quarta-feira, 26 de abril de 2017

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10 Grandes greves da literatura

Nesta sexta-feira o Brasil vai parar com a Grande Greve Geral e aproveitando o clima de reivindicações e protestos elaboramos uma seleção com 10 grandes greves da literatura, confira:

1 - Greve Geral de Antares: Ao lembrar O Incidente muitos geralmente particularização a greve aos coveiros, contudo a cidade de Antares naquela sexta-feira 13 já vinha num grande processo de greve de todos os trabalhadores com grandes impactos na sociedade;

2 - A Greve de Balduíno: No romance Suor, de Jorge Amado o recurso da greve trás consciência social a herói que a partir dela toma parte das lutas de classe deixando os interesses pessoais;

3 - Capitães de Areia: Nesta outra obra de Jorge Amado, ainda que Pedro Bala não tivesse interesse nos movimentos proletários ele acaba entrando na greve;

4 - A Greve de Jack London: O autor de Caninos Brancos era também militante e neste conto ele apresenta a apresentação de uma greve geral;

5 - A Greve do Palhaço: No infantil O Palhaço Está em Greve, Risolito inicia uma greve para de forma bastante humorada apresentar uma série de mazelas sociais;

6 - A Greve do Balaio Fechado: Mais uma vez Jorge Amado que sempre reproduziu os mais distintos acontecimentos do nordeste brasileiro, e até mesmo a greves de prostitutas, como a protagonista Teresa Batista que lidera uma greve de prostitutas em Salvador;

7 - Greves Portuárias: No thriller Um Lugar Chamado Liberdade, de Ken Follett o protagonista é uma das lideranças das greves londrinas até ter de fugir para os Estados Unidos;

8 -  A Greve dos Catadores de Frutas: Em Paraíso Perdido temos um ativista tentando mobilizar uma grande dos trabalhadores agrícolas;

9 - Greve de Mineiros: No romance angustiante GB84, de David Peace temos a paralisação das minas contra o trabalho precário;

10 - Escolas em Greve: Uma greve escolar traça a paisagem do contemporâneo O Prédio, o Tédio e o Menino Cego, de Santiago Nazarian.

terça-feira, 25 de abril de 2017

10 Bons motivos para conhecer Querendo Ser Elvis, de Frank Engelbert

Olá pessoal. Hoje apresentamos mais uma novidade entre os autores nacionais selecionando 10 bons motivos para conhecer Querendo Ser Elvis, de Frank Engelbert, confira:

1 - Querendo Ser Elvis se apresenta aos leitores com musicalidade e falando de sonhos contando a a história de BJ, vocalista da banda de rock Desistentes, que ele e seu amigo Max formaram quando estavam na universidade;

2 - Para a banda BJ escrevia as letras e Max compunha as músicas. Enquanto BJ pensava em fazer sucesso rapidamente e a qualquer preço, Max se preocupava em não perder a essência da banda;

3 -Assim como seu protagonista de “Querendo Ser Elvis”, Frank Engelbert, 45 anos e morador de Curitiba - PR estudou na Universidade Federal do Paraná e tocou em uma banda de rock alternativo de Curitiba, na época que fazia o curso de Comunicação. Contudo, confessa o autor "apesar disso, não existe nada de autobiográfico na história toda";

4 - O autor ainda relata que "a ideia para o livro surgiu muitos anos depois de ter saído da faculdade e parado de tocar em banda. Em uma conversa sobre Elvis, durante um dia de trabalho, ele se perguntou: e se um artista resolvesse realmente fingir a sua morte? Iria conseguir? "

5 - No romance, quando eles (BJ e Max) finalmente receberam a proposta de um contrato com uma grande gravadora, acabaram seguindo caminhos diferentes. Max não aceitava as condições da gravadora e tentava ao máximo proteger suas músicas, mas acabou sendo derrotado e saiu da banda;

6 - Na trama surge ainda Lady Madonna, nome artístico de uma jornalista que faz duras críticas às celebridades do mundo da música. Ela gosta da banda Desistentes, mas questiona os reais motivos da decadência da banda. Para ela, era óbvio que BJ precisava de Max para continuar fazendo sucesso. Apesar das críticas, BJ se interessa por Lady Madonna e reconhece que muita coisa do que ela fala faz sentido, mas fica confuso com as verdadeiras intenções dela. Os dois acabam brigando antes mesmo que pudessem ter algo mais sério;

