + na Saraiva

9 - Sátira e outras subversões: Todos os 164 textos que compõem a edição são inéditos em livro, e foram originalmente publicados em periódicos. Esta coletânea é a revelação de uma parte da obra de Lima Barreto completamente desconhecida por mais de um século... + na Companhia

10 - Crônicas: Coletânea de crônicas do autor Lima Barreto grátis para seu Lev da Saraiva.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

domingo, 23 de julho de 2017

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7 Considerações sobre O Fantástico Universo do Ser Humano, de Carlos Holthausen

O Blog Listas Literárias leu O Fantástico Universo do Ser Humano publicado pela editora autografia; neste post as considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - O Fantástico Universo do Ser Humano é um ensaio em linguagem acessível e escrita fluída que se propõe a discorrer sobre o amplo e complexo existir dos seres humanos, seus desejos, seus conflitos, enfim sobre todos os desafios e aprendizagens ao longo do processo civilizatório de nossa sociedade, seu êxito ou não na proposta caberá ao leitor ao final de sua leitura avaliar as propostas e os conceitos apresentados;

2 - Desta forma o livro se coloca numa posição intermediária, entre o acadêmico e o popular, sendo a academia presente no conjunto e no foco de suas discussões, mas se tornando popular justamente pela escolha e pelo processo de linguagem construído de forma acessível mesmo para leigos no universo complexo da psicologia e dos estudos humanos, o que é tanto uma virtude quanto um elemento de crítica ao livro;

3 - Na verdade, o que temos é uma obra dotada de pretensões o que também revela o perfil audacioso do trabalho que apresenta-se com fortes ambições no intuito de promover novos olhares e com uma forma bastante autoral e sedutora de fazê-lo de modo que que se tentará sempre na linguagem buscar pormenorizar elementos mais complexos ou distantes do leitor leigo ao assunto;

4 - Desta forma, se a característica autoral é bastante presente, por outro lado o autor ainda que permeie seu trabalho com o conhecimento pessoal adquirido, incorpora-o de tal forma à estrutura do texto que acaba mascarando ou não explicitando referências pregressas, o que para um trabalho que não se deve de todo esquecer ou abandonar o viés acadêmico, nos deixa algumas dúvidas;

5 - Particularmente senti falta de referências e mesmo da bibliografia presente nas discussões do ensaio, além de que há de certa forma, justamente por causa do nublamento teórico, a impressão de estarmos diante de uma argumentação menos formal para além do que já se permite aos ensaios, do contrário do que poderíamos depreender de um texto com foco específico;

6 - Por causa disso corremos, enquanto leitores, o risco de apenas com a leitura desta obra, cairmos nas armadilhas da simplificação de problematizações complexas num campo tão diverso e com tantos outros pensadores, que a linguagem fluente e até mesmo desenvolta do ensaio pode levar-nos a não ver para além do que está neste trabalho, que se bem escrito de tal forma que o ritmo das palavras são convidativos, contudo parece simplificar demasiadamente seu olhar, além de trazer algumas concepções que demandam maior profundidade de discussão;

7 – Enfim, é uma obra não destituída de interesses, mas deve ser lida com as devidas ressalvas a despeito de suas pretensões. Ademais, a este leitor, fica a preocupação e a sensação de que o ensaio, cativante em sua linguagem, mas temerário em sua solidez referencial venha ao final reproduzir percepções que fazem parte do senso comum, como a naturalização de mazelas humanas como vemos em “a conclusão que temos aqui é de que, para a vida, os confrontos, as disputas, o uso de uma vida pela outra, até as lutas e as guerras são processos naturais e fornecedores de energia...” numa declaração a que não faltam pensamentos refutadores, pois está imbuída justamente dos males que precisamos superar enquanto humanos e que versam da capacidade de superarmos a banalidade da naturalização de condutas que ao longo dos séculos tem procurado justificar e aceitar barbáries e preconceitos aos quais buscamos vencer.



sábado, 22 de julho de 2017

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10 Considerações sobre Meu Maior Presente ou sobre amores complicados

O Blog Listas Literárias leu Meu Maior Presente, de Mila Wander publicado pela editora essência; neste post as 10 considerações da Gi sobre o livro, confira:

1 – Com uma temática complexa e dramática, Meu Maior Presente irá discutir tabus em uma história de amor que flertará com incesto ao mesmo tempo que discutirá a força dos sentimentos numa trama que a despeito de seu tema consegue ser tratada com certa leveza;

