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10 Fatos marcantes da literatura em 2016

Final do ano é tempo de relembrar os fatos que marcaram, especialmente  num ano tão looonnngo como 2016. Neste post selecionamos 10 fatos marcantes da literatura em 2016, confira:

1 - O Polêmico Nobel: Em escala global certamente uma das maiores discussões literárias deu-se a partir da escolha de Bob Dylan para o Prêmio Nobel de Literatura, uma escolha que dividiu opiniões e que talvez abra novas reflexões sobre o que é literatura.

2. A Revelação: Uma das identidades mais secretas da literatura pode ter caído em 2016. Numa reportagem que mais parece filme de espionagem o repórter Cláudio Gatti seguiu o dinheiro e chegou à Anita Raja como suposta Elena Ferrante, autora de maior expressão da literatura italiana atualmente.

3. A Despedida: Para ficarmos ainda na Itália - e no mundo - chega a ser curioso que justamente no ano em que os idiotas e imbecis proliferaram e até mesmo venceram, foi o ano que o pensador e filósofo Umberto Eco escolheu para deixar este mundo. Certamente não toleraria as vitórias daqueles que tantas vezes criticou: os idiotas.


4. Fechando as portas: A crise bateu às portas da literatura em 2016. Em movimentos iniciados no final de 2015 com o fechamento da Cosac Naify, em 2016 vimos a Saída de Emergência sair do país, a Leya anunciar a intenção de fechamento das atividades por aqui além de diversos anúncios de fechamento de livrarias, algumas tradicionais como a Leonardo da Vinci e a Palavraria;

5. Fantástico sem fôlego?: Há uns três, quatro anos elencávamos aqui o potencial e o vigor da literatura fantástica, contudo, 2016 teria marcado o arrefecimento das aventuras nestas terras? O fato é que vimos editoras como a Saída de Emergência abandonar seus projetos, o selo Fantasy praticamente ruiu enquanto editoras menores forma sumindo do mapa, para o bem ou para o mal. Além disso o resultado de vendas de nomes importantes como Eduardo Spohr, Raphael Draccon e André Vianco deu uma caída e eles não frequentaram muito as listas de mais vendidos, o que também gera reflexos em todo o gênero;

6. Luz, Câmera, Ação: Contudo se teve setor que não reclamou de vendas e público no universo dos livros foram os Youtubers que certamente salvaram o caixa de muita editora. Com público cativo e sessões de autógrafos concorridos, eles publicaram de tudo e um pouco, pois o negócio foi mandar para a prensa, de biografias a não-ficção, romances e uma mistura disso tudo.

7. As Ruas nos Livros: 2016 foi um ano conturbado, e como sabemos a literatura não é alheia ao que acontece, por isso muitos lançamentos nacionais forma marcados pela presença das ruas em suas narrativas como Meia-Noite e Vinte de Daniel Galera e Descobri Que Estava Morto de J. P Cuenca trazem os protestos 2013 enquanto impressas ou digitais saíram muitas publicações envolvendo basicamente a discussão, foi ou não foi golpe.

8. O Ano Delas e Dele: Para não dizerem que nossa lista é caótica, vamos trazer aqui mais alguns destaques que a despeito das crises e da situação literária no país destacaram-se em 2016, mais uma vez reforçando que a literatura feminina ganha espaço esmo em terra tão desfavorável. No âmbito popular podemos destacar certamente Carina Rissi que fez sucesso em 2016 e figurou sempre nas listas bestsellers. No campo da crítica, Sheyla Smanioto colheu os bons frutos de seu Desesterro de 2015 e faturou e participou de premiações importantes. Também vale destacar Julián Fuks que com A Resistência faturou os mais importantes prêmios do ano.

9. Três Mortos: Três mortos pautaram discussões literárias ao longo de 2016. Logo no começo do ano uma longa discussão sobre publicar ou não, Minha Luta, de Adolf Hitler que entrara em domínio público, um debate que tomou diversos suplementos. Além disso, 2016 marcou os 400 anos de Shakespeare e Cervantes, certamente dos dos autores mais importantes da literatura, o que culminou com muitas ações e atividades relacionadas.

10. Outro Adeus: E como desgraça pouca é bobagem foi o lema de 2016, o ano se encerra com o adeus de um dos maiores poetas brasileiros, Ferreira Gullar.




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