quarta-feira, 28 de junho de 2017

, ,

10 Capas de livros para o Dia do Orgulho LGBT

28 de junho é comemorado no calendário como Dia do Orgulho LGBT e remete a um levante ocorrido nesta data em 1969 que serviu como marco inicial da luta por direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex; Neste post, para marcar a data selecionamos 10 capas de livros LGBT, confira:






terça-feira, 27 de junho de 2017

, ,

10 Livros de Margaret Atwood para ter na estante

Selecionamos 10 livros da escritora canadense Margaret Atwood, conhecida por sua ficção distópica e especulativa e também por seu ativismo feminista, para ter na estante, confira:


1 - O Conto de Aia: Num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes... + na Cultura

2 - Orix e Crake: O narrador do romance é o Homem das Neves, um sobrevivente do antigo planeta, que um dia chamou-se Jimmy. No início da trama, ele está em cima de uma árvore, vestindo um velho lençol, lamentando a perda de sua amada Oryx e de seu amigo Crake... + na Cultura

3 - Negociando Com os Mortos: Cada capítulo traz o conteúdo de uma das seis palestras apresentadas por Margaret Atwood nas Empson Lectures, tradicional ciclo de conferências da Universidade de Cambridge. A autora aproveitou o livro para detalhar algumas passagens e reduzir outras. .. + na Cultura

4 - A Odisseia de Penélope: Subverte a narrativa original, centrada em Odisseu e suas peripécias ao longo dos vinte anos em que esteve ausente de Ítaca. A esposa Penélope, personagem emblemática da fidelidade e da obediência feminina, passa a ocupar o centro da história, e a reconta de seu ponto de vista... + no Submarino


5 - Dicas da Imensidão: Dez narrativas em que a fauna humana se apresenta em toda a sua banalidade e excepcionalidade, em que situações inquietantes subitamente desestabilizam o cotidiano de pessoas comuns, iluminando o instante único capaz de moldar uma vida inteira. Manejando com extrema habilidade os sentimentos, desejos, as frustrações... + na Saraiva


6 - A Tenda: Uma coletânea de pequenos contos escritos com a marca poética e crítica de Margaret Atwood. Em breves reflexões sobre a mortalidade e o inevitável passar do tempo, a autora explora figuras míticas e sua vasta bagagem literária para falar de si mesma e de personagens inusitados que algum dia povoaram sua imaginação... + na Saraiva

7 - O Ano do Dilúvio: Os sobreviventes estão divididos entre os que preferem o mundo de prazeres artificiais, no qual os shopping centers e os spas voltados para a estética são reverenciados como templos, e os que buscam um retorno à vida naturalista... + na Saraiva

8 - A Noiva Ladra: Três amigas de longa data cumprem o ritual de se reunirem mensalmente no sugestivo restaurante Toxique quando são surpreendidas por uma desagradável descoberta: Zenia, que afetou profundamente a vida de Tony, Charis e Roz, está viva, e observando o trio com uma voracidade aterradora... + na Saraiva

9 - Lesão Corporal: Entretecido a ferro e fogo com as descrições precisas e as impressões severas de uma personagem em crise, 'Lesão Corporal' é um livro sobre a mortalidade - de um amor, de uma ilusão e de lampejos de esperança - e a necessidade de se desfazer velhos nós, relações e certezas puídas pelo tempo... + na Saraiva

10 - O Assassino Cego:  Assombrada, aos nove anos, pela imagem da mãe, que no leito de morte lhe suplica que tome conta da irmã menos, aos dezoito anos Iris Chase Griffen é literalmente vendida e um industrial. Iniciativa do pai, um idealista rude que se preocupa mais em salvar o nome da família e em proteger os trabalhadores de sua fábrica de botões, a ação compromete a felicidade dela... + na Saraiva

segunda-feira, 26 de junho de 2017

, ,

Ei Ei Ei. 10 Considerações sobre A Zona Morta, de Stephen King. A Banca leva.

O Blog Listas Literárias leu A Zona Morta, de Stephen King, relançado pela editora Suma de Letras; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Publicado pela primeira vez em 1979 e relançado este ano pela Suma de Letras, A Zona Morta é uma narrativa típica de Stephen King em que o suspense permeará o ambiente habitado por personagens palpáveis num plano de fundo que não deixa de ter suas ambições, tudo isto no ritmo quase musical da prosa de King cujo tensionamento vai elevando-se a medida que vencemos vorazmente suas páginas;

2 - Criando suspense a partir dos mistérios que ainda se encontram em nossas mentes, o livro traz John Smith, um professor de ensino médio que anos após um acidente na infância volta a acidentar-se ficando em coma por quase cinco anos, para então, depois de "voltar" para a vida o fazê-lo como portador de um "dom" ou de uma "maldição" conforme a perspectiva, mas para além do poder descoberto, são na verdade muito mais as perguntas que advém desta problemática que importam à narrativa, pois a capacidade de desnudar as pessoas e o próprio tempo é uma coisa, o que fazer com tal possibilidade é que complica e muito a vida de Johnny;

