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10 Livros brasileiros de autoficção

Quem é o autor? quem é o personagem? Onde habita um e outro? Tais dúvidas são bastante acentuadas em narrativas nacionais que acabaram se tornando bastante presentes na literatura nacional, a autoficção; narrativas em que tudo se mistura e o real e o imaginário constroem algo novo. Neste post selecionamos 10 narrativas brasileira que a autoficção em maior ou menor grau estará presente:

1 - Divórcio, de Ricardo Lísias: é talvez dentre os romances de autoficção o mais discutido e com muitos estudos sobre ele. Na obra, o narrador Ricardo Lísias descobre o diário da esposa ""O Ricardo é patético, qualquer criança teria vergonha de ter um pai desse. Casei com um homem que não viveu";

2 - O grifo de Abdera, de Lourenço Mutarelli: Mutarelli é um sujeito bastante fragmentado e múltiplo de modo que nesse romance de 2015 ele acaba sendo muitos, inclusive a entidade quadrinista que é o autor. Uma obra dos diferentes eus e paranoias do autor;

3 - A resistência, de Julián Fuks: Embora a única vez que seja nomeado no romance o narrador não seja Julián, a obra é vista como umas das autoficções importantes do século XXI no Brasil e ao longo de todo o livro busca deixar esta dúvida nos leitores;

4 - A chave da casa, de Tatiana Salem Levy: Descrevendo sua origem judia a autora entrecruza por meio de capítulos curtos que justamente pela inserção dos detalhes biográficos e pela indefinição do narrador aponta para a autoficção;

5 - Descobri que estava morto, de J. P. Cuenca: A obra é construída a partir de um suposto problema policial em que Cuenca fora envolvido. A partir da autoficção temos no pano de fundo um Rio de Janeiro envolto pela névoa da suspeição de ser nossa versão real de uma Gotham City;

6 - O filho eterno, de Cristovão Tezza: Sempre lembrado quanto aos limites entre ficção e biografia e não ser nem um e nem outro, a obra ainda hoje levanta muitas discussões e geralmente surpreende leitores que em busca de uma coisa encontram outra;

7 - Histórias mal contadas, de Silviano Santiago: O autor foi um dos pioneiros ao assumir sia obra, no caso este livro de contos, como uma obra de autoficção;

8 - Flores Artificiais, de Luiz Rufatto: Tido como um dos grandes expoentes da literatura contemporânea, Rufatto escreve sua autoficção ao receber um original pelo correio;

9 - Capão pecado, de Ferréz: O que é real e o que é constructo ficcional nesta narrativa marcada pela fragmentação e pela marginalidade, não apenas de seu autor, mas do espaço, a marginalidade de seus personagens, sempre às margens de uma sociedade que os ignora;

10 - Todos os cachorros são azuis, de Rodrigo Souza Leão: A narração dos surtos psicóticos de um autor que acabou falecendo bastante cedo e com uma vida marcada pela esquizofrenia que reverbera em sua literatura.

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