2 – Narrado pelo protagonista Lucas, o romance irá contar da história de amor entre ele a sua irmã de criação, Mel, e principalmente narrar os dilemas e os questionamento enfrentado por ambos na tentativa de lidarem com os próprios sentimentos, avassaladores, contraditórios, e para alguns olhares, proibido;

3 – Adotado quando tinha nove anos pela família de Mel, o garoto crescerá com esse forte amor pela irmã de criação, e após um beijo terá despertado todos seus medos e anseios de modo que ele passará a fugir de si mesmo, por causa do sentimento de culpa que carregará, além mostrar-se sempre reticente e preocupado com a reação familiar com a relação de ambos;

4 – Por isso mesmo ao longo do romance ele irá através de suas fugas buscar tentar afastar Mel, mesmo que para tal, muitas vezes tenha de tomar atitudes questionáveis; além disso, a falta de decisão por parte dele, sempre reticente entre lutar ou não por seu amor, acaba enrolando não somente a decisão mas também o ritmo da narrativa;

5 – Mel, por sua vez, é uma jovem decidida, o que gera, inclusive um contraponto entre sua idade e a de Lucas, pois ela até mesmo passa a nutrir certa raiva pela fraqueza de Lucas em lutar pelos sentimentos dos dois;

6 – Todavia, não é uma questão simples, já que a relação desde a infância construiu-se entre irmãos, tendo ela nascido após a adoção de Lucas, e então quando ela chega à adolescência é que o amor brota entre eles tornando difícil distinguir paixão e amor fraterno, o que leva a Lucas aceitar uma proposta de trabalho no exterior;

7 – Deste modo vale dizer que não é fácil discernir todas as emoções envolvidas, e a distância entre eles além de separar a irmãos, cuja relação sempre foi de forte amizade e proteção, Mel ainda “perde” sua paixão, o que joga-a numa fase de rebeldia e inconformismo;

8 – Assim, ao longo da narrativa acompanharemos as reações familiares diante um assunto tão polêmico e complicado, pois ainda que não houvesse a relação sanguínea, a questão cultural e social formativa de ambos será construída como irmãos, sendo que ao passo que ambos depois de uma série de fugas passam a lutar juntos pelo romance, terão pela frente que lidar com muitos preconceitos e resistências;

9 – Portanto temos diante de nós uma leitura que flui, mesmo com sua carga dramática presente em larga escala, e que nos coloca diante de situações que precisamos ponderar calmamente as ações e movimentos de personagens, truncando apenas em momentos específicos por causa das reticências e das fugas de Lucas, que demora certo tempo a compreender seus sentimentos e decidir lutar por seu amor peculiar;

10 – Enfim, o romance é uma boa leitura numa história que ao fim vemos que vale a pena lutar pelo amor, e que principalmente, fugas e o medo de enfrentamento não constroem nada, pois a mensagem de Lucas e Mel é de que só podemos superar os problemas enfrentando-os. De frente.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

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7 Livros de Pedro Juan Gutiérrez

No post de hoje selecionamos 7 livros do escritor e pintor cubano Pedro Juan Gutiérrez para ter na sua estante, confira:

1 - Nosso GG em Havana: O escritor britânico Graham Greene chega a Havana em julho de 1955 e mer-gulha num mundo trepidante e vertiginoso, onde convivem artistas pornô, travestis, agentes do FBI e da KGB, caçadores de nazistas e a máfia italiana de Nova Iorque... + no Submarino

2 - O Rei de Havana: Cuba, anos 1990. Após fugir de um reformatório, o jovem Reinaldo vaga pelas ruas em busca de abrigo e comida. Sem família, amigos ou qualquer objetivo de vida, Rei procura viver minuto a minuto. Enquanto caminha sem rumo, pedindo esmolas e lutando para sobreviver, ele convive com os mais diversos tipos do submundo cubano: mendigos, bêbados, travestis, prostitutas, traficantes, ladrões e vendedores ambulantes, todos famintos e atormentados pela miséria... + no Submarino

3 - Fabián e o caos: Em um momento de turbulência política em Cuba, o acaso une dois rapazes que aparentemente não tem nada em comum. Pedro Juan é um hedonista sedutor e insolente que leva uma vida caótica. Fabián, ao contrário, é um pianista recluso, frágil, medroso e homossexual. Apesar das diferenças, ambos possuem condutas que não se ajustam aos princípios ideológicos do novo governo cubano... + no Submarino