3 - Mas antes de penetrarmos mais pelo livro, retornemos à sua ao ano de sua publicação, pois não muito comum à narrativa de King, neste A Zona Morta, o fundo histórico ao que o autor está inserido é bastante presente no romance. Essa é uma lembrança importante porque os leitores de hoje verão a ambientação política do livro já com esta distância, entretanto relembrar que King narra a trama muito próximo aos acontecimentos abre uma série de perspectivas e já apontam que desde então, embora não seja o foco de sua escrita, o autor está antenado nos movimentos políticos de seu país, e mais do que nunca este livro é exemplo;

4 - Tal observação também é relevante porque a partir deste olhar político Stephen King moverá suas personagens de modo que não se trata apenas de um pano de fundo. Aquele era ainda um momento de grande perturbações e agitações políticas para os americanos; além disso serão as figuras históricas e suas proximidades fictícias que farão o drama de Johnny ampliar-se, além é claro que através disso retomar ainda o trauma da Segunda Guerra Mundial;

5 - Então ao perguntar por meio de John Smith "e se fosse possível matar Hitler lá por 1932, você o faria?" o autor debate até que ponto se é possível combater a tirania tornando-se um tirano. Do mesmo modo tal pergunta surge porque Greg Stillson além de ser o modelo perigoso de muitos políticos à época, também poderia exemplificar um "ene" número de políticos contemporâneos, que tempo vai tempo vem trazem à tona tal questionamento;

6 - Portanto, neste romance parece-me que vamos além do próprio suspense, pois para além do desenvolvimento da trama Stephen King deixa perguntas incômodas e complexas no ar, que de certo modo ele não se propõe a responder (o que é bom, só para dizer) pois a ação final de Johnny Smith e suas consequências acabam deixando as coisas num meio termo  que de todo modo se não maculam "o herói", por outro aplica-lhe "a punição" capaz de dar ideia do quanto Smith também corrompe-se ao final, o que torna as coisas mais interessantes e qualificadas;

7 - Assim, ainda que saibamos que o autor é um escritor de massas e que não perde o olho no mercado, também não podemos deixar de observar que de certo modo suas narrativas trazem elementos e discussões que estão mais além do que o simples entretenimento, pois ao mesmo tempo que nos "diverte" e nos aprisiona em seus thrillers dinâmicos e envolventes o autor consegue criar cenários e reflexões humanas que instigam sempre um aprofundar-se nas distintas camadas do livro;

8 - É que, como já disse doutras leituras de King aqui no Blog, o autor talvez como poucos é capaz de dar vida e voz a personagens de uma camada média da sociedade americana. E a vida que King lhes dá é palpável como se suas personagens saltassem do Maine para os livros com tanta credibilidade que não é difícil vê-los como figuras reais que através da escrita de Stephen King ganham uma visibilidade que provavelmente nunca teriam;

9 - Ou seja, A Zona Morta já é um dos clássicos do autor, e seu suspense é carregado de discussões relevantes que constroem um somatório muito interessante para chamar atenção dos leitores mais exigentes. Além disso, a narrativa é vibrante e envolvente que além das reflexões propostas não perte o ritmo da ação tão característico às narrativas do autor;

10 - Enfim, dos mistérios do coma e da mente ao que "fazermos" diante políticos populistas e sem escrúpulos, o livro traz todas as marcas presentes na obra do autor e acrescenta ainda notas peculiares de discussão política e sobre valores, especialmente sobre valores quando dotados de um grande poder, que será o grande desafio a ser enfrentado por John Smith, que a despeito de suas ações, o fato de elas provocarem uma reflexão mais exigente é o que fala mais positivamente do romance.



sexta-feira, 23 de junho de 2017

, ,

10 Livros para te deixar desconfiado com os avanços tecnológicos

Em boa parte as distopias acabam discutindo as relações de poder, outras discutem além disto, também o processo de influência dos avanços tecnológicos sobre a vida humana em todos os seus aspectos, principalmente o social. Por isso, selecionamos 10 livros que vão te deixar bastante desconfiado da tecnologia, confira:

1 - Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley: O próprio autor assume que sua antiutopia versa dos impactos da tecnologia sobre o viver dos humanos, que em sua obra passaram a ser produzidos em escala de acordo com os interesses do Estado e divididos em castas já programadas desde a fecundação, totalmente condicionadas e meros produtos genéticos e psicológicos. Para o leitor de hoje, certamente a linha de montagem humana no estilo fordista pensado por Huxley pode parecer primitiva, entretanto a ciência hoje já é capaz de por em prática os princípios que lá estavam;

2 - Neuromancer, de William Gibson: Marco do Cyberpunk o livro da década de oitenta nos apresenta ao conceito da matrix e para época constrói uma noção de ciberespaço próximo do que temos hoje, além de retratar a disputa entre duas inteligências artificiais. Mas não só a relação com a internet está presente na obra de Gibson, mas também a questão genética é bastante presente na cultura do romance com a substituição de partes e orgãos que nos transformam em repositórios a mercê de um mercado estético;

