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10 Considerações sobre Um Lugar Chamado Liberdade, ou porque ser livre não tem preço

O Blog Listas Literárias leu Um Lugar Chamado Liberdade, de Ken Follett publicado pela editora Arqueiro. Neste post a avaliação do blog com as 10 considerações sobre o livro:

1 - Um Lugar Chamado Liberdade é um livro que fala sobre esperança e obstinação através de uma narrativa tecida com grande maestria num livro em que romance e aventura permeiam suas páginas e cativam o interesse do leitor do princípio ao fim;

2 - E uma das virtudes do livro está justamente na constituição dos personagens, como o obstinado Mack McAsh um escravo obstinado, que por sua inteligência acurada e desejo por liberdade o colocam numa jornada em que traições e novas descobertas o mostrará a dificuldade que existe em realizar-se alguns sonhos. Além disso, as demais personagens do livro, assim como McAsh são bastante convincentes;

3 - Para a construção destas personagens a ambientação da trama num determinado período da história em que a escravidão ainda era uma realidade mas que a sociedade vivia um momento que antecedia grandes mudanças é de grande acerto pois personagens e ambientes funcionam neste caso em plena harmonia, o que faz o leitor prender-se na leitura;

4 - Aliás, o livro tem lá suas características naturalistas principalmente ao analisar a humanidade com certo ceticismo e principalmente pelas diversas vezes em que parece apresentar a preponderância do meio sobre os indivíduos, como se cada personagem tivesse um destino pre-estabelecido sem conseguir escapar do que está escrito;

5 - Como toda boa literatura o livro aborda as grandes contradições humanas, as tramoias, os golpes, as traições como as que irão surgindo por meio da personagem Cora, além é claro das relações de poder e opressão que se constituem na formação das sociedades;















6 - E isso tudo é o pano de fundo que elabora a grande história de MacAsh e Lizzie, uma história de amor, aventura, mas essencialmente uma história que reforça e evidencia o desejo dos homens pela liberdade, bem como pincela mesmo por alto como se criam tais consentimentos que permitem a criação de regras e leis;

7 - Ken Follett ainda aproveita para discretamente colocar diante do leitor distorções das relações humanas como o caso de seus escravos que menosprezam outros escravos por considerarem-se em níveis acima de determinados tipos de escravos. Isto de certa forma também revela porque talvez a escravidão ainda hoje seja uma triste realidade, pois mesmo em nosso presente pessoas continuam a ser exploradas por pessoas;

8 - Um detalhe interessante da obra é sua construção narrativa, pois a forma da escrita do livro parece conter algum elemento mágico que faz o leitor conectar-se amplamente com a obra usufruindo de uma totalidade da experiência de leitura, graças a suas personagens tão absurdamente reais, a ambientação envolvente que permite a visualização das cenas e o ritmo carregado de tensão, suspense e principalmente adrenalina o que possibilita um alto nível de percepção sensorial da trama;

9 - Assim, desta fora o livro ultrapassa três cenários distintos, em que mesmo que as personagens protagonistas se mantenham, de certa forma compõe tramas paralelas de uma vida comum, a ver o exemplo o próprio McAsh, na Irlanda um minerador escravo, em Londres, um trabalhador que desenha as linhas da ação sindical, e nos Estados Unidos, um prisioneiros, um condenado que na verdade é novamente um escravo que busca por liberdade numa nova terra, mas que ainda mantém velhos hábitos;

10 - Enfim, Um Lugar Chamado Liberdade é um livro inteligente e envolvente que certamente é capaz de encantar seus leitores.



2 comentários:

  1. Acabei de ler. Estou viciada no autor. Queria trocar ideias com quem já tenha lido.

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    1. Geni, leia Os Pilares da Terra, Mundo Sem Fim, e a trilogia o Século, ambos excepcionais.

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