4 - Trilogia Suja de Havana: Sem medo de se expor, o escritor narra sua vida particular e tudo o que se passa ao seu redor. Com uma linguagem direta, aborda temas como sexo, fome, desencanto e luta. São relatos dramáticos, e por vezes cômicos, sempre acompanhados de muito rum e sensualidade... + na Saraiva


5 - Animal Tropical: Seja nas ruas sujas e fervilhantes de vida do centro de Havana, onde mora, seja nas alamedas assépticas de Estocolmo, onde passou uma temporada como escritor convidado, Gutiérrez constrói e defende seu espaço pessoal por meio de um humor auto-irônico e, principalmente, de um erotismo cru, insolente, despudorado... + na Saraiva


6 - El Nido de La Serpente: Es un joven impetuoso, insolente y quizás un poco alocado, que atraviesa esta novela a la velocidad de un torpedo. Decenas de personajes aparecen y rebotan contra Pedro Juan, para conformar así una visión de una época especialmente caótica y efervescente... + na Cultura

7 - O insaciável homem-aranha: O narrador destas histórias - um flâneur sem vintém - arrisca-se além das ruas e esquinas conhecidas, na fronteira entre ficção, realidade, entre conto, romance e diário, para mergulhar na vertigem da própria literatura, sua razão de ser e sua danação. No conto que dá o nome ao livro, por exemplo, o narrador se compara a um personagem de histórias em quadrinhos... + na Saraiva

quarta-feira, 19 de julho de 2017

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10 Livros censurados na ditadura brasileira do golpe de 1964

Geralmente fala-se mais da repressão da ditadura militar imposta pelo golpe de 1964 através da censura de músicas, peças de teatro, imprensa e cinema de modo que às vezes esquece-se de lembrar-se que inicialmente devagar, no auge da repressão livros e escritores também foram censurados. Nesta lista selecionamos 10 obras censuradas pelo regime de militar, seleção cuja fonte essencial é o belo trabalho de Sandra Reimão em Repressão e resistência:censura a livros na ditadura militar. Confira:

1 - O Casamento, de Nelson Rodrigues: Um dos primeiros livros a ser censurado durante o regime, ainda em 1966, quando a repressão não era intensa. A obra foi censurada tendo proibida pelo Ministro da Justiça de então a comercialização e a impressão da obra, inclusive com a atuação de agentes do DOPS recolhendo exemplares em livrarias de diferentes estados;

2 - Veneno, de Cassandra Rios: Pensa que romances eróticos é coisa de agora? Nada disso, o gênero já fazia sucesso entre os leitores, leitoras de todas as idades nos anos 60 e 70 e Cassandra Rios era a E. L. James do país àquela época, entretanto com o endurecimento do regime obras consideradas eróticas ou pornográficas eram censuradas;

3 - Carniça, de Adelaide Carraro: Assim como Rios teve várias de suas obras na lista da tesoura dos milicos, e também rivalizava com ela em termos de vendas. Segundo Sandra Reimão as características das obras "eram livros "fortes" que misturavam política, "negociatas" e sexo, muito sexo";

4 - Zero, de Ignácio de Loyola Brandão: A atividade de censurar uma obra literária seria praticamente não executável num país de mercado editorial em crescimento e com muitas publicações como era o caso do Brasil, assim grande parte das censuras deram-se a partir de denúncias de leitores que "alertavam" ao regime as obras perigosas aos seus ideais, caso desta obra que tornou-se referência;

5 - Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca: Hoje uma das principais referências da literatura brasileira, Rubem Fonseca viu também seu livro de contos, construído a partir da violência e ao escancará-la contrariar o regime mostrando o que não deveria existir, a obra também foi censurada;

6 - Dez Estórias Imorais, de Aguinaldo Silva: "Nos termos do parágrafo 8º do artigo 153 da Constituição Federal e artigo 3º do Decreto-lei no. 1077, de 26 de janeiro de 1970, proíbo a publicação e circulação em todo território nacional, do livro intitulado ―DEZ ESTÓRIAS IMORAIS (...) por exteriorizarem matéria contraria à moral e aos bons costumes". Por isso fico sempre de cabelo em pé quando alguém grita em nome da moral e dos bons costumes. Aguinaldo, aliás, foi levado e interrogado nos porões da Marinha;