3 - Oryx e Crake, de Margaret Atwood: Está obra da escritora canadense também nos traz uma reflexão do avanço genético e de como isto pode nos levar a um território devastado numa obra contemporânea interessante;

4 - Realidades Adaptadas, de Philip K. Dick: Dick tem um olhar bastante peculiar para como a humanidade usa as tecnologias que cria, e boa parte deste seu olhar em tom de alerta pode ser visto nos contos reunidos neste livro que foram adaptados pelo cinema com sucesso como o caso de Minority Report e O Vingador do Futuro;

5 - Eu Robô, Isaac Asimov: Os robôs encantam, intrigam mas também amedrontam os humanos há algum tempo, em parte porque autores como Asimov se por um lado trazem as "maravilhas" advindas com a robótica, ele é também capaz de refletir sobre as consequências desta tecnologia sobre nossa sociedade;

6 - Maze Runner, de James Dashner: Tecnologia e genética também são temas que surgem nesta distopia juvenil que acaba colocando seus protagonistas como objetos de experiência e pesquisa;

7 - Tropas Estelares, de Robert A. Heilen: Já neste livro o avanço tecnológico e espacial temos porém é uma grande metáfora ao militarismo humano e sua sede de conquista por território e poder que encontra na possibilidade tecnológica, mecanismos para manter-se em movimento;

8 - Jurassic Park, de Michael Crichton: A clonagem anda meio fora de discussão, mas tanto a ovelha como os dinossauros que ganharam vida no cinema a partir deste livro mostraram que a recuperação e clonagem pode não dar muito certo;

9 - Matéria Escura, de Blake Crouch: Avanços tecnológicos de nossos conhecimentos físicos também podem ser bastante perturbadores e nos levar a lugares que talvez não quiséssemos conhecer;

10 - 1984, De George Orwell: Se em termos tecnológicos 1984 pode ser superado, contudo desde então criou um clube que nos serve sempre de alerta, o clube da tecnologia da informação, que cada vez mais é usada para vigiar nossa individualidade, um destes exemplos, o sucesso de Dan Brown Fortaleza Digital que "antecipa" a conduta e o perigo da NSA;


quinta-feira, 22 de junho de 2017

,

10 Ilustrações inspiradas em Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo,de Aldous Huxley é uma das principais e pioneiras distopias que coloca em debate e questionamento dos ideais utópicos, além de como o desenvolvimento tecnológico pode atuar e interferir neste processo. Parte da concepção e conceito da obra pode ser conferido através destas fantásticas ilustrações:









quarta-feira, 21 de junho de 2017

, ,

10 Livros de Machado de Assis para ter na estante

Nascido num 21 de junho, o Google homenageou hoje Machado de Assis, o mais importante e lembrado escritor brasileiro e certamente um dos maiores escritores de toda a literatura mundial. Nesta lista 10 livros do autor:



1 - Dom Casmurro: Um dos mais famosos romances brasileiros de todos os tempos, tem como protagonista o mais-que-famoso par central Bentinho e Capitu ? além de conter o caso narrativo mais discutido de nossa literatura, a traição (ou não) de Capitu. E para você traiu, ou não traiu?

2 - Memórias Póstumas de Brás Cubas: Com este livro, Machado de Assis começa a fase de plenitude do romancista. Apesar de não diferir tematicamente de seus livros anteriores, retratando um cenário carioca, e uma burguesia rica com anseios de nobreza, o escritor aqui amadureceu sensivelmente, adquirindo uma precisão de linguagem e apuro técnico incomparáveis.

3 - Helena: O intenso amor entre Estácio e Helena é impedido pelos preconceitos e as injunções familiares. Um romance que foge aos padrões românticos. >>Comprar<<

4 - Quincas Borba: Se a alienação, em mais de um sentido (por exemplo, o marxista; por outro, o da sociedade do espetáculo), é uma característica moderna, Quincas Borba é um romance moderníssimo (além de modernissimamente satírico). Pois é a história contada por um terceiro de como um personagem, Rubião, alienou-se da própria vida, tendo em seu amigo, o alienado de fato Quincas Borba, uma sombra que a perpassa... + No Submarino

5 - Ressurreição: Publicado em 1872, foi o primeiro romance de Machado de Assis. Embora pertença à fase romântica do autor, a obra rompe com características dessa escola literária, como o ideal nacionalista e a ênfase na descrição da natureza. Conta a história de Félix, médico de 36 anos, que se apaixona por Lívia, irmã de seu amigo Viana. O romance é abalado por crises de ciúmes do rapaz.>>Comprar<<



6 - Iaiá Garcia: Em um drama familiar durante o Segundo Reinado, uma personagem feminina dirige a trama. Ela é Lina, uma jovem que busca ocupar um lugar na sociedade da época a qualquer custo.>>Comprar<<

