10 Considerações sobre O Morcego, de Jo Nesbo ou por que nem sempre loiras são fatais

O Blog Listas Literárias leu O Morcego, de Jo Nesbo publicado pela editora Record; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - O Morcego é aquele tipo de obra que acende o prazer da leitura e te torna incapaz de abandonar suas páginas até o desfecho da história, o que para as narrativas de thrillers policiais é o elemento central do sucesso do romance, elemento o qual Jo Nesbo domina com maestria;

2 -  É que como já disse noutras oportunidades, cada obra possuiu um público e desempenha seu papel para com a literatura, e nisso, o livro satisfaz plenamente porque é aquela leitura que pegamos pelo simples fato de gostarmos de uma boa história e que seja bem contada, ou seja a procuramos pelo prazer e pelo entretenimento de uma leitura interessante, e nisto, O Morcego é certamente uma das melhores no seu gênero;

3 - Para tanto, aqui temos a estréia de Harry Hole, principal protagonista de Nesbo e seus surpreendentes romances policiais, o que aliás, para leitores como eu que já tiveram a oportunidade de conhecer Hole, ler apenas agora sua estréia, especialmente na primeira metade do romance é como se estivéssemos diante um outro personagem, totalmente diferente daquele Harry Hole que se notabiliza ao longo da série. Contudo, a segundo metade do livro, então revela-nos a gênese do típico policial noir;

4 - Nesta primeira aventura de Hole não temos a Noruega como palco de suas investigações, mas sim uma Austrália de clima quente numa Sidney assombrada por um possível serial killer que tem no cardápio loiras voluptuosas;

5 - Essa ambientação estrangeira a Nesbo inclusive dá vazão a algo nem sempre comentado ou elogiado dos romances policiais: a capacidade de apresentar curiosidades e conhecimentos diversos ao seu leitor, que no caso deste livro pode conhecer um pouco mais daquele país e sua cultura ao mesmo tempo que seus personagens apontam as contradições locais;

6 - Assim, temperado pelo tensionamento de uma investigação séria equilibrada com bom senso de humor, o livro nos conduz prazerosamente pelo submundo de Sidney constituindo-se numa bela aventura regada muitas vezes à álcool e noites calientes;

7 - Obviamente, não faltaria ao romance personagens habituais desta literatura, prostitutas, cafetões, traficantes, e, claro, tiras que precisam conviver e compartilhar o espaço com aqueles que muitas vezes são "a caça" de um policial. Nessa sobrevivência e vivência, certamente o policial Andrew, parceiro australiano de Hole revela-se um personagem interessante;

8 - Além disso, elementos essenciais do gênero estão presentes no livro, como os revezes e o permanente clima de revelações e surpresas que intercalam a apresentação cadenciada dos "monstros" que atemorizam o protagonista Harry Hole;

9 - Sem falar também que certamente se tivéssemos de elencar "o grande talento" de Nesbo, este bem poderia ser as descrições de suas cenas de ação, contadas em todos os detalhes que acabam criando imagens mentais em seus leitores levados à imaginação por páginas bem detalhadas de socos, cadeiras e costelas quebradas, e, também, alguns tiros;

10 - Enfim, se você é fã de uma boa e excelente literatura policial, sem dúvida algum conhecer os trabalhos de Nesbo é essencial, porque temos nele um autor de exímia técnica no gênero, além de um ótimo construtor de histórias, especialmente daquelas que tratam de um lado mais perverso dos seres humanos.



10 Considerações sobre O Morcego, de Jo Nesbo ou por que nem sempre loiras são fatais 10 Considerações sobre O Morcego, de Jo Nesbo ou por que nem sempre loiras são fatais Reviewed by Douglas Eralldo on domingo, novembro 06, 2016 Rating: 5

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