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10 Curiosos cemitérios da literatura

Nosso último repouso, popularmente conhecido pelo termo "Cidade dos Pés Juntos", lugar de mistério e medo que originam de piadas a romances de terror; neste post selecionamos 10 curiosos cemitérios da literatura, confira:

1 -  "Simitério": O cemitério grafado ortograficamente errado em Cemitério Maldito, de Stephen King era cantinho em que enterravam-se os pets da criançada da cidade. Mas o cemitério pau-ferro mesmo ficava para além do "Vale da Morte", logo depois do Pet Sematery, o cemitério de verdade onde os poderes navajos podiam trazer algumas coisas indesejáveis de volta;

2 -  Cemitério de Antares: Pois então, não dá pra deixar de fora este cemitério por onde detrás nasce o sol que vai descer já na Argentina. Lugar, conforme o morto, de discursos políticos, até de líderes da UDN, mas que na data do "incidente" já de portões fechadas aos sepulcros, dos esquifes aguardando adentrar "o campo santo" mortos antarenses voltam a caminhar pela cidade;

3 - Cemitério Dinamarquês: Uma das cenas mais emblemáticas e filosóficas em Hamlet passa-se no cemitério, cheio de caveiras, e reflexões sobre vida e morte. Além, claro da caveira fedida de Yorick atirada longe por Hamlet;

4 - Cemitério de Monliard: Para desconstruir, o cemitério povoado por curiosos fantasmas (e tenebrosos zumbis) no romance infanto-juvenil A Fantasmagórica Noite de Hugo. Na obra compõe principal cenário para uma aventura bastante elétrica;

5 - Cemitério da Quarta Parada: Em Não Verás País Nenhum do agora imortal Ignácio de Loyola Brandão, temos todos os exageros da expansão urbana, o caos da metrópole e aridez de um mundo já sem o verde, sem nenhum resquício de natureza. Isso, claro, faz sobrar para até mesmo os cemitérios, caso deste, destruído para o avanço da cidade e a discussão crítica que nem mesmo os mortos tem paz quando do expansionismo dos vivos;

6 - Macário: Se tem autor brasileiro capaz de superar Dante, certamente é Álvares de Azevedo. Em Macário há uma passagem das mais tenebrosas a se passar num cemitério, com necrofilia e tudo. No horror dificilmente é capaz de superar Azevedo;

7 - Cemitério e o Por do Sol: No conto Venha ver o por do sol, de Lygia Fagundes Telles caminhamos pela obsessão e opressão masculina num convite que acaba num velho jazigo num cemitério distante e, claro, uma tenebrosa armadilha;

8 - Na Esperança: Frase estranha para estar escrita numa lápide. O fato é que o cemitério ao lado de uma velha igreja em O Conto da Aia em determinados momentos atrai a atenção e as reflexões de Offred. As velhas lápides ainda estão lá, gastas pelo tempo, marcadas pelas intempéries, se erodindo, com seus crânios e ossos cruzados, memento mori, seus anjos com cara de broa, as ampulhetas aladas para nos recordar da passagem do tempo dos mortais...



9 - O Cemitério de Clarimunda: Em O diabo apaixonado o protagonista Romualdo leva um monge a um cemitério e quando abrem o ataúde lá está ela, Clarimunda, tão fresca como o dia de sua morte, com uma gota de sangue sobre seus lábios...

10 - Cemitério de Tubiacanga: No conto A Nova Califórnia, de Lima Barreto as depredações ao cemitério da cidade, ao recanto do "Sossego" surgem como auge de uma degradação social que escandaliza ao não se respeitar mais sequer o cemitério, na lógica do conto uma atrocidade acima de muitas outras. 

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