7 - E o bacana é que vocês podem acompanhar este e outros trabalhos no Site do Autor com muito conteúdo e também suas discussões literárias que vale a pena conferir;

8 - Além disso, os interessados podem adquirir este livro no Site da Amazon por um preço bacana, ou ainda melhor no caso dos leitores do Kindle Unlimited, podem conferi-lo de graça. Lá vocês também encontram “Outra Pessoa” (uma história de mistério), “Os Dôblins” (uma história infanto-juvenil) e “Telas Vermelhas” (uma coletânea de contos inspirados em músicas);

9 - Sobre o livro ainda vale dizer da estrutura estética trabalhada pelo autor com o uso de metalinguagem, a história é contada com letras das músicas da banda, posts do site do fã-clube, matérias sobre shows e notícias de escândalos em blogs da época;

10 - Enfim, Querendo Ser Elvis é uma boa oportunidade para leitores e fãs de música conferirem este novo autor nacional que está aí na batalha apresentando-nos novas e divertidas histórias. Além disso, além do interesse musical e da busca por sonhos, não custa lembrar que, afinal "Elvis não morreu" justamente porque tantos outros como BJ mantem seu mito vibrante.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

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10 Jovens reis da literatura

Neste post selecionamos 10 reis (e duas rainhas) bastante jovens da literatura, sendo que cada um deles teve de lidar de formas diferentes com o poder da coroa, confira:


1-4 - Os quatro Pevensie: Depois de libertar Nárnia do jugo da Feiticeira Branca os quatro irmão ainda pequenotes, Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia governaram este mundo encantado por longos anos, de forma muito justa e pacífica;

5 - Robb Stark: Proclamado pelos homens do norte e pelos senhores do rio como Rei do Norte o rapaz foi proclamado como Rei do Norte e do Tridente, porém sua soberania durou pouco, apenas até o casamento vermelho;

6 -  Yarvi: No mundo de Joe Abercrombie este rapaz com um problema físico passava longe do desejo de assumir o reino que lhe era de direito, em parte por seus complexos e em parte por suas preferências. Além disso, o pobre meio-rei teve também de lidar com muitas traições advindas de seu direito à coroa;

7 - Joffrey Baratheon: Certamente o mais perigoso e dos piores jovens reis da literatura. Malvado e extremamente mimado o rapaz protagonizou intensas crueldades em seu reinado não hesitando pedir cabeças por mero capricho e pelo gosto de sangue em sua boca;

8 - Rand_al'Thor: O Jovem protagonista da série As Rodas do Tempo foi coroado após vencer diversas batalhas dando à coroa o nome de Coroa de Espadas;

9 -  O Jovem Rei: No conto de Oscar Wilde o rapazote de 16 anos é pego de surpresa pelo reconhecimento de sua herança e elevação ao trono que ao fim após todo seu humanismo é visto como uma anjo, o mais grande dos coroados pelo bispo;

10 - Tommen Baratheon: O mais novo dos filhos de Cersei, o infante que depois de uma série de tragédias acaba no Trono de Ferro, casado com Margaery, mas ainda disposto ás brincadeiras de infância.

domingo, 23 de abril de 2017

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10 Considerações sobre A Reportagem, de Bettina Muradás ou porque investigar até o fim

O Blog Listas Literárias leu A Reportagem, de Bettina Muradás publicado pela Chiado Editora; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 – A Reportagem é um romance de boa escrita influenciado pelas notícias dos últimos anos no país tendo com pano de fundo a corrupção e a política numa trama policialesca conduzida num ritmo alternante que ao fim coloca-se numa zona intermediária entre o romance policial e das histórias de amor;

2 – Todavia, a despeito da roupagem de venda da trama, a sensualidade presente é muito sútil, senão praticamente inexistente, o que não seria problema não fosse o risco de se quebrar o contrato de leitura com os respectivos leitores interessados, visto que tanto capa quanto textos preparatórios apontam para uma mescla entre narrativa policial e erotismo o que não se confirma no interior de suas páginas;

3 – No livro temos então uma repórter da área da cultura, uma jovem rica que trabalha por esporte que sentindo o faro de uma notícia viaja às suas expensas à Nova Iorque para investigar um possível e gigantesco caso de corrupção no Brasil e lá terceirizando a investigação a um executivo que assume o controle da ação e também o coração de Gisele fechando o mote de ação do enredo;

