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8 "Queimas" de livros no Brasil

Muita gente olha o bumbum dos outros em determinados assuntos, entretanto observar nossa própria casa nem sempre é fácil. Assim, se encontrará muito material falando da queima nazista de livros, mas nem sempre lembramos da tratar de nossas indecências semelhantes. Mas esse é um momento propício, quando grotescos presidenciáveis atacam a cultura, quando proliferam pelo país iniciativas de censurar ou mesmo incinerar livros é hora de darmos um basta. Não importa quem seja ou quais livros corram risco da fogueira, este é o tipo de conduta inaceitável e que teremos de enfrentar sempre. Confira 8 queimas de livros no Brasil:

1 - Amado na fogueira: Em 37 obras de Jorge Amado foram para a fogueira pela perseguição imposta aos autores considerado por Vargas e seu Estado Novo, comunistas vermelhos. Um dos nefastos acontecimentos na Bahia pôs fogo em vários livros, entre os autores mais atingidos, Jorge Amado e Lins do Rego;

2 - Até no aeroporto: UM dos historiadores a discutir o assunto, Lucas Pedretti, aponta por exemplo que em 1977 durante a ditadura militar, livros foram queimados até mesmo nas salas da Polícia Federal. Um desses atos em 27 de janeiro daquele anos livros, filmes e revistas foram incinerados;

3 - Iniciativa privada:  Como acontece na maioria dos casos parte da iniciativa privada não raro apóia certas indecências. O mesmo estudo revela que fornos de empresas privadas como os da Companhia que à época pertencia ao Grupo Votorantin foram usados entre 77 e 79 para queimar livros;

4 - Rubem Fonseca também ardeu: Aliás, o trabalho de Pedretti é interessante porque se dedica a vários eventos nefastos do tipo estudando autos de incineração do período da ditadura militar, por exemplo, em junho de 76 Feliz Ano Novo de Rubem Fonseca foi pro forno, e até mesmo Lucíola de José de Alencar;

5 - Censura também é queimar: Quando fala-se que entender o Brasil não é para os fracos, a relação com a queima de livros é bom exemplo. No Estado Novo, Vargas o faz contra a ameaça comunista e a partir da premissa da moral e dos bons costumes, aí depois de suas andanças entre ditaduras e eleições, tem como um dos seus sucessores Jango, deposto pelos militares pelo perigo vermelho do comunista (depois até mesmo Vargas era chamado de comunista), que além de incinerar livros, como Ray Bradbury falava, há mais de uma forma de queimar livros, uma é a censura. No período militar centenas de publicações sequer chegaram ao prelo. Muitos sob a acusação de "atentarem contra a moral e os bons costumes";

6 -  Nem Moderados escapam: Voltando ao Estado Novo, a perseguição aos livros não poupou sequer autores considerados moderados como Gilberto Freyre, ou mesmo Monteiro Lobato, que entre outros também tiveram obras incineradas pelo Regime;

7 - Os Expurgos de Suplicy de Lacerda: Personalidade "famosa" nesta perseguição aos livros é o Ex-Ministro da Educação durante a Ditadura Militar, Flávio Suplicy de Lacerda que organizava pessoalmente expurgos em Bibliotecas queimando de Darci Ribeiro a Sartre, Graciliano Ramos e Eça de Queirós;

8 - As queimas contemporâneas: E a coisa anda feia mesmo, e hoje vivemos novamente com esse risco, como podemos ver neste post com notícias recentes que dão conta de tentativas de incinerar obras. 

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