7 - A Mão e a Luva: Publicado inicialmente em formato de folhetim, A mão e a luva saiu pela primeira vez em livro em 1874. Nesta obra, Machado apresenta ao leitor uma de suas tramas mais românticas: Guiomar, uma moça de infância pobre adotada pela madrinha rica, tem que se decidir entre três pretendentes. Essa dúvida envolve o conflito permanente entre a emoção e a razão, no qual está em jogo o futuro dessa mulher forte e decidida. Machado utiliza as reflexões de Guiomar para construir um perfil genial de toda a alta sociedade, na qual não há espaço para sonhadores e ingênuos.>>> Veja +

8 - Histórias da Meia-Noite: Na "Advertência" aos contos, Machado afirmava tratar-se de narrativas no correr da pena, sem outra pretensão que não a de ocupar alguma sobra do precioso tempo do leitor?. Sinceridade ou modéstia, o fato é que Histórias da Meia-Noite revela retratos fascinantes, concentrando-se nas alegrias e decepções, sucessos e tormentos de seus personagens.>>Comprar<<

9 - Esaú e Jacó: Conta a história de dois gêmeos da alta burguesia carioca separados desde a mais tenra idade pela inimizade e pelas diferenças: Pedro, dissi­mu­lado e cauteloso, e Paulo, arrojado e impetuoso. Ambos, porém, apaixonados pela mesma mulher: Flora, ?a inexplicável?. Às vésperas da Proclamação da República, o autor, por meio dos embates e das des­ven­turas dos irmãos (um monarquista, o outro, republi­cano), pinta um retrato melancólico, mas por vezes também hilariante, da política e da alma brasileira. + no Submarino

10 - 50 Contos: Machado de Assis além de seus romances, era exímio contista, e nesta antologia reúnem as melhores de suas obras. Comprar no Submarino

terça-feira, 20 de junho de 2017

, ,

7 Cenas de masturbação masculina da literatura

Cinco contra um, punheta, bronha, descabelar o palhaço, pecado. Não faltam adjetivos para a masturbação masculina, que ainda hoje é vista por alguns como tabu. Um tema tão sensível, é claro, não seria esquecido pela literatura, confira 7 cenas de masturbação masculina na literatura:

1 - Velho tarado: No conto Um Encontro, de James Joyce a fato central a demarcar a passagem da ingenuidade à vida adulta é quando os garotos encontram um velho estranho que a certa altura chega para um ladinho a "bate uma". O acontecimento é que provoca a epifania tirando dos contos do velho oeste a aventura, visto que a vida real poderia ser mais estranha e perigosa;

2 - "Um presente para você, gata": No romance Cujo, de Stephen King, Steve Kempe ao ser dispensado por Donna, invade a casa da mulher, faz uma bagunça danada e resolver ir ao quarto "fazer amor consigo mesmo" para deixar uma poça líquida e viscosa como presente para sua amante;

3 - O flagra: Com certeza é a situação em que nenhum moleque quer ser pego, no flagra. Especialmente se for de uma família católica apostólica como o pianista Menandro Olinda de Incidente em Antares. A casa cai na hora;

4 - Diariamente: Os cu de Judas do português Antonio Lobo Antunes é um dos romances em que a masturbação serve de forte elemento temático a partir das confissões do narrador "a masturbação era nossa ginástica diária" diz o jovem soldado. Masturbava-se sozinho ou vez em quando com o auxílio de "raparigas impúberes";

5 - Um dia: Joyce também aborda o tema em seu clássico Ulysses ao acompanhar o dia na vida de um homem, no caso Leopold Bloom, há também o seu momento de "prazer solitário";

6 - Na prisão: Há quem argumente que todo Nossa Senhora das Flores, de Jean Genet é uma cena de masturbação, pois seu narrador declara estar na prisão, e em uma cena específica narra seu exercício silencioso sob os lençóis;

7 - Alexander Portnoy: Um dos campões da "bronha literária", antes mesmo da torta de maçã de American Pie, o personagem de Philip Roth mandava ver é na mitológica maçã mesmo, que safadinha pedia mais a seu "big-boy";

segunda-feira, 19 de junho de 2017

,

10 Capas de Livros com frutas

Provavelmente a maçã mais famosa das capas de livro seja aquela imortalizada no design de Crepúsculo. Inspirados nela, selecionamos 10 capas de livros com frutas em suas capas, confira:




Ah! aproveitando que o tema do post é doçura, galera, aproveitamos para lembrar que mais doce que fruta é conseguir descontos. Por isso aproveito para deixar a dica para quem estiver a fim, está rolando Cupom de Desconto Ricardo Eletro no site Cupom Terra, confere lá. 



sexta-feira, 16 de junho de 2017

,

10 Lançamentos de livros de junho de 2017

Olá pessoal, sexta-feira é dia de ir ás compras literárias e selecionar nossas próximas leituras. Selecionamos 10 lançamentos destaques do mês de junho de 2017, confira:

1 -A lógica inexplicável da minha vida, de Benjamin Alire Sáenz: Salvador levava uma vida tranquila e descomplicada ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Porém, o último ano do ensino médio vem acompanhado de mudanças sobre as quais o garoto não tem nenhum controle, como ímpetos de raiva que ele não costumava sentir... + na Saraiva

2 - O Monge e a Coruja, de Thiago Brado: Numa noite de inverno, enquanto o monge Joseph se preparava para dormir, um ruído misterioso na torre leste chamou sua atenção. Caminhou lentamente pelo mosteiro em busca de respostas e quando chegou à torre o silêncio se misturou com a escuridão... + na Saraiva

3 - Pela Boca da Baleia, de Sjón: No ano de 1635, a Islândia é um pedaço de terra esquecido no meio do oceano gelado, obscurecido pela superstição, pela pobreza e pela crueldade. A curiosidade científica dos homens se confunde com magia e misticismo: alguns admiram o chifre dos unicórnios, os mais pobres idolatram a Virgem em segredo, e tanto livros quanto homens são jogados às fogueiras... + na Saraiva

4 - Mestre das Chamas, de Joe Hill:Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas... + na Saraiva

5 - Perigosa Atração, de Maya Banks: Depois de ajudar a colocar na cadeia o monstro que a aterrorizou na adolescência, Eliza Cummings mudou completamente de vida. Com um novo nome e uma missão, ela torna-se especialista em proteger pessoas. Mas nem mesmo seus dez anos de treinamento poderiam prepará-la para a notícia que acabou receber: seu pior pesadelo está de volta... + na Saraiva

6 - O Ano Em Que Morri em Nova York, de Milly Lacombe:Romance de estreia de uma das principais ativistas LGBTT do país, numa mistura de amor a si próprio A protagonista deste romance vai do paraíso ao inferno em poucas páginas. Casada com a mulher que ama, ela suspeita de que tenha sido traída durante uma de suas viagens de negócios. A angústia de não saber o que se passa, o medo de perguntar, desconfiança e a dúvida, que nunca tiveram espaço na relação... + na Saraiva

7 - Noturno, de Scott Sigler: Você já teve um sonho que jurou ser real? Ou até mesmo aquela sensação de déjà-vu ao passar por um lugar em que com certeza nunca esteve? Agora imagine se esse local for uma cena de crime e você, um detetive de homicídios? Para piorar: e se, nos sonhos, você fosse o próprio assassino para, num piscar de olhos, acordar e estar no mundo real com uma pessoa morta aos seus pés?.. + na Saraiva

8 - O Ministério da Felicidade Absoluta, de Arundhati Roy: A emocionante história do jovem Aftab, que mais tarde se torna a bela Anjum, descortina-se uma Índia repleta de conflitos e beleza. Dos bairros sinuosos e pobres aos shoppings reluzentes de Delhi, passando pelas montanhas nevadas da Kashmira, onde guerra e paz se mesclam em ciclos de vida e morte, a vida de Anjum transcorre e, com ela, a história de uma país... + na Saraiva

9 - Eu Sei Onde Você Está, de Claire Kendal: Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos... + na Saraiva

10 - Caraval, de Stephenie Garver: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta... + na Saraiva

quinta-feira, 15 de junho de 2017

, ,

Entre na Matrix. 10 Considerações sobre Neuromancer, de William Gibson

O Blog Listas Literárias leu Neuromancer, de William Gibson publicado pela editora Aleph; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - De 1984, ano de sua publicação até hoje em sua 5ª edição publicada no Brasil pela Aleph em 2016, Neuromancer constituiu-se um clássico da cibercultura, mas não só isso, pois hoje mediante nossos avanços tecnológicos, ainda lá nos anos 80 quando a internet ainda gatinhava já apresentava questões relevantes à nossa sociedade diante as tendências de comportamento perante os recursos da tecnologia e altamente influenciado pela cultura punk cujas influências ainda podem ser observadas nos dias de hoje;

2 - Com sua narrativa muitas vezes dura e direta numa linguagem sem floreios Gibson transpõe para sua estética o próprio universo em que ambienta sua trama, uma sociedade de cores distópicas em que vemos desaparecer o próprio Estado perante megacidades corporativas, e cujos habitantes povoam o submundo tomado por crimes e corrupções que parecem ser a regra de seu universo onde há apenas sobrevivência em convívio com os avanços da tecnologia computacional;

3 - Justamente por isso, justifica-se plenamente a linguagem muitas vezes científica e filosófica da narrativa, pois esta extravasa as personagens e o ambiente da obra de tal forma que a precisão brusca desta linguagem constitui também elemento da opressão e da violência presente na obra;

