Header Ads

7 Considerações sobre O Diário de Mark Beit, de Mateus Fiorini, ou sobre tudo estar normal

O Blog Listas Literárias leu O Diário de Mark Beit, de Mateus Fiorini publicado pela editora Chiado. Neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Para quem curte aventuras rápidas e tramas marcadas pela ação e movimento, O Diário de Mark Beit é uma leitura marcada pela simplicidade e pela agilidade numa trama que repete a eterna luta entre as duas forças, o bem e o mal;

2 - No livro de tiro curto, uma espécie de diário, temos o jovem Mark Beit que descobre-se integrante de um grupo cheio de poderes especiais, os Glunger, que trava uma luta histórica contra os Bértamus. Nesse sentido, vale dizer que a narrativa carrega certa familiaridade com o filme Jumper, mas que também bebe em referências literárias, como Percy Jackson ou mesmo os artefatos mágicos de Harry Potter;

3 - Há todavia, no romance, a questão que o torna mais suscetível a críticas quando perante leitores mais experientes no gênero, especialmente a velocidade um tanto anormal de Beit em assimilar as mudanças abruptas (como ocorre no filme Eragon) e a sua forma de lidar com as novas descobertas. Na verdade ao agir um tanto automaticamente e de forma rápida, essa "capacidade" de assimilação acaba enfraquecendo o fator extraordinário de seus elementos fantásticos, pois que a normalidade com que se encaram as questões retiram a excepcionalidade da aventura;

4 - Outro detalhe importante, especialmente perante os olhares mais detidos é que embora o autor decida ambientar sua narrativa em cidades americanas, o comportamento social e algumas referências não conseguem fugir dos elementos e conceitos brasileiros, o que é uma questão a se discutir;

5 - Dito isto, vale dizer que enquanto trama e sua tessitura, o romance no seu todo acaba mostrando-se amarrado com certa adequação, sem apresentar grandes pontas soltas e ao final fazendo sentido como romance de aventura e ação que são privilegiadas na obra;

6 - Contudo, é na forma de narrar esta trama que encontraremos algumas fragilidades da narrativa. Em termos linguísticos é uma escrita bem trabalhada e de bastante correção, entretanto, em termos literários parece-nos carecer de maior potência conotativa e de maior literalidade que diferencia os textos literários doutros textos. Além disso, pequenos vícios de uma linguagem que embora condizente com a idade e característica de seu narrador, nos chamam atenção, como os excessos do "estava tudo normal";

7 - Enfim, O Diário de Mark Beit reúne principais elementos das narrativas juvenis e desenvolve-se regularmente, apesar da normalidade um tanto além do normal e inverossímil com que seu personagem enfrenta os fatos. Para quem curte mais músculos e ação, é uma alternativa de leitura.


Nenhum comentário