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10 Considerações sobre Aru Shah e O Fim dos Tempos, ou quando a cultura pop encontra-se com a mitologia

O Blog Listas Literárias leu Aru Shah e o Fim dos Tempos, de Roshani Chokshi e publicado pela editora Plataforma 21, selo da Vergara & Riba e pertencente à coleção Rick Riordan apresenta, reunindo diferentes nomes da fantasia juvenil; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Bem humorado e de muita ação, Aruh Sha e o Fim dos Tempos é o encontro da cultura pop com a mitologia hindu e demonstra a vitalidade da fantasia infanto-juvenil e a capacidade de atração da aventura a jovens e dinâmicos leitores;

2 - Digo isso porque o livro ao mesmo tempo que traz novas coisas e dá visibilidade a uma mitologia tão rica quanto a hindu, está também embebido em todas as leituras e produções da cultura pop das décadas recentes, especialmente a partir de Harry Potter e das próprias obras do cicerone literário Rick Riordan, que apresenta as obras pertencentes a esta coleção;

3 - A bem da verdade, se olharmos sem preconceitos, tais publicações a despeito de qualquer debate estético ou no campo da teoria literária, apresenta questões positivas não só ao letramento literário, mas como no caso desta publicação contribui para ampliar a visibilidade doutras culturas, e ainda que básico, revelando a jovens leitores - e os nem tão jovens - que nosso mundo vasto e diverso é rico em mitologias e narrativas que vão muito além das tradicionalmente conhecidas;

4 - Aliás, temos visto isto surgir de muitas partes, autores pós Harry Potter e Percy Jackson que tomados não só pela aventura, mas também abastecidos por suas próprias mitologias, passam a desenvolver suas trama. Isto tem sido inclusive no Brasil certo movimento de valorização às nossas criatura, fazendo nascer projetos que quando destituídos de um nacionalismo barato ou perigoso, faz sentido enquanto identidade cultural. Quanto a esta leitura específica, menos uma questão ideológica e mais um pano de fundo atraente e visual, a mitologia hindu colabora com toda sua potencialidade fantástica;

5 - Além disso, cumpre destacar no caso desta aventura outro elemento importante. O protagonismo feminino está presente como podemos ver no texto, e sua heroína composta não só de virtudes, mas também alguns defeitos, liga o mitológico ao contemporâneo de forma muito natural ao emponderamento conquistado pelas garotas. Atrevida, ardilosa e muito esperta, Aru Shah é destemida quando preciso e cautelosa em suas falhas;

6 - Dito isto, no restante a obra assemelha-se bastante a outras publicações do gênero, pois a partir da mitologia hindu, temos um grande mal que pode destruir o mundo a solta enquanto filhas de deusas, duas jovens pândevas desta geração, Mini e Aru precisarão adentrar reinos fantásticos e perigosos, lutar contra demônios mortais e cavalgar colossais criaturas celestiais para salvar o mundo, ou, pelo menos quase isso;

7 - Nesse sentido, inclusive, vale-nos refletir que nossa literatura juvenil reproduz um engano do mundo adulto, o de crer que a salvação do universo está aquém das mãos humanas (assim como suas responsabilidades com o caos que criamos), pois via de regra neste gênero a condição de herói ou heroína ou esta condicionada a uma herança nobre e mágica ou algum resquício divino, mesmo quando no caso de Aru, essa filha de Arjuna vez ou outra titubeie como uma humana;

8 - No geral é ainda uma publicação de seu tempo, até mesmo nos exageros, como a necessidade não só de carregar os intertextos da jovem cultura pop mas os ares das protagonistas alinhadas ao seu próprio tempo, especialmente Aru que parece ter sempre a necessidade da frase de efeito, a pose a virar meme, a necessidade constante do sarcasmo, de modo que às vezes rende-se ao exagero nesses trejeitos, ainda que vivamos em tempos exagerados;

9 - Logicamente para aqueles e aquelas que adentram a aventura, este é dos detalhes os menores, porque iniciados os enganos e despertado o temível Sono, maldições e encantamentos saltarão das páginas do livro numa aventura mais que colorida e cheia de ação;

10 - Enfim, a obra é convite a uma gostosa aventura, divertida, mas acima de tudo uma rica jornada visual pela cultura hindu nos apresentada por duas valentes heroínas capazes de cativar seus leitores.


    

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