4 - Além disso, o livro, precursor do que foi sendo chamado de Cyberpunk já nos anos oitenta traz para o debate como a tecnologia computacional poderá interferir na própria existência humana. Obviamente, ainda no princípio desta coisa toda, o que nos fica é a capacidade de o autor descrever tendências as quais muitas vieram a se concretizar em tempos presentes a despeito de qualquer tipo de aviso ou recado que poderíamos ter numa narrativa distópica. Nesse sentido, obviamente a relação entre as pessoas e o ciberespaço é um dos principais elementos da obra e que hoje estamos muito próximos do mundo de Neuromancer e seu protagonista Case, um cowboy virtual colocado numa trama a princípio confusa, tendo de acessar a matrix em busca de um código computacional;

5 - Aliás, ainda que o filme Matrix coloque Neuromancer como influência e não inspiração - ou mesmo adaptação -, é inegável as similaridades da obra que foi sucesso de crítica e público nos cinemas com a obra de Gibson, de tal modo que influência não seria a palavra mais correta, talvez. Entretanto, não entremos nesta seara, pelo menos não aqui, o fato que nos importa é como Neuromancer nos apresenta esta realidade virtual paralela que em última instância corre para o destino que vemos no filme dos irmãos Wachowski. 

6 - A matrix, no caso o próprio ciberespaço, é então o terreno para o embate de distintas inteligências artificiais que interferirão sobre "o real" manipulando e articulando as ações de Case e seu grupo movendo-os de tal forma a manter-lhes na ignorância de um todo [aliás, isso é bastante natural numa obra que em oportunidades aponta para seus princípios na gestalt] que só revelar-se-á ao final do romance com a reflexão sempre presente a respeito das tecnologias de A.I deixando ao final a pergunta de "enfim, quem controla quem?";

7 - Mas o "cyber" é apenas um dos elementos, ainda há o "punk" e este provoca toda uma discussão filosófica de identidade e comportamento muito propícia aos anos oitenta e cujas marcas permaneceram entre nós até hoje tamanho impacto do movimento cultural punk, seja nas artes plásticas, na música ou na literatura;

8 - O elemento "punk" por sinal é o grande responsável pelo fascínio da imagem e da identidade desta obra. É este elemento que nos dá o ambiente e o protagonismo e faz-se a alma da narrativa, até porque provavelmente são princípios estéticos e filosóficos do movimento que constroem a capacidade de resistência e sobrevivência no mundo opressor e estranho criado por Gibson de tal forma que talvez outros grupos não tivessem capacidade de liderar tal protagonismo numa sociedade como a de Neuromancer;

9 - Além disso, o "punk" do romance nos leva para ação e para o mundo psicodélico que coloca em pauta o consumo de drogas, as modificações corporais parte eram presentes no cerne da ideologia "punk" como elemento de construção de identidade, de individualidade, contudo já no romance podemos antever algumas questões referentes a isto como processo comercial quem no livro já cria toda uma economia própria que não nos está distante também;

10 - Enfim, claro que nosso post aqui é insuficiente para tratar de todos os aspectos deste romance que a despeito de suas complexidades [estas aliás que o tornam tão importante], mais do que um clássico, Neuromancer é uma leitura presente e necessária que não foi superado pelo avanço do tempo, mas sim partilhado de tal forma que suas discussões ainda nos são relevantes, principalmente porque para além da ação e da "aventura narrativa", das "previsões futurísticas", ele não se esgota porque justamente penetra nas filosofias e ideologias humanas, estas sim, sem qualquer prazo de validade e que mesmo quando superadas ainda permanecem em nosso DNA como um registro coletivo e histórico de nossa existência.



quarta-feira, 14 de junho de 2017

, ,

10 Melhores escritores distópicos de todos os tempos

Temos falado bastante em distopias aqui no blog (em parte culpa dos estudos e das leituras para este curso que estou ministrando), e hoje listamos os melhores autores distópicos de todos os tempos (ou enquanto durar esta lista), confira:

1 - Aldous Huxley: Dentre os presentes nesta lista é talvez quem mais vá colocar em xeque o conceito de utopia, pois seu Admirável Mundo Novo vai além da política e apresenta uma sociedade altamente impactada, afetada e manipulada pelas próprias tecnologias que inventa. Mais do que um sistema política o que o autor questiona é a própria "felicidade plena";

2 - George Orwell: É difícil estabelecer quem tem maior relevância no gênero, pois o escritor inglês dedicou grande parte de sua carreira a combater o totalitarismo, fosse por meio de seus artigos, fosse por suas duas principais obras, A Revolução dos Bichos e, obviamente o sempre presente, 1984;

3 - Philip K. Dick: O autor é de certa forma relegado pois circula quase que praticamente entre fãs de ficção científica, entretanto suas obras influenciam diversas gerações, especialmente a partir de adaptações de seus contos para o cinema. Além de seus contos, Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? que deu origem ao filme Blade Runner, o Caçador de Androides  é uma de suas referências e que pontuam fortes entre obras de natureza distópica;

4 - Yevgeny Zamyatin: Embora de pouca produção, a sua obra que ficou para o grande público é considerada uma das primeiras e mais importantes distopias do Século XX, o romance Nós, que teria causado, inclusive grande influência em Orwell e Huxley;