7 - Em Câmara Lenta, de Renato Tapajós: A falsa sensação de que os livros não teriam sofrido a censura do regime militar talvez se dê porque não houveram prisões em massa de escritores, como vimos com jornalistas. Tapajós, entretanto não escapou das grades com sua obra censurada por representar "uma apologia do terrorismo, da subversão e da guerrilha em todos os seus aspectos" e ele sendo o único autor a ser preso durante o regime pelo conteúdo de seu livro;

8 - Revistas Status: Não é um livro, mas é literatura e vale o registro da censura feita à Revista Status e a dois vencedores de seus concurso nacional de contos eróticos que foram proibidos de serem divulgados. Um deles, "Mister Curitiba", de Dalton Trevisan, hoje provavelmente um dos mais importantes [e recluso] contista brasileiro;

9 - 4 Contos de Pavor e Alguns Poemas Desesperados, de Alvaro Alves de Faria: Tem sempre aquele né que diz "não, eu vou seguir a lei; isso é bom, quem não deve não teme etc e tals", como parece o caso do autor que curiosamente submeteu sua obra de forma voluntária à censura e danou-se;

10 - A Universidade Necessária, de Darcy Ribeiro: O obra deste grande pensador da educação brasileira posta aqui representa uma série de tantas outras obras de ão ficção que por motivos ideológicos foram censuradas pelo regime, que ao seu final, embora sem precisão sabe-se de pelo menos 200 livros censurados e quase 500 analisados.

terça-feira, 18 de julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

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10 Lançamentos de Julho de 2017

No post de hoje selecionamos 10 lançamentos e relançamentos de livros de Julho de 2017 para ter na sua estante, confira:

1 - Ninguém Nasce Herói, de Eric Novello: Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer... + na Saraiva

2 - Dunkirk - a história real por trás do filme, de Joshua Levine: Em 1940, no porto francês da cidade de Dunkirk, mais de 300 mil tropas Aliadas foram salvas da destruição pelas mãos da Alemanha Nazista em uma extraordinária evacuação pelo mar. Esta é a verdadeira história de soldados, marinheiros, pilotos e civis envolvidos no resgate de 90 dias que se tornou uma lenda... + na Saraiva

3 - Breve História de Sete Assassinatos, de Marlom James: Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores... + na Saraiva

4 - Os Últimos Dias da Noite, de Graham Moore: A história recria de maneira extraordinária a disputa que em fins do século XIX opôs o cientista sérvio Nikola Tesla e o americano Thomas Edison, inventor da lâmpada, dois dos maiores gênios da história. A briga, no entanto, não envolve apenas ciência. Quando George Westinghouse decide ser o primeiro a levar a luz elétrica para o resto dos Estados Unidos... + na Saraiva

5 - Coisas Inatingíveis, de Danilo Leonardi: Quatro histórias se entrelaçam numa trama de tirar o fôlego e que fará você repensar sua vida. Cristina, Raí, Bianca e Bernardo. Jovens com diferentes visões, diferentes caminhos, mas com um único anseio: aproveitar cada dia como se fosse o último... + na Saraiva

6 - A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, de José Eduardo Agualusa:ma fábula política, satírica e divertida em torno dos sonhos, criada por um dos mais premiados autores lusos contemporâneos O jornalista Daniel Benchimol sonha com pessoas que não conhece. Moira Fernandes, artista plástica moçambicana radicada na Cidade do Cabo, encena e fotografa os próprios sonhos... + na Saraiva

7 - Amor & Gelato, de Jenna Evans Welch: Um verão na Itália, uma antiga história de amor e um segredo de família. Depois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar... + na Saraiva

 8 - Perigosa Amizade, de Gisela Bacelar: Para fãs de Gossip Girl, o volume zero da elogiada série independente Perigosa amizade, que conquistou mais de 40 mil seguidores no Instagram Roberta é uma adolescente intensa. Ela é decidida, prática e sabe o que quer. Pelo menos enquanto o coração não resolve entrar na jogada e embaralhar seus sentimentos... + na Saraiva

9 - Príncipe Partido, de Erin Watt: Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais saber dele, porque sabe que se ficarem juntos, isso vai destruí-los. Ella pode estar certa. 'Príncipe partido' é a aguardada continuação de 'Princesa de papel'... + na Saraiva

