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10 Bons Motivos para conhecer As Coisas Não São O Que Parecem Ser

No post de hoje elaboramos 10 bons motivos para conhecer o livro As Coisas Não São o Que Parecem Ser, do escritor brasileiro Sergio Couto, confira:

1 - Lançado em 2017, o livro narra a viagem do protagonista, um homem sem nome definido, pelo Caminho de Santiago quando se inicia uma jornada mística, cheia de surpresas e revelações;

2 - Nesta jornada, surgem então uma felina de grandes olhos amarelos, uma freira num convento encastelado sobre uma bela colina, um ermitão que medita numa gruta, uma atriz de teatro de cachos castanhos, nariz mouro e olhos verde-floresta são os principais personagens desta história que tece uma trama cujo resultado é tão óbvio quanto surpreendente;

3 - Segundo Reinaldo Montero Sergio Couto, de maneira astuta, parte de uma premissa expressada de modo potencial, "se eu fosse escrever um livro..." e mais adiante acrescenta que "...para tornar-se uma estória de verdade, é preciso que algo de extraordinário aconteça, deve existir uma sequência de acontecimentos, bom, vamos lá". E estes simples enunciados nos colocam numa circunstância cúmplice diante da enorme tarefa que propõe o autor, porque a novela trata sobre a busca e o encontro do protagonista com sua própria alma. O fato resulta tão simples de entender quanto difícil de explicar, e ainda mais difícil é narra-lo, sobretudo se dita busca, que irá acompanhada de sentimentos e emoções, não existe outra maneira, transita pela observação das coisas mais simples

4 - Sobre o livro Montero ainda dirá que se trata de um inequívoco romance, como caberia classificá-lo? Em parte é romance satírico e também didático, em parte, e lírico, e curto em toda sua extensão, e por vezes polifônico e, sobretudo, uma típica novela de aprendizagem, ou Bildungsroman, como gostam de dizer os alemães, e por vezes é um "roman courtois", ou seja, um romance cortesão, principalmente quando se depara com esses comediantes mambembes chamados Compañía del Cuartel, que evocam os tempos de Alfonso X – O Sábio, e é romance de costumes em inúmeras passagens, com personagens realistas, às vezes tipificados, e é romance sentimental, entendido o termo conforme a suculenta definição de Laurence Sterne e, ao mesmo tempo, é romance social, eu diria que até mesmo de denúncia, e existencialista, sem dúvida, e em grande medida psicológico, a tal ponto que terminamos conhecendo melhor quem é Sergio Couto, no caso de que podamos assegurar, a despeito de Todorov, que o narrador é Sergio Couto e que Sergio Couto seja quem é, e como se fora pouco, é romance de tese, apesar de que o objetivo para o qual aponta não seja único, senão plural, e é, finalmente, um testemunho de vida, talvez deveríamos chamá-lo de livro de vida;

5 - Podemos depreender destas citações, portanto da seriedade e das ambições deste trabalho cujas personagens constroem-se a partir de suas complexidades num trabalho de diferentes possibilidades de leitura;

6 - Brasileiro, natural de Assunção do Paraguai, Sergio Couto passou sua infância e adolescência entre diversas cidades – Antuérpia, Montevidéu, Genebra, Nova York, Brasília e Viena. Estudou Letras na Universidade de Brasília – UNB e formou-se diplomata, como seu pai. Serviu, além de Brasília, em Varsóvia, Bogotá, Rio de Janeiro, Santiago do Chile e Havana, Cuba, dedicando a quase totalidade de sua carreira à divulgação da cultura brasileira no exterior, experiência estas que são utilizadas para a construção de seu trabalho;

7 - Além disso, entre as influências e leituras do autor estão os clássicos tanto da literatura brasileira quanto mundial – Graciliano Ramos, Clarisse Lispector, Ciro dos Anjos, Shakespeare, André Gide, Herman Melville;

8 - Do mesmo modo, a partir das portas abertas pelo budismo, há treze anos, quando iniciou seu interesse pela religião, filosofia e psicologia, tais questões permeiam sua literatura;


10 - Enfim, para mais uma vez citarmos Montero a respeito do livro encerramos o post com sua fala de que o romance se aproxima de seu final com boa dose de abstração graças ao jazz, à física quântica, Jorge Luis Borges e Carl Jung. Não são maus ingredientes, que permitem ao protagonista e a Betania elevarem-se como as gaivotas até perderem-se entre as estrelas.

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