5 - Ignácio de Loyola Brandão: O Brasil tem também nome de peso nas narrativas distópicas. Brandão consegue em seu trabalho discutir questões políticas e ambientais, mas é em Não Verás País Nenhum, de 1981 que o autor constrói um dos mais aterradores cenários distópicos numa país tomado pela corrupção e pela violência;

6 - Arthur Koestler: O escritor húngaro também construiu a partir de seu olhar distópico uma bibliografia interessante cuja obra mais conhecida e influente é O Zero eo Infinito que influenciou muitos autores;

7 - Ray Bradbury: Fahrenheit 451 está sempre listada na principal trilogia do gênero junto a 1984 e Admirável Mundo Novo mas além deste trabalho os contos do autor trazem uma ficção científica de olhar bastante distópico como seu Crônicas Marcianas em que o sentimento distópico emana das personagens;

8 - H. G. Wells: Muitos dos trabalhos do autor são considerados distópicos, entre contos e especialmente uma de suas principais obras, A Máquina do Tempo que nos avança para um futuro apocalíptico;

9 - Anthony Burgess: De caráter distópico ainda que com suas peculiaridades, seu romance Laranja Mecânica geralmente o incluem no time de Orwell, Bradbury e Huxley;

10 - William Gibson: Com sua trilogia Sprawl que começa com Neuromancer o autor consolida-se com principal nome do cyberpunk, com obras distópicas a iniciam as discussões relativas as influências do ciberespaço em nossas vidas, além de ter dado vida à matrix.

 

terça-feira, 13 de junho de 2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

,

10 Livros brasileiros com mitologia africana para ter na estante

Um movimento crescente na literatura brasileira e na própria cultura é a utilização da rica mitologia africana e afro-brasileira em publicações como o caso legal da página Contos dos Orixás ou o sucesso Deuses de Dois Mundos. Por isso selecionamos hoje 10 livros brasileiros com mitologia africana para ter na estante:

1 - Deuses de Dois Mundos - O Livro do Silêncio, de P. J. Pereira:No primeiro livro da série Deuses de dois mundos, Ogum, Xangô, Oxóssi e Oxum se unem a gente do nosso tempo para resgatar os 16 príncipes do destino, numa narrativa que preserva toda a sensualidade e violência original dos mitos africanos dos orixás... + na Saraiva

2 - Aimó, de Reginaldo Prandi: Imagine se encontrar, de uma hora para a outra, em um mundo totalmente desconhecido onde você não conhece ninguém e ninguém demonstra saber quem você é. É o que acontece com uma menina nascida na África e levada para o Brasil para ser escrava, e que de repente acorda em um lugar estranho, habitado pelos deuses orixás e pelos espíritos dos mortos que aguardam o momento de seu renascimento... + na Saraiva

3 - Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi: A mais completa coleção de mitos da religião dos orixás já reunida em todo o mundo. São 301 relatos mitológicos, histórias que contam, por meio de imagens concretas e não de idéias abstratas, como são, o que fazem, o que querem e o que prometem os deuses desse riquíssimo panteão africano que sobreviveu e prosperou em países da América - em particular no Brasil e em cuba -, e que nos últimos anos tem sido exportado para a Europa... + na Saraiva

4 - Sabedoria de Preto Velho, de Robson Pinheiro: Negro como a noite sem luar, ele é estrela a iluminar os passos de seus filhos. Alma negra, que dá voz à sabedoria simples do cativeiro, o espírito João Cobú, em duas reencarnações, durante os sécs. xviii e xix, experimenta o outro lado da chibata como escravo, após ter vivido como branco e senhor, no sul escravocrata dos EUA... + na Saraiva

5 - Jubiabá, de Jorge Amado:constitui um verdadeiro romance de formação e trata de um dos temas mais caros ao escritor — a força da cultura afro-baiana contra a opressão política e as injustiças sociais —, atestando o vigor narrativo de Jorge Amado e seu talento para a criação de personagens vívidos e inesquecíveis... + na Saraiva

6 - Ifá, o Advinho, de Reginaldo Prandi:Em tempos antigos, na África negra, um adivinho chamado Ifá jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele as ajudava a resolver todo tipo de problema, mas o que mais gostava de fazer era auxiliá-las a se defender da Morte. Um dia, a Morte, irritada com a intromissão de Ifá em seus negócios, decidiu acabar com ele... + na Saraiva


7 - A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa, de P. J. Pereira: Uma história sombria, violenta e por vezes engraçada do despertar de uma mulher que, conforme relatos, foi anunciada pelos anjos como a nova Messias. A história começa na cidade maranhense de Codó, onde nasce Pilar, filha de uma mãe de santo do terecô... + na Saraiva


8 - Capitães de Areia, de Jorge Amado: Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca... + na Saraiva

9 - Omo-Oba - Histórias de Princesas Negras, de Kiusam de Oliveira: Reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser femininos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá... + na Saraiva

