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8 avaliações sobre a 21º Bienal Do Livro de São Paulo, de um blogueiro que esteve lá

Galera, o post, é especial, por que é o primeiro do blog a não ser feito por mim. O texto abaixo, é do amigo Álisson Zimermann, que esteve na Bienal Do Livro. E como o LL foi um dos blogs oficiais do evento, e como eu tinha ingressos, e como o Álisson estaria lá, firmamos esta parceria legal, em que ele nos brindaria com suas principais considerações sendo os olhos do LL "in loco" . Ele listou 5 pontos positivos, e 3 pontos que poderiam ser melhores. Concordar, ou discordar, é com vocês:

1 - Preço dos livros: É inegável que alguns estandes focados apenas na venda de livros, diferentemente das editoras, fossem fazer promoçoes arrazadoras para queimar o estoque de livros. E haviam promoções por todos os lados. Livros que estavam R$ 20, 30 ou até 40 reais, em livrarias menores era possível encontrar por R$ 4, 6, 10. O problema foi só o peso da bagagem que quase estourou, na volta.
2 - Integração com autores: Uma das coisas mais espetaculares na Bienal é a possibilidade que os leitores tem de bater um papo cara-a-cara com o autor daquele livro que muitas vezes achamos incrível, mas nunca tivemos a oportunidade de dizer isso pessoalmente. E a receptividade dos autores é algo fantástico. Mesmo participando apenas de um dia consegui pegar mais de 5 autógrafos de autores que despertam minha imaginação das mais diversas formas, e a possibilidade de estar na frente, receber uma dedicatória, conversar com o autor, não tem preço, tanto para nós leitores, quanto para eles, com certeza.


3 - Contato com a tecnologia: Outra coisa muito interessante que a Bienal proporcionou, foi a integração com as mais novas tecnologias. Desde pequenas bancadas com fones de ouvido para ouvir um material interativo, quanto painéis touch screen, Ipads, Macs, wi-fi zones e milhares de outras formas de contato com diversas tecnologias, acessíveis à qualquer um disposto a enfrentar as filas para utilizar.
4 - Diversidade Cultural: Era possível em poucos metros descobrir muita coisa sobre a cultura do ISLAM, virar de costas e andar mais um pouco e poder assistir um teatro sobre a colonização portuguesa, e lá ao longe descobrir o que é que a baiana tem ao mesmo tempo em que olhava a fila para autografar um livro sobre a história do Brasil. A diversidade cultural foi algo que chamou mesmo a atenção nessa Bienal. E além de outros povos, também havia diferentes estandes para diferentes tribos. Um estande macabro para descendentes de vampiro, estandes com champagne para o lançamento de livros, e do outro lado um papel de parede cor-de-rosa para o lançamento de outro tipos de livro. Atores fantasiados de paladinos, bruxas queimadas e outros personagens que deveriam apenas habitar nossa imaginação, estavam lá também para quem curte a literatura fantástica. É a Bienal unindo as tribos, povos e nações.


5 - Outras manifestações culturais: Além de livros, era possível participar de empolgantes palestras sobre literatura, educação, palestras para novos autores, teatros para crianças, personagens divulgando livros caracterizados, debates sobre vampiros com renomados autores, e várias outras formas de cultura, não restringindo apenas à livros o motivo da visita à Bienal.





6 - Filas: Filas... filas... FILAS POR TODOS OS LADOS... Eu desconfio que era o evento das filas ao invés dos livros. Tinha filas para pagar a comida, fila pra retirar a comida, fila pra ir no banheiro, fila para tomar água, fila para comprar picolé, fila para entrar na bienal com convite, fila pra entrar com ingresso, fila para comprar ingresso, fila para sair da bienal, fila para pagar os livros, fila para acessar as prateleiras dos livros, fila para assistir as palestras....
Houve um momento que não acreditei o que estava acontecendo.. tinha filas apenas para poder entrar em uma dessas filas. Isso é bem chato.


7- Poucos lugares para sentar: Apesar de a idéia é visitar os estandes em vez de sentar, andar por oito campos de futebol não é tarefa fácil. Apesar de ter carpetes macios, não é o ideal para sentar (ainda mais quem tem renite). Convenhamos, poderia ter bancos daqueles que são apenas um pedaço comprido de madeira, nas laterais dos estandes, onde não tinha muito fluxo de pessoas (onde o pessoal sentava no chão). No detalhe, algumas senhoras sentadas comendo, no chão. Inclusive na praça de alimentação faltavam mesas.

8 - Falta de organização na entrada: Na entrada, tinha aproximadamente umas 2 mil pessoas se aglomerando e se empurrando, pois haviam apenas 4 entradas, e a bilheteria ficava dentro do pavilhão. Logo quem tinha ingresso tinha que esperar a fila gigantesca de pessoas para comprar (pois os seguranças deixavam apenas alguns entrarem para não aglomerar a bilheteria, porém quem tinha ingresso ficava derretendo no sol. No meu caso que tinha um convite, era exatamente a mesma fila gigantesca de compra (onde entravam de 10 em 10 cada 5 minutos), que era a mesma para entrar com ingresso normal. Apenas quem tinha credencial se salvava da fila. Resultado? Com o convite em mãos, demoramos mais de meia hora para conseguir ENTRAR NA FILA para poder entrar na Bienal... Falta de organização.

*****

Outra coisa bacana, na Bienal, o Álisson ainda participou do lançamento da antologia, Sinistros 2, da Editora Multifoco, como um dos autores da seleta de contos, distribuindo inclusive seus autógrafos. Parabéns, e obrigado.

Autor: Álisson Zimermann [Twitter] Blog: Depósito de Contos


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