10 -Sempre vivemos no castelo, de Shirley Jackson: Merricat Blackwood vive com a irmã Constance e o tio Julian. Há algum tempo existiam sete membros na família Blackwood, até que uma dose fatal de arsênico colocada no pote de açúcar matou quase todos. Acusada e posteriormente inocentada pelas mortes, Constance volta para a casa da família, onde Merricat a protege da hostilidade dos habitantes da cidade... + na Saraiva

domingo, 16 de julho de 2017

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10 Considerações sobre Pela Boca da Baleia, de Sjón, ou sobre o voo do pilrito

O Blog Listas Literárias leu Pela Boca da Baleia, de Sjón publicado pela Tusquet editores; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Pela Boca da Baleia entre os mitos islandeses e cristãos nos mergulha numa jornada metafórica tomada de elementos fantásticos narrados por um erudito dos longínquos anos 1.600 revisitando uma época de embate entre ciência, religião e fantasia quando alguns limites começavam a ser estabelecidos;

2 - Assim nos deparamos com a jornada de Jónas Pálmason, um homem curioso e cujo preço pela curiosidade e apreço pela ciência da observação natural lhe será bastante alto diante do impacto e das oposições que irá encontrar por causa de seus feitos e descobertas que lhe imputarão um acréscimo ao seu nome, "o erudito";

3 - E conheceremos a penosa jornada do narrador já quando de sua situação enquanto degredado em uma ilha, expulso dentre os seus justamente por suas façanhas, de modo que será sua narrativa permeada pela falta de lucidez em certos momentos, algo condizente ao homem que cumpre pena num lugar remoto, isolado e frio que a resistência pela sobrevivência coexistirá com a rememoração de seus dramas;

4 - E o rememorar do Jónas nos colocará num embate entre fé e ciência, entre o medo do novo e a segurança do já conhecido ainda que sob pilares frágeis. Além disso, será a narrativa de um homem híbrido, um cristão de grande fé ao mesmo tempo de um naturalista que aos poucos com seu trabalho vai desmistificando as fantasias e as crenças ao mesmo tempo que as vive, entre fantasmas, assombrações e monstros desconhecidos;

5 - Deste modo somos jogados a um ambiente imagético onírico e fantástico ao passo que perpassamos por uma série de mitologias e crenças, estas que, aliás, conduzem toda a narrativa, por sinal, uma espécie de releitura para o mito de Jonas e a baleia;

6 - Assim, o livro de Sjón embrenha-se por terrenos aparentemente distintos, pois acaba falando de elementos que hoje estão totalmente dissociados como magia, religião e ciência mas que todavia para a época de ambientação da narrativa, ainda que possa soar-nos estranho, faz sentido para um narrador pertencente a um mundo cujas fronteiras entre tais elementos não era de modo algum tão nítidos;

7 - Aliás, será preciso a respeito do tempo da narração realizar alguns apontamentos, e claro, levando-se aqui a liberdade ficcional e o desconhecer da versão original, a tradução contudo nos traz palavras de certo modo fortemente marcadas pela nossa contemporaneidade, e, em alguns dos casos até mesmo inexistiam à época em que se ambienta a narrativa, o que não é um imenso problema, mas que por certa frequência acabam chamando a atenção e destituindo um pouco a autoridade do narrador;

8 -  Dito isto, podemos ainda ressaltar certo pendo lírico da narrativa, tanto que para além da prosa cadenciada termos poemas distribuídos pelo romance que então faz o contraponto às palavras "modernas" presentes e que para além disso ressaltam a natureza "fantástica" e metafórica da obra enquanto o narrador além de suas lembranças e observações nos revelará um sociedade envolta pelo poder místico dos rituais e das crenças que muitas vezes são incapazes de compreender;

9 - Assim temos um romance que retoma a luta entre a razão e a fé (isto internamente), entre a ciência e as religiões, entre os mitos e o naturalismo de tal modo que o grande estranhamento é o de justamente vermos numa publicação tão recente, que por meio de uma narrativa tomada pelo encantamento da fantasia nos fala de uma série de crenças e mitologias de uma forma onírica e inesperada para os tempos atuais que a torna um tanto deslocada ao passo que a torna também original ainda que tais questionamentos já tenhamos visto por aí, tanto em nosso passado recente como no mais remoto, quicá contemporâneo a Jónas Pálmason;