4 – E aí talvez começa alguns problemas da narrativa e da própria protagonista que a despeito de sua ação inicial logo torna-se passageira dos acontecimentos ficando a mercê de uma série de elementos, mas acima de tudo constituindo-se como uma investigadora reticente e um tanto distante doutras jornalistas da arte, seja nos livros, seja nos filmes;

5 – Aliás, talvez estes problemas em grande parte nasçam através de preconceitos velados que a um leitor mais atento não escapam, entre eles a sutil presença do machismo presente numa protagonista ainda impregnada pela composição patriarcal de sociedade e que na narração em terceira pessoa se mostra, por exemplo, ao comparar a repórter a Clark Kent quando por que não compará-la então com Louis Lane, bem mais ativa no campo da reportagem que o alter ego do homem de aço. Todavia vale dizer que ao fim, a solução final pormenoriza isto ao trazer uma escolha que inverte, pelo menos em parte, as posições esperadas dentro de um contexto patriarcal;

6 – Ainda no campo dos pequenos preconceitos velados – ou nem tanto – que presenciamos na narrativa estão certas escolhas lexicais que podem chamar a atenção para uma posição da narração, que aliás, demonstrar certa fixação por “dentes branquíssimos” imputando-lhes características de formação de caráter de suas personagens;

7 – Além disso, vale dizer ainda que nos fica a sensação de que a narrativa exagera nas descrições e alonga determinadas situações que em boa parte soam desnecessárias e acabam prejudicando de certa forma o ritmo da obra porque se torna exaustiva a repetição da cardápios descritos pormenorizados, movimentos que não levam a lugar algum, e ainda, a ostentação da narração ao exagerar em sua proximidade com as marcas de luxo e os locais habitados por milionários do mundo; e quanto a isso, antes que me questionem, não, não seria um problema se não fosse o exagero que de um modo retira a naturalidade da narrativa;

8 – Contudo, mesmo com tais críticas, o romance na média é agradável de se ler pois a autora tem o domínio das palavras e nos coloca diante de uma obra com certa ação e movimento que pode agradar determinados leitores, especialmente a quem procura por leveza;

9 – Do mesmo modo, não deixa o romance de ser um retrato da política nacional e ainda que mostrado de uma forma distanciada, consegue demonstrar bem o papel da corrupção na nossa sociedade trazendo escândalos que não distanciam muito nossa realidade da ficção apresentada;

10 – Enfim, talvez se não tivéssemos aqui uma repórter incapaz de nos convencer em sua profissão é provável que se ampliasse nossa adesão à trama. Entretanto, Gisele não é somente reticente, mas às vezes também não nos convence como repórter especialmente pelo fato de ela não controlar em grande parte suas próprias ações. Fosse isso um pouco diferente, é possível que estivéssemos mais próximos de uma trama policial, contudo ao fim a narrativa de crime não passa de um elemento a explicar a história de amor presente, e esta que se prepondera é um tanto insossa e sem calor.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

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Laroiê. 10 Considerações sobre A Mãe, A Filha e O Espírito da Santa

O Blog Listas Literárias leu A Mãe, A Filha e O Espírito da Santa, de PJ Pereira publicado pela editora Planeta; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Com A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa, PJ Pereira, autor do bestseller Deuses de Dois Mundos afirma-se ao conseguir trazer à literatura comercial e de massa novas perspectivas que até então não se via muito neste tipo de publicação conseguindo entreter ao mesmo tempo que traz para essa literatura temas e elementos marginalizados na grande massa, com grande eficiência e capacidade de sucesso;

2 - Dividido por atos, esta obra narra a jornada de Pilar, uma criança que nasce e cresce no meio de diferentes culturas e religiões, mas especialmente na cultura de matriz africana que serve de elemento central para a ambientação do romance e que dá uma brasilidade poucas vezes vista na literatura de mercado ao mesmo tempo que consegue trazer referências e lembranças de grandes obras de nossa literatura de tal modo que mesmo que não nos escape o objetivo comercial  da obra ela o faz de forma diferente e se destaca entre seus pares;

3 - Com isso o romance embrenha-se pelas raízes deste Brasil ao mesmo tempo longínquo e rural como Codó ao urbanismo de um país que se alvoroça nos anos 70, 80 e 90 época em qual se passa a narrativa por cidades como Brasília e Rio de Janeiro numa maluca jornada das protagonistas que desfilam por uma série de mitologias e crenças constituindo-se como interessantes personagens, sempre banhadas na malandragem e na "sobrevivência" tão característica na literatura brasileira;

