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10 Histórias verdadeiras contadas em livros que até parecem "filmes"

Sabe aquela máxima "a vida imitar a arte"? Então, é bem mais provável que o inverso esteja mais próximo da correção, até porque, a arte, no nosso caso a literatura, têm lá seus recursos, suas estratégias que não raro limitam os acontecimentos. Já a vida, bem, essa coisa é bem pior que a zoeira, ela não tem limites de fato, e nela tudo, tudo mesmo pode acontecer, por mais absurdos e cômicas que possam parecer. Neste post aproveitamos para mostrar 10 livros que contam histórias que mais parecem filmes, confira:

1 - Infiltrado na Klan, de Ron Stallworth: Bom, essas histórias tanto se parecem com filmes, que viram filmes, como a adaptação deste livro [veja nossa resenha] que narra em meio aos conflitos raciais nos Estados Unidos na década de 70, a história do policial negro que acaba infiltrado na Kux Kux Klan, com carteirinha e tudo. A adaptação recentemente foi indicada ao Globo de Ouro;

2 - Léxico Familiar, de Natalia Ginzburg: A publicação original de 1963 recentemente relançada no Brasil pela Companhia das Letras é uma interessante narrativa real, mas acompanhada de forte lirismo, e que nos trás a realidade de uma família burguesa que assiste o conflituoso teatro europeu ruiu na primeira metade do Século XXI e como a guerra chegou até seus integrantes. Um olhar interessante;

3 - Coragem, de Rose McGowen: Uma das artistas mais militantes e ativas politicamente em Hollywood e liderança do Metoo. No livro ela narra sua história de vida, um psicodélico e dramático roteiro cheio dos absurdos e excentricidades que marcaram a vida pessoal da atriz;

4 - Tentativas de Fazer Algo da Vida, de Hendrik Groen: Sabe aquelas comédias dramáticas que ficamos suspensos entre o riso e o choro? É o que daria os relatos apócrifos de um suposto idoso holandês vivendo vivendo numa dessas casas para idosos. Os relatos dos idos de hoje deveriam servir-nos de alerta para como desejamos ser tratados quando chegarmos a essa hora. Há uma acidez melancólica nesta narrativa, não livre de elementos cinematográficos;

5 - Doze Anos de Escravidão, de Solomon Northup: Tanto parece o mais inesperado dos filmes, que virou um e ainda levou o Oscar. A narrativa real de Solomon acaba de fato reunindo diferentes aspectos da literatura quando sua vida cotidiana e livre é interrompida e ele vendido como escravo. Talvez um pesadelo bem mais medonho do que o de Gregor Samsa em seu despertar, já que a realidade mais do que compreendida ou estudada, acaba sendo experimentada;

6 - Os Especialistas, de Ranulph Finnes: Embora estivesse dando preferência nesta lista para narrativas em primeira pessoa, não consegui deixar de fora esta trama internacional real e mais cheia de ação e violência que os espiões de John Le Carré. A vida é dura aí fora, pessoas!

7 - Viagem ao Brasil, de Hans Staden: Tecnicamente a garotada teria de ler as crônicas dos viajantes pelo Brasil recém descoberto ainda na escola. Não ocorre muito, mas garanto que os que se dedicarem a estes leituras, este livro certamente o mais famoso entre o gênero, vai encontrar aventura real e um passado exótico e perigoso como nos mais tenebrosos filmes de horror, com canibalismo e tudo, enfrentados por Staden com humor e astúcia;

8 - Procurando Gobi, de Dion Leonard: Daria um destes filmes divertidos da Sessão da Tarde com o encontro e os desencontros entre o ultramaratonista e a cachorrinha vira-lata, além da cinematográfica logística e campanha para que os dois pudessem ficar juntos [resenha];

9 - O Diário de Anne Frank: Um dos maiores e mais relevantes registros da Shoa (holocausto), o diário incompleto de Anne revela que diferentemente dos filmes, na vida real o final tragicamente não resolve-se bem;

10 - Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus: Há muitos filmes ou livros sobre as favelas pelos olhos de quem está fora dela, mas este livro, publicado em 1960 traz a visão de dentro, de uma testemunha da pobreza e cuja vida da autora acabou sendo ela mesma quase um filme, desses de contos de fada, que no caso de Carolina teve sequências tristes.

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