10 - Enfim, Pela Boca da Baleia nos interessa justamente pela estranheza que nos causa sua existência em seu presente, num livro dotado de elementos fantásticos que literalmente (a despeito do léxico) nos leva a um passado mítico entre crenças e descobertas, que para além deste estranhamento provocado pela abordagem e pelo visual dos seus mitos, trata-se de uma narrativa em que pelo menos criaturas e coisas fantásticas ainda são possíveis numa jornada embrutecida pelo frio do ambiente e pela perseguição provocada pelo medo das descobertas de tal modo que o narrador percorrerá uma jornada completa de moléstias e privações;



sexta-feira, 14 de julho de 2017

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7 Dicas para não tornar-se um leitxr-bolha

Já discute-se no âmbito da informação e das redes sociais a criação de bolhas em que as pessoas isolam o divergente buscando apenas afirmações daquilo que procuram e acreditam, processo que tem colaborado para a polarização no mundo. Este é um fenômeno, ainda que silencioso e perceptível, já ocorre entre os leitores possibilitando um tipo de "leitor-bolha" fechado a uma diversidade de leituras, o que, para no caso da literatura pode ser um belo problema. Neste post, observando que quanto mais diversa forem nossas leitoras, mais provável sejamos de compreender os outros, especialmente o diferente, listo 7 dicas para não tornar-se um leitor-bolha:

1 - Não seja refém de um gênero: A palavra refém aqui talvez seja inapropriada, contudo pareceu-me um bom exemplo para demonstrar que parte da parcela leitora (e aqui incluo livros, pdfs, piratex, blogs etc.) sob diferentes argumentos (às vezes reproduzindo mesmo a velha otimização de tempo utilizada por acadêmicos) opta por ler exclusivamente um gênero literário, não abrindo-se para nada além deste. Isto é um tanto delicado de modo que cada gênero poderá apresentar discussões com melhor ou pior efeito de modo que abrir-se a diversidade estética e temática lhe contribuirá para a observação de diferentes perspectivas, e de diferentes formas;

2 - Não demonize os clássicos, não demonize os novos:  Um discussão inócua e infértil que me incomoda desde antes minha entrada na academia, como após, porque vejo prejuízo nas duas formas de antagonismo. Para muitos, o problema é que não se leem os clássicos e enxotam qualquer abertura a novidades, do outro se fala da "chatice" dos clássicos e se lê muita coisa velha com roupas novas, contudo o equilíbrio pede (talvez exija) que estejamos abertos a amplas leituras de modo que possamos ler os clássicos e observar o diálogo entre estes e os contemporâneos do mesmo modo que estejamos abertos a ler os contemporâneos que um dia poderão tornarem-se clássicos, sem falar que só com a leitura de ambos seremos capazes de observar e encontrar as verdadeiras inovações;

3 - Não procure apenas o que você quer ouvir: Com diversas plataformas, sites e mesmo nas livrarias virtuais muitos leitores definem suas leituras pela segmentação prévia em busca daquilo que querer encontrar/ler num livro. Penso que aqui vale o mesmo aviso de atenção ao risco do que já observamos nas redes sociais, transformando nossas leituras numa busca por aquilo que queremos ler ou confirmar. Isto acaba indo justamente ao polo contrário do que, ainda com dificuldades de definição, a literatura sempre foi: capaz de nos desnortear. Além disso, ao procurarmos em nossas leituras apenas por uma confirmação ou de um empoderamento enganoso, corremos o risco de seguir exatamente o caminho contrário, isolando-nos em grupos iguais ou semelhantes, mas entretanto sem jamais tocar o cume da montanha de modo a realmente alterar qualquer sistema;

4 - Não seja totalitário/a: Participar de grupos e movimentos é uma coisa bacana e legal desde que ao ingressar isso, explicita ou implicitamente esteja a carga de que ou por militância excessiva ou por regramento lhe impossibilite de diversificar suas leituras ou procurar outras informações porque um dos princípio básicos do conhecimento é divergência, tanto que se continuássemos a pensar exatamente igual ainda hoje acreditaríamos termos sido fabricados como tijolos numa forma de barro, ou que o sol era nosso servo luminoso;

