10 Considerações sobre A Rosa da Meia-Noite, de Lucinda Riley, ou porque alguns perfumes incomodam

Tem Resenha da Patroa no Listas Literárias de hoje, e a Gi compartilha suas 10 considerações sobre A Rosa da Meia-Noite, de Lucinda Riley publicado pela editora Novo Conceito, confira:

1 - A Rosa da Meia-Noite é praticamente dois romances num único só, dividindo-se num presente que investiga um passado que tende a protagonizar o conjunto da obra ao nos apresentar um romance carregado de densidade e drama como é a história de Anahita;

2 - É que o romance atravessa por quatro gerações em que Rebecca e Ari Malik reconstituem o passado desta jovem Anahita, uma moça simples cuja aproximação da nobreza relembra os malogros dos contos de fada e o amor lhe é tão dramático quanto Romeu & Julieta, e sendo por isso difícil que a leitora não a veja como a grande protagonista do livro;

3 - É por meio da reconstrução do passado de Anahita que todos os segredos e maldades movimentam o livro, com tal intensidade que sua narrativa se sobrepõe a do presente de Rebecca e Ari, num amor cujas barreiras são construídas apenas por eles mesmo, enquanto Anahita teve de enfrentar uma luta imensa, sendo vítima de maldades que assustam a leitora diante tanto sofrimento;

4 - O livro, além do romance, acaba se aproximando do misticismo e da fé, inclusive sobrenatural, em que certas passagens evocam a crença em poderes extrassensoriais cujos aromas e perfumes podem causar arrepios visto que podem informar acontecimentos, estes, geralmente nada bons;

5 - Desta forma, de um modo particular, o livro revisita as tradicionais histórias de amor, especialmente abordando o campo das impossibilidades, principalmente por criar gigantesco abismo social e ainda não estabelecer limites para a maldade quando a intenção é separar dois apaixonados;

6 - E no romance tais maldades chegam realmente aos extremos, o que produz uma narrativa extremamente triste e dolorosa, tão condoída quanto os principais clássicos das histórias de amor;

7 - E toda essa maldade é canaliza por Maud Astbury, que certamente se enquadrará numa das grades vilãs da literatura, tamanha maldade nos recursos que utiliza para separar Donald e Anahita;

8 - Outro detalhe que pode agradar as leitoras é a riqueza de detalhes que passam pelo tempo e por distintas culturas, como a indiana, e também a da nobreza britânica, além de no presente debater o mundo das celebridades americanas;

9 - Somando tudo isso, o livro nos apresenta personagens fortes e bem constituídas, e uma narrativa extensa que combina por exemplo, com as novelas brasileiras, seja no espaço de tempo, seja na constituição de seus núcleos, sendo no geral uma boa leitura para quem não tem medo de encarar histórias de amor tão sofridas;

10 - Enfim, A Rosa da Meia-Noite é uma leitura agradável e que mexe com os sentimentos da leitora que vencendo  a tristeza e os descaminhos do amor tem diante de si um romance que vale a pena conhecer;



10 Considerações sobre A Rosa da Meia-Noite, de Lucinda Riley, ou porque alguns perfumes incomodam 10 Considerações sobre A Rosa da Meia-Noite, de Lucinda Riley, ou porque alguns perfumes incomodam Reviewed by Douglas Eralldo on segunda-feira, agosto 10, 2015 Rating: 5

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