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10 Recentes distopias brasileiras

Vivemos tempos bastante distópicos em que autoritarismos e opressões tomam distintas formas num mundo cada vez mais polarizado, e, de certo modo, como se tivesse fadado a repetir os erros da primeira metade do Século XX, período que originou as clássicas distopias da literatura. Num universo desse, bastante natural que surjam novas narrativas no gênero, até porque, as distopias geralmente falam mais de seus presentes do que dos futuros projetados. Hoje selecionamos 10 distopias nacionais lançadas recentemente, confira:

1 - O Ditador Honesto, de Matheus Peleteiro: Em breve teremos resenha aqui no blog desta novidade nacional. Trata-se de uma sátira com alvo distinguível, mas para além disso, uma visão irônica da própria sociedade, num projeto que parece promissor. Minha primeira olhadela na obra lembrou-me de Não Vai Acontecer Aqui, de Sinclair Lewis;

2 - Ninguém Nasce Herói, de Eric Novello: Primeiro livro do autor publicado pela Seguinte, selo da Companhia das Letras, apresenta um Brasil distópico governado pela religião. Pela sinopse, parece a união de Fahrenheit 451 e O Conto da Aia, mas tratando da temática LGBT+;

3 - Hope, de M. V. Nery: Falando em narrativas LGBT+,  essa obra nacional prefere ambientar nos Estados Unidos, mas poderia ser aqui, de fato. Uma obra com algumas virtudes e alguns defeitos que tratamos  em nossa resenha;

4 -  A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler: Umas das mais antigas desta lista, talvez por isso sua natureza mais branda. Está mais para a ficção científica que para abordagem política, que geralmente predominam nas distopias. Temos a resenha aqui;

5 -  Teocrasília, de Denis Mello: Uma HQ que teve financiamento coletivo e que é muito interessante. Narra a tomada de Brasília pela bancada evangélica, e além dos traços, a parte e a narrativa são muito interessantes e de qualidade. Dá pra dar uma conferida no site do autor;

6 - Todos Os Dias São Difíceis na Barbúria, Márcio Catunda: Distopia do poeta e diplomata brasileiro, a obra trata do automatismo e da burocracia em que Barbúria é como um microcosmos de muitos lugares do mundo atual. O Autor tem mais de 40 obras publicadas;

7 - Sul, de Veronica Stigger: Uma distopia na ponta do país numa Porto Alegre em 2035 numa obra que atraiu boa crítica em que diferentes gêneros literários encaixam-se;

8 - Boas Meninas Não Fazem Perguntas, de Lucas Mota: Narrativa distópica que também aborda a opressão de gênero deste jovem autor do Paraná que é bastante militante na prática literária. Dá pra conhecer seu trabalho pelo site;

9 - A Ilha dos Dissidentes, de Bárbara Morais: Um dos exemplos de maior sucesso comercial da lista e que surfou bem na onda de Jogos Vorazes e Divergente e que também parte para essa vertente de distopias brandas, se comparadas aos livros que originaram o gênero;

10 - Cidades-Mortas, de Dener B. Lopes: O anagrama meio óbvio entrega de cara a que o autor está se referindo, numa distopia que fala de um Brasil de conflitos raciais e mescla algumas distopias recentes, além de trazer políticas recentes em termos históricos na África do Sul e nos Estados Unidos para o interior de sua obra; 

2 comentários:

  