4 - Aliás, vale dizer que por intermédio de Pilar e sua turma o autor descerra as incongruências de certos ritos e cultos não sendo deste modo isento ao nos apresentar esta santa/pastora/mentora que age como tantos outros exemplos que vemos por aí construindo-se como mito justamente ao ludibriar incautos seguidores como observamos nos bastidores de seu terecô ou de sua casa branca;

5 - Mas para além das discussões mitológicas e religiosas o livro é ainda um atrativo e movimentando romance em que sensualidade, violências e especialmente dissimulação andam juntas de tal forma que nos entregam uma leitura prazerosa e especialmente bastante rica em seu vocabulário, outro fator aliás que a distingue da prática comum da literatura de massa que geralmente padroniza o máximo possível a linguagem. Neste livro, além de seu entretenimentos teremos um belo exemplo de nossas riquezas linguísticas;

6 - Contudo, vale ressaltar que este texto intencionalmente declarado próximo da oralidade buscando submergir o leitor nos sotaques presentes as vezes soa exagerado e ao contrário da fluidez esperada acaba truncando certas passagem. Ademais, sem prejuízo algum à fluidez e à própria riqueza vocabular presente na obra estes momentos de praticamente transcrições fonéticas, se melhor dosados enriqueceriam ainda mais a obra;

7 - Percebemos então, até aqui esta natureza dual deste romance, uma obra voltada para a literatura de mercado e de massas feita com grande qualidade e com elementos atrativos do gênero pois ele consegue ser eficiente em sua narrativa linear bastante movimentada com seus revezes e ritmo acelerado dos acontecimentos que levam a uma tensão que se eleva gradualmente até seu desfecho intenso como o dos bons thrillers ou romances de suspense;

8 -  Por outro lado, mesmo com suas características de massa e sua eficiência nisso não observa de longe elementos presentes em nossa melhore literatura, aquela tida como "alta literatura". Não só a temática - que embora geralmente ausente de nossas obras de massa, já foi narrada pelos grandes mestres da literatura - mas na própria estrutura em atos, no lirismo presente dentro da prosa e na própria prosa, em seu narrador meio que circense a nos lembrar dos grandes autos, enfim, pelas páginas agitadas deste livro verte uma riqueza cultural e linguística poucas vezes vista em literatura de mercado;

9 - Além disso, teremos aqui reflexões e discussões a respeito da distância entre a fé e os atos dos homens, veremos também a discussão a respeito do abuso sexual e especialmente a realização desta prática em ritos ao mesmo tempo que não deixa de ser uma antiga e clássica trama de vingança com um final de tensão elevada e páginas finais toda tropicalidade da malandragem e da dissimulação brasileira;

10 - Enfim, A Mãe, A Filha e O Espírito da Santa é uma obra prazerosa de se ler e tem tantas portas por qual lê-la que isso por si só já diz muito a respeito dela num romance capaz de agradar público e críticos pois as camadas presentes neste romance são um convite a conhecer nossa cultura e de uma forma bastante atraente.



terça-feira, 18 de abril de 2017

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10 Clássicos da Literatura Infantil para ter na sua estante

Aproveitando que hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil, data que também se comemora o aniversário de Monteiro Lobato, separamos 10 clássicos da literatura infantil para ter na sua estante, confira:

1 - Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato: Publicado originalmente em 1933, Caçadas se mantém vivíssimo na imaginação de seus primeiros leitores e envolve igualmente os novos. Não há criança que não vibre com a aventura da turma, assim como não há adulto que não se sinta provocado por uma segunda (ou terceira...) leitura, em que se descobrem a crítica à burocracia do governo brasileiro, personificada deliciosamente na criação do Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte... + no Submarino

2 - Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato:Parte consistente e amorosa da memória de infância de sucessivas gerações, este livro é um convite à leitura. Tanto por crianças ávidas de descobertas, conhecimento e aventuras, como para pais que querem apresentar aos filhos suas mais afetivas memórias de infância. Monteiro Lobato está na origem de todo grande leitor, assim como abriu o caminho para que um legítimo e novo gênero literário florescesse no Brasil... + no Submarino