5 - Diversifique: Até agora tivemos itens um tanto demonstrativos, passemos a questões propositivas. Como disse, não podemos hoje conceber o leitor a quem "tenha lido x livros nos últimos três meses", afinal as pessoas leem nos celulares, nos computadores, nos e-readers, sem falar na páginas, blogs e outros sistemas em que se tem produzido literatura. A dica é, não fique numa única temática, num só gênero, diversifique, pesquise, procure por coisas que para além do seu interesse possam ter uma reflexão legal para além do seu próprio "eu". Em muitos fóruns esta posição pessoal minha não é vista animadamente, entretanto é um princípio que sigo es as próprias resenhas aqui do blog podem confirmar, pois imagino que não possuímos uma leitura diversificada porque temos uma mente aberta, mas sim abrimos nossa mente e nossa tolerância e compreensão justamente porque temos leituras construídas na diversidade;

6 - Leia coisas incômodas: Segmentar a escolha de leitura (algo que o próprio mercado nos estimula com seus distintos selos) está eivado pelo comodismo de não nos incomodarmos, mas acreditem, isso é necessário. Ao menos uma ou duas vezes por ano, por exemplo procure por uma leitura que tenhas certeza de que vai te incomodar. Nós como leitores, precisamos ser provocados, estimulados, incomodados, pois quando a literatura não nos traz isso é porque provavelmente alguma coisa está errada;

7 - Não tenha medo de se divertir, mas tampouco de levar à sério: Não sejamos ingênuos subestimando a literatura em todo o processo de formação da sociedade humana (aliás, temos uma boa quantidade de doenças originárias justamente da reflexão literária, ou discussões jurídicas a partir de exemplos e paradoxos literários), a leitura/literatura deve sempre ser levada a sério, o que não significa que tenhamos também que abrir mão de uma boa leitura de entretenimento, algumas dessas discutem com bastante eficiência a nossa existência social. Além disso, mesmo a pior de todas as obras estará imbuída de uma ou outra ideologia capaz de suscitar discussões. Para além disso, o que nos resta são bons ou péssimos livros, mas mesmo para estabelecer esta distinção será necessário uma leitura diversificada.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

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10 Leitores bastante fixados nessa coisa de cores

Cada leitor e leitora têm formas bastante pessoais e subjetivas para organizarem suas estantes, e uma forma que atrai seguidores é a organização por cores, como as 10 estantes organizadas por escalas de cores selecionadas neste post. Aliás, se a sua estante é colorida assim, compartilha lá na fanpage do blog.











quarta-feira, 12 de julho de 2017

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10 Livros recentes de poesia brasileira para sua estante

A poesia anda em alta novamente no Brasil, com novos lançamentos, novos autores e mesmo editoras como a Patuá destacando-se no gênero; neste post confira 10 livros nacionais com poesias saídas do forno:

1 - Poesia para encher a laje, de Inquérito Renan: Leitura leve para dias pesados, poesia pra encher a laje despeja em suas 96 páginas a mais autêntica poesia concreta misturada nessa argamassa de palavras e formas... + na Cultura

2 - Poemas do bom do mau do médio humor, de Maia Helena Nery Garcez:Quarto livro de poemas da Professora Maria Helena Nery Garcez. O título retoma alguns dos fios condutores de sua obra, como o humor e o diálogo com a tradição literária... + na Cultura

3 -  Eu Me Chamo Antonio, de Pedro Gabriel: Antônio é o personagem de um romance que está sendo escrito e vivido. Frequentador assíduo de bares, ele despeja comentários sobre a vida — suas alegrias e tristezas — em desenhos e frases escritas em guardanapos, com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia... + na Saraiva

4 - Pó de Lua, de Clarisse Freire: Tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua – minguante, nova, crescente e cheia – ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria... + na Saraiva

5 - Tudo o que eu pensei, mas não falei noite passada, de P. Anna: não faz parte da atual moda de “literatura erótica”, que vai de certo “erotismo feminino” cheio de meios tons às luzes cruas dos textos mais apelativos. E o que comumente se perde, entre o pornográfico e o erótico, é o sexo: o sexo em si... + na Saraiva

6 - Poesias que escrevi com fome, de André Soares: Poesia rude, sem técnica nem estética, que fala de amor, abandono, aponta injustiças, denuncia o machismo e os preconceitos, sofre com a indiferença, e prova que a palavra é a arma para virar o jogo... Saiba +