10 - Abecedário AfroPoesia: Ao abrir as páginas de Abecedário afro de poesia, você vai encontrar muitas outras que descendem da cultura africana, de B a Z. Talvez algumas soem estranhas aos seus ouvidos... + na Saraiva

domingo, 11 de junho de 2017

, ,

10 Considerações sobre Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick

O Blog Listas Literárias leu Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick publicado pela editora Aleph; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira: 

1 - Publicado originalmente em 1968, Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? é o registro de um tempo em que começávamos a questionarmo-nos sobre as questões práticas e também éticas de uma sociedade altamente tecnológica, mas que sob o olhar de Philip K. Dick nos traz um ambiente distópico em que numa linguagem metafórica e reflexiva tratamos de questões essencialmente humanas; 

2 - Adaptado para os cinemas no clássico Blade Runner - O Caçador de Androides, o livro tornou-se um ícone da ficção científica e nos apresenta uma trama em que colonização espacial e androides são uma realidade, marcas aliás que estão presentes na literatura da época e também em grande parte da produção de Dick. No livro em questão acompanhamos vinte e quatro horas de trabalho na vida do caçador de recompensas Rick Deckard às voltas com a caça a seis androides de última geração; 

3 - Então é ao acompanharmos as atividades de Deckard que o ambiente distópico vai saltando diante o leitor num mundo em que boa parte dos seres humanos emigraram após a Guerra Terminus para outros planetas e a terra transformou-se num grande entulho de bagulhos onde circulam parte dos que não quiseram partir, especiais (na verdade pessoas deficientes por causa da guerra nuclear), e androides que são proibidos de habitar o planeta, daí a função de Deckard; 

4 - Neste universo então futurístico e sombrio nos deparamos com um protagonista sobrecarregado de dúvidas e dilemas que se complicam ao ter de lidar com androides de uma geração mais evoluída. Há na verdade uma desesperança implícita nos posicionamentos de Deckard, um sujeito frustrado cujo sonho é ter um animal de verdade, status de poder e riqueza neste mundo apocalíptico; 

5 - Deckard, aliás é o proprietário de uma ovelha elétrica, animal que embora não presente no romance internamente, está no título do romance e ao ali estar evoca uma série de dúvidas e suposições, inclusive, a se Deckard não seria também um androide. Entretanto, a pergunta pode justamente levar-nos a um questionamento o quão humanos poderiam ser os androides ao ponto de reproduzirem nossos mesmos desejos; 

6 – Mas o que o livro nos proporciona é exatamente uma grande quantidade de perguntas, na verdade perguntar é sua grande essência que se expressa através de uma linguagem fosca que é como se caminhássemos num grande labirinto em que tudo pode ser exatamente outra coisa, especialmente porque a verdade é algo que nesta obra se a encontramos ela está na camada mais profunda e envolta por um poderoso cofre. Assim, a desconfiança e a dúvida constituem-se como grandes certezas porque justamente a partir das complexidades e das dissimulações narrativas é preciso vasculhar com lupa cada personagem do romance e ainda assim nos veremos em meio a incertezas; 

7 – Isto porque é um trabalho que apresenta discussões filosóficas acerca de nossa existência, existência que no caso de Deckard e talvez de toda sociedade esteja numa crise profunda afundando-se em máscaras e mentiras de tal modo que seja minimante possível sobreviver neste novo mundo caótico e sem sentido algum. Além disso, o romance ainda penetrará nas reflexões acerca do falso, que ao final é tudo que sobra visto que ao final das vinte e quatro horas Deckard descobrirá que tudo que os norteia ou lhes influência é falso, Mercer, Buster Gente Fina, etc; 

8 – Talvez por isso a existência soe tão sintética no romance e que a aceitabilidade de suas realidades apenas é possível pelos sintetizadores de ânimo e pelo mercerismo. Tanto a felicidade quanto a depressão são números a serem programados em seus Penfields, o que por si só já nos deixa uma pergunta, afinal, quem são mesmo os androides. 

9 – Assim, temos na verdade um romance enigmático em que é como se tivéssemos diante um gigantesco iceberg sob as águas pois Dick não nos traz respostas, mas sim a possibilidade de realizarmos milhares de perguntas que inclusive tornam irrelevante ser ele ou não um androide, pois aqui as dúvidas são de caráter extremamente humano, aliás, são os androides de Dick essencialmente humanos, e com isso joga-nos todos numa série de incertezas desconcertantes que completam-se com o final anticlímax mas dotado de grande significação e provocação; 

10 – Enfim, Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? é uma destas leituras que te põe em movimento porque te provoca e te instiga em meio a sua desolação. Desolação, aliás, é uma palavra que combina com a obra, afinal são suas personagens compostas pela mesma desolação que o planeta, cada um com seus bagulhos internos e seus mistérios numa obra em que não há afirmação, mas dúvida diante dum jogo de espelhos em que todas as probabilidades devem ser avaliadas e dar vazão às nossas reflexões. Ou seja, esta é uma das leituras que precisamos ter sempre entre as indispensáveis;



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...