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7 Coisas que os livros disseram sobre a televisão e estavam certos

A literatura distópica, especialmente, possui uma grande capacidade para olhar as coisas com boa dose de pessimismo e desconfiança. E o pior que muitas vezes acerta. É o caso de como muitas narrativas compreenderam o poder da televisão, e longe de nós bater em quem já tem levado muita bordoada (até porque depois da televisão veio a internet, e essa bem mais danosa em muitos aspectos), mas neste post selecionamos certas perspectivas da literatura sobre a televisão, e elas estavam certas:

1 - Controle e Poder: Se observarmos bem, geralmente quem controla a narrativa detém muito poder. A invenção da televisão possibilitou isto - tanto que chegou a ser conhecida como o quarto poder -, a centralização das narrativas, o que podemos ver no próprio 1984, de Orwell, que a aparelho não só espionava, mas já fazia o papel semelhante à TV estatal da Coréia do Norte;

2 -  Alienação e Desinformação: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury também terá o recente invento da televisão (ao menos sua popularização) de forma central em seu Estado totalitário. Neste livro vemos a televisão com semelhanças ao que Adorno discutiu sobre A Indústria Cultural. No romance, a televisão já muito parecidas com a de nossos tempos, tomando grandes paredes dos lares, e cuja função era basicamente manter o controle social pela alienação de seus habitantes;

3 - O Futuro é a Interação: Outra grande assertividade de Bradbury sobre a televisão é a sua futura interatividade. No livro temos Mildred e sua euforia por interagir com a televisão, o que faz sentido se pensarmos de que ela hoje propicia uma falsa sensação de participação;

4 - Conexão e Controle: Isto vemos especialmente em 1984, que embora não não explicite a tecnologia por trás do aparelho, traz em sua distopia o cidadão vigiado pela televisão. Hoje isso tecnologicamente é mais do que possível - Snowden que o diga - pois conectados à rede, com câmeras e gravadores de áudio, caso o Grande Irmão queira, é só acessar nossos lares;

5 - A Sociedade do Espetáculo: Mais uma vez Ray Bradbury. Sua percepção do fenômeno da televisão é primorosa, pois ele antecipa em muito nossa sociedade do espetáculo com seus realities shows. Em seu livro de 1953 ele criava uma live da perseguição a Montag, e mais do que isso, quando Guy vê-se retransmitido num aparelho é uma das construções simbólicas da literatura;

6 -   Propaganda e governos: Governos detém dinheiro, dinheiro controla as coisas. Mais ou menos isso vigora em grande parte das narrativas acerca da televisão na literatura. Mesmo em obras em que ela não possui grande protagonismo, como Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, de Philip Dick, os aparelhos lá estão e com seus apresentadores, em geral retransmitindo abusivas propagandas estatais, quase sempre mediadoras da realidade;

7 - Mediação da realidade e controle das massas: Em grande parte, as narrativas distópicas conferem à televisão certo papel de mediação da realidade, nesse caso, no mal sentido da coisa, pois este quarto poder geralmente é intimamente ligado ao poder central. A ambos então, ao menos nestas narrativas surge algo central sobre a televisão, seu alcance às massas, e nisso, um meio eficiente de controlá-las (a realidade brasileira que o diga).

Obs: Claro, estas são perspectivas negativas, embora não conheça livros noutro sentido, há de discutir-se o papel da televisão para a cultura, por exemplo. Além disso, hoje, com a internet, o poder encontrou uma ferramenta ainda mais eficiente de controle social.

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