3 - O Fantástico Mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira: Um pouco mais velha, e esperando o sétimo filho, Branca de Neve, agora Branca Encantado, convocou suas amigas para que descobrissem o paradeiro de Feiurinha, que havia desaparecido com seu príncipe, seu castelo e seu reino sem deixar pistas. Logo, a reunião estava completa. Chegaram Chapeuzinho Vermelho, Cinderela Encantado, Bela Adormecida Encantado, Rapunzel Encantado e Rosa Encantado Della Moura Torta. Juntas, começaram a discutir possibilidades e a pesquisar nos livros. Mas nem sinal da história de Feiurinha... + na Saraiva

4 - Marcelo, Marmelo, Martelo, de Ruth Rocha: Este livro nos mostra a esperteza e vivacidade com que seus personagens resolvem seus impasses: Marcelo cria palavras novas, Terezinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença e Carlos Alberto entende que não temos nada sem amigos... + na Saraiva

5 - O Menino Maluquinho, de Ziraldo: Na grande obra infantil de Ziraldo, verso e desenho contam a história de um menino traquinas que aprontava muita confusão. Alegria da casa, liderava a garotada, era sabido e um amigão. Fazia versinhos, canções, inventava brincadeiras. Tirava dez em todas as matérias, mas era zero em comportamento. Menino maluquinho, diziam. Mas na verdade ele era um menino feliz... + na Saraiva

6 - As Aventuras do Avião Vermelho, de Erico Veríssimo:O menino Fernando passa a tarde lendo histórias: sua preferida é a do valente Capitão Tormenta, que percorre o mundo num avião vermelho. O menino ganha um aviãozinho vermelho e, dando asas à imaginação, passeia pela Lua, pela China, pela África e chega à Índia. No percurso, enfrenta relâmpagos, ventanias e até um exército de tico-ticos... + na Saraiva

7 - As Aventuras de Tibicuera, de Erico Veríssimo:Logo no início, o herói recebe dois presentes do pajé de sua tribo: o apelido de Tibicuera, que significa cemitério em sua língua, e o segredo da eterna mocidade. A posse desse segundo regalo lhe permite participar de episódios marcantes da história do Brasil... + na Saraiva

8 - Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado:A menina não sabia, mas acabou inventando receitas, e já estava preparando uma história de feijoada quando sua mãe deu ao coelhinho uma pista... + na Saraiva

9 - Até as princesas soltam pum, de Ilan Brenman: O pai de Laura pegou o livro secreto das princesas e contou para a filha algo que ninguém sabia... Descubram esse segredo e não contem pra ninguém... + na Saraiva

10 - Maria-Vai-Com-As-Outras, de Sylvia Orthoff: A ovelha Maria era mesmo uma maria-vai-com-as-outras. Até o dia em que descobriu que cada um pode ter o seu próprio caminho, basta querer... + na Saraiva

segunda-feira, 17 de abril de 2017

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10 Considerações sobre Pecadora, de Nana Pauvolih ou porque vamos todas pecar

O Blog Listas Literárias leu Pecadora, de Nana Pauvolih publicado pela editora Essência; neste post as 10 considerações da Gi sobre o livro, confira:

1 - Pecadora é um romance sobre privações e o impacto das religiões sobre a vida das pessoas, especialmente no que tange a sensualidade numa obra que ao contar uma história de amor fala mais das proibições e dos medos gerados sob a pressão do que são chamados pecados;

2 - Na trama narrada de forma compartilhada e numa linguagem simples e acessível pelos protagonistas Isabel e Enrico somos apresentadas a um triângulo amoroso em que uma esposa frustrada e um homem rico e distante das paixões encontram-se, enquanto um marido regido pelas doutrinas religiosas dirige a família com rédeas e regras firmes;

3 - Na obra, então, conhecemos Isabel, uma mulher criada nos seios de uma família religiosa de costumes rígidos onde tudo relacionado ao sexo e ao prazer é pecado, mas não só isso, visto que para cumprir com o que é esperado por todos, não só em relação ao sexo, mas em tudo haveria total submissão e abnegação sendo o homem o centro e para quem tudo se volta. Além disso, qualquer tipo de questionamento ao modelo seria visto como pecado;

4 - Não bastasse o núcleo familiar de Isabel, para completar o círculo de cobranças e imposições, ela também muito jovem casara-se com um homem religioso e pastor de sua igreja. Nesta relação, então, ele é o centro das decisões e o único a se proporcionar prazeres visto que o sexo entre os dois, especialmente para ela era tão somente um protocolo se direito a libido, desejo e prazer, até porque, para se obter isso, seria pecado;

5 - Assim, não se surpreende neste universo de desejos contidos que surja o triângulo amoroso com Enrico, um mulherengo ricaço que não tinha intenções de envolver-se emocionalmente, e que ainda tente resistir ao que sinta acaba envolvendo-se com a mulher de seu subordinado;

6 - Temos a partir disso um enredo que nos prende diante da curiosidade sobre para onde tudo isso irá, visto que as dúvidas e os anseios da protagonista saltam das páginas do livro de forma que há toda uma expectativa se ela será ou não capaz de livrar-se dos dogmas que a aprisionam de tal forma que o decorrer desta trama nos faz penalizar com Isabel e detestar sua família castradora;

7 -  Contudo para além da história de amor esta é uma narrativa que tem seu valor ao discutir o impacto das religiões sobre a vida sentimental e amorosa das famílias. A carga a carregar é bastante pesada para Isabel que foi constantemente levada a anular-se diante um machismo de fé em que nada lhe era permitido e que tudo tinha de aceitar vindo de seu esposo numa relação que sexo é tão somente para reprodução;

8 - Isso inclusive nos leva a tentar compreender quem vive (e que consegue) num ambiente tão extremo de anulação, pois para quem esta liberta de viver com este tipo de correntes é difícil conceber um mundo em que tais coisas são toleradas, e mais que isso, são valores que regem suas vivências sociais;

9 - Dito isto, porém, vale ressaltar que talvez esperássemos ais sensualidade e mais romance propriamente dito, pois a trama acaba de fato é provocando essa discussão a respeito da interferência religiosa na sexualidade dos casais e também abordando de forma tangencial o machismo presente nestas culturas;

10 - Enfim, Pecadora é uma interessante leitura que de uma forma simples é capaz de contar uma história de amor ao mesmo tempo que provoca reflexões sobre um tema importante conseguindo nos prender do princípio ao fim da leitura.




quinta-feira, 13 de abril de 2017

quarta-feira, 12 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

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10 Bem-dotados da literatura

Se tamanho é ou não documento é seara que não adentraremos neste post, contudo, não deixamos de selecionar 10 avantajados moços da literatura, confira:

1 - Ferrabraz: É o proprietário do "membro monstruoso" do soneto de Bocage que a despeito do tamanho, o poeta taca sua opinião "é coisa para se mostrar, não para f...."

2 - Sonny Corleone: Pois o mafioso filho de Don Vito era conhecido pelo instrumento volumoso, tanto que sua patroa evitava o coito com medo "da coisa" e dava graças a deus quando ele não "lhe procurava";

3 - Will Montgomery: Pois o jogador de futebol personagem da série With Me In Seattle é descrito com a incriminadora frase "o homem é um cavalo";

4 - O Homem Que Lavava o Elefante: No recente A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa ainda que o personagem surja num único parágrafo é justamente para revelar que o circense tinha "uma tromba que ia até o joelho" e que cobrava uns trocas pela exposição que fazia à vovós safadinhas;

5 - Christian Grey: Mesmo que não se saiba precisamente, sabe-se que o rapaz dos chicotinhos e cadeiras especiais era "bem fornecido" de materiais, pois é, milionário e pauzudo;

6 - Eurico: O cara que acaba criando um triângulo amoroso no também recente Pecadora é conhecido pelos companheiros de vestiário como "monstro" por causa de seus "apetrechos" na série dos ricos e pauzudos;

7 - Max Califórnia: O bon vivant não é rico, tipo classe média mesmo, e protagonista de um romance bastante interessante, "a era de ouro do pornô" que reflete sobre a pornografia e sua interferência social. Bom, mas para lista ele entre porque segundo uma de suas diversas amantes ele possuía um "pauzão";

 8 - Samuel Black: Dotado em todos os sentidos o personagem protagonista Não Espere Pelo Amanhã, de Josy Stoque que tem se notabilizado pela produção erótica;

9 - Senhor Fantástico: Ok. Vamos abrir um espaço para HQs nessa lista (não é hentai, hein!) e também para as probabilidades (e ele está incluso nestas listas de prováveis geralmente) pois mesmo que não haja confirmação, o cara possui muita elasticidade, né, não?

10 - Gregor Clegane: Não temos provas, mas temos convicção. Olha o tamanho do cara, sem falar que é conhecido pelas alcunhas A Montanha, A Montanha Que Cavalga, A Enormidade Que Cavalga, O Grande Cão, daí pra O Pirocão Que Cavalga é pouca coisa.

E vocês, conhecem outros? Conta lá nos comentários.

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