7 - Amor fati, de Julio Cesar Kunz: Coração que passeia, sem saber bem como, pelo belo e pelo descarte. Nas tentativas do viver poético, escreve, em tinta permanente, o que deveria ser provisório. E escreve, em tinta permanente, o que não se pode dizer. Não por proibição, mas por desagrado e um pouco de embaraço... + na Saraiva

8 - Nascente, de Ester Barroso e Douglas Jefferson: Uma coletânea conjunta que reúne uma seleção de seus poemas mais inspirados. Poemas que misturam inquietações lírico-românticas com crítica social saindo das páginas do Facebook para os livros;

9 - Do seu peito só nascem pêssegos, de Gabriel Portella: Sou garoto-cereja/Os versos são gritos e sussurros: ora amantes, ora tiranos/São devaneios carnais e sentimentais/São um convite à compreensão do subjetivo/A certeza-dúvida de que todos somos pessegueiros e cerejeiras... + na Saraiva

10 - Poesia não vende, de Renata Pallottini: Tem muita ironia, medo e espanto, saudade e, surpreendentemente, esperança. Aprendi bastante nestes anos todos, esqueci muito e pretendo ir-me embora qualquer dia ainda crendo nas gentes. Minha poesia (e a de outros, que Deus os bendiga) me ajuda a manter-me viva... + na Saraiva

segunda-feira, 10 de julho de 2017

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10 Professores universitários da literatura

No post de hoje selecionamos 10 professores universitários da literatura brasileira e mundial; confira nossa lista com doutores da ficção que dedicam (ou) não seu conhecimento para os saberes:

1 - Souza: Em Não Verás País Nenhum o professor de história aposentado compulsoriamente pelo "Esquema" é também o narrador da distopia nacional de Ignácio de Loyola Brandão e cujas atitudes perante a opressão levará que personagens a questionar a profissão do narrador;

2 - Nicole e André: O casal de professores universitários aposentados são os protagonistas de Mal-entendido em Moscou, de Simone de Beauvoir. Na noveleta os sexagenários passeiam por Moscou e enquanto transbordam suas decepções com o comunismo acabam também repensando suas próprias vidas e relação;

3 - Juliana Klein: A professora universitária ligada às humanas e à filosofia é a desaparecida do romance de Marcos Peres que retrata um universo acadêmico de rixas e uma guerra entre as famílias Klein e Koch, e entre a PUC e a UFPR;

4 - Franz Koch: A outra parte da guerra acadêmica de Que Fim Levou Juliana Klein?, professor já de certa idade e que exige ser chamado por "senhor doutor professor" e que trava relações nada impessoais com suas orientandas;

5 - Ye Zethai: Na ficção científica O Problema dos Três Corpos, físico e professor universitário, o pai da protagonista é morto por causa de suas convicções científicas durante a Revolução Cultural Chinesa;

6 - Martim Francisco Terra: Professor da Ufrgs tido como esquerdista e que lidera as pesquisas e os estudos realizando um perfil da cidade de Antares, e cujo resultado da publicação logicamente irá incomodar os antarenses;

7 -  Tobias Rothman: No thriller Benefício na Morte, professor universitário, geneticista e Prêmio Nobel é um cara exigente e que não orienta ninguém, exceto a protagonista Pia Grazdani, tão obcecada quanto ele por trabalho e pesquisa;

8 - Otto Lidenbrock: Professor de mineralogia possui vasto conhecimento, o suficiente para jogá-lo numa viagem fantástica ao centro da terra. Rigoroso e dedicado, é um dos grandes personagens que encarnam o papel do professor durão, mas que tem muito a ensinar aos seus pupilos;

9 - Em busca do Franz Post: Outro narrador professor universitário é o de Depois do Fim, cujo nome paira na aura dos mistérios e que além de narrar sua busca por um quadro do pintor holandês, apresenta um pano de fundo político e uma descrição ácida de sua atuação universitária;

10 -Robert Langdon: Professor de iconografia religiosa e simbologia da Universidade de Harvard adora meter o bedelho em tramas e conspirações para lá de perigosas, mexendo com sociedades secretas, e até mesmo o poderoso vaticano.

domingo, 9 de julho de 2017

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10 Capas dos clássicos da Penguin com Romero Britto

Nós aqui curtimos o catálogo e as capas dos clássicos da Penguin - Companhia tanto que já imaginamos bestesellers no design icônico de suas capas. Já, hoje brincamos com a arte contemporânea de Romero Britto ilustrando grandes clássicos, confira:

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