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10 Personagens da literatura muito, mas muito parecidos com Jair Bolsonaro

O negócio tá feito, Bolsonaro com ou sem o voto de muitos leitores chegou lá, ao poder, e também elevado à categoria de vidraça, meus amigos. Não dá pra ficar fingindo que o cara na existe, contudo dá para buscar compreendê-lo pelo viés da literatura observando seus sósias da ficção. Selecionamos 10 personagens da literatura que em algum ou muitos graus são muito, mas muito parecidos com o Senhor Bolsonaro, confira:

1 - Berzelius "Buzz" Windrip: Sério, quem aí já leu Não Vai Acontecer Aqui? Escrito numa época tão complicada quanto esta, dizem que esta personagem teria sido inspirada no presidente americano de tons fascistas, Calvin Coolidge. Mas isso não vem ao caso nesta lista, o enumeramos número um na lista de "gêmeos" de Bolsonaro, não só pela sua postura populista e carregada do grito histérico do fascismo. Windrip assim como o Capitão surge prometendo acabar com tudo que está aí, misturando falsa religiosidade e política, descendo a lenha nos opositores, mas acima de tudo, liderando uma revolta de irrelevantes promovendo a troca do conhecimento e da cultura pela falácia das promessas fáceis. Perdido no tempo, este livro talvez nos ensine muito mais das ondas recentes do que a maioria de articulistas perdidos por aí;

2 - Gino Molinari: Líder de todo o planeta Terra no distópico Espere Agora Pelo Ano Passado, o personagem claramente inspirado na política de Mussolini deve ter ensinado sua estratégia de segurança no poder: assim como Bolsonaro, Molinari faz uso da suposta fragilidade de saúde para escapar de situações difíceis ou embaraçosas, especialmente as negociações interplanetárias de guerra, e especialmente para manter-se no poder. É tipo aquela coisa, pra levantar taça de dezoito quilos e técnico gordão, tô joia, mas para ir à debate ou sair na rua quando descobrem que teu motorista tem mais grana no banco que a reforma do triplex, bem, para isso têm os atestados;

3 - Tio Baltazar: Sombras de Reis Barbudos foi escrito por José J. Veiga no auge da ditadura civil-militar (sim, nunca se esqueça, houve ditadura) sendo uma das mais interessantes narrativas brasileiras acerca do totalitarismo. Pois assim como Bolsonaro, Baltazar chega à Taitara trazendo a Companhia e a promessa de grandes mudanças, progresso, só coisa boa pras famílias de bem.. Bem, aí começaram com os muros... A parecença entre os dois talvez não fique só no trazer dessas promessas que mais parecem aquele cavalinho dos troianos, mas nós aqui não duvidamos que assim como Baltazar, o pessoal da firma não o acabe tirando-o do trono, até porque, nossa história é bastante repetitiva;

4 - Dom Quixote: Sim, eu sei, estamos sendo severamente maus com o personagem de Cervantes, já que este, ao menos estava cheio de boas intenções. Contudo, as duas figuras, cada qual luta com seus moinhos de vento, no caso de Bolsonaro os moinhos são o bicho-papão do comunismo, que convenhamos nem na China existe mais, e até Cuba já não é mais a mesma;

5 - Greg Stillson: Mais um exemplo que americanos reconhecem que mesmo ou inclusive sua democracia não está imune de políticos demagogos ou perigosos, caso deste de A Zona Morta, de Stephen King, cujo discurso soa muito semelhante ao mito daqui, mas muito menos, daquele tipo de coisa que acaba confundindo violência com autenticidade. Embora não sejamos como o protagonista do romance, John Smith, que pudemos dar uma olhadinha no futuro para ver a merda que dar, poderíamos pelo menos usar o bom senso das análise sóbrias;

6 - Comandante Fred: Bom se tem distopia que nos poderia soar mais assustadora agora, com certeza é O Conto da Aia. Assim como o comandante que teria ligação com Os Filhos de Jacó, grupo que no romance acaba transformando os Estados Unidos numa República Teocrática, a proximidade de Bolsonaro com os evangélicos é sim coisa de se temer, principalmente porque essa turma deseja nos impor suas agendas restritivas, e para isso basta olharmos para o tanto de orações já feitas em atividades que deveriam ser oficiais e laicas, e principalmente basta dar uma olhada nas propostas de seu Chanceler e de sua Ministra da Família. Fala Sério, estamos sob ataque de uma verdadeira conspiração dizimista, né não? Além disso, contudo, que nos bastidores do poder haja mais semelhanças entre um e outro, afinal, regras duras são para os outros;

7 - Ragle Gumm: Mais uma vez temo estar sendo muito, mas muito injusto com um personagem literário, mas vá lá. Assim como Gumm, de O Tempo Desconjuntado, Bolsonaro parece habitar um mundo fake que estacionou nos anos 50 e 60 enquanto lá fora, no mundo real, bem, as coisas são bem diferentes. Sério, continuo triste pela comparação;

8 - Jack: O Senhor das Moscas, de William Golding tem seu potencial distópico mais avassalador quando destrói aquela máxima do senso-comum, "as crianças são o futuro do mundo". Pois esse jovenzinho, para muitos um projeto mirim fascista que impor à liderança na força, no grito, na marra, quer deter o alimento para assim controlar a turma. A obra é um clássico justamente por seu olhar político, quanto as semelhanças, leiam o livro, concordem ou discordem dessa coisa aqui;

9 - Jhonny Rico: Eu sei que vai haver aqueles que tratem isto como elogio, mas veja as nuances do filme e do livro, busque um olhar crítico à guerra e verás talvez o absurdo desta ode. Contudo não poderíamos deixar de falar aqui do militarismo que norteia Bolsonaro e Jhonny, a bem da verdade o militarismo está presente em outros nomes discutíveis como Castro, Chaves, etc. gente que só consegue ver saída na militarização, da nossa parte, pensamos que podemos ser melhores que isto;

10 - Policarpo Quaresma: Cá estou eu comprando treta com personagens literários que pelas boas intenções não poderiam estar mais longe do presidente. Mas fazer o que se em algum ponto eles se tocam, no caso desses dois, malucos portadores de um nacionalismo e um patriotismo um tanto senil cada qual carregando sua própria proporção de loucura.

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