10 Considerações sobre Ela Não é Invisível, de Marcus Sedgwick, ou porque não existe coincidências

Hoje tem Resenha da Patroa, e a Gi publica suas 10 considerações sobre Ela Não é Invisível, de Marcus Sedgwick publicado pela Galera Record, confira:

1 - Ela Não é Invisível mescla aventura e elementos de um thriller mas com uma linguagem jovem e atraente, a partir do momento em que Laureth, uma menina cega resolve a investigar os desaparecimento do pai, e leva (sequestra) junto seu irmão de 7 anos, numa jornada da Inglaterra à Nova Iorque;

2 - Narrado em primeira pessoa e com excertos dos textos do pai de Laureth, o livro é de uma linguagem fácil, e está ancorado na ação desencadeada pelas personagens, numa jornada bastante peculiar devido a idade dos protagonistas, além é claro da superação da própria Laureth;

3 - O livro ainda flerta com a fantasia, talvez ficção científica ao nos apresentar a estranha relação de Benjamin com aparelhos eletrônicos, fator que amplia os mistérios e dá pitadas de humor ao trabalho;

4 - A aventura do livro parte do desaparecimento do pai de Laureth, e da necessidade que ela possuia por respostas para tantos segredos, e dona de uma personalidade muito forte, a solução então foi encontrar respostas por conta própria, o que a joga numa jornada de muita aventura, já que as pistas levam-na para os Estados Unidos. Nesse sentido, o livro instiga pelo clima de aventura, e também pelos perigos constantes numa típica aventura juvenil;

5 - Desta forma, o livro tem ares de Esqueceram de Mim 2, já que os jovens estão perdidos em Nova Iorque a procura de um pai, mas a mercê de bandidos, e obviamente dos demais perigos que uma cidade grande, e desconhecida pode propiciar;

6 - No entanto, tanto Laureth quanto Benjamin são personagens muito inteligentes, além é claro de corajosos, e isso faz com que consigam lidar com toda a aventura, algo que para eles já lhes é natural, já que em suas vidas são acostumados a ter de superar provações;

7 - Além disso, embora cega, Laureth mostra-se plenamente adaptada e capaz de lidar com sua deficiência, lidando com isso com bastante desenvoltura e acima de tudo passando a quem lê o livro a mensagem de que com obstinação, coragem e até mesmo positividade, é possível superar qualquer coisa;

8 - O livro ainda fala sobre mal-entendidos e confusões que podem surgir de má interpretações e enganos, como o que ocorre com a família das crianças, já que é uma sucessão de enganos e segredos não ditos que acaba levando à viagem dos irmãos, além de metê-los num perigo real;

9 - Outro detalhe interessante é a partir da vida de escritor do pai de Laureth e Benjamin a discussão sobre a existência ou não das coincidências, pano de fundo este rico em curiosidades e números acerca de assunto tão polêmico e intrigante;

10 - Enfim, Ela Não é Invisível é uma leitura que se mantém na média, capaz de entreter e intrigar seus leitores, especialmente mantendo a curiosidade a cada nova página sobre o desfecho desta aventura cheia de ação, e leves pitadas de humor, que nos proporciona agradáveis horas de leitura. Ideal para quem curte aventura e investigação.

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10 Considerações sobre Ela Não é Invisível, de Marcus Sedgwick, ou porque não existe coincidências 10 Considerações sobre Ela Não é Invisível, de Marcus Sedgwick, ou porque não existe coincidências Reviewed by Douglas Eralldo on quarta-feira, julho 15, 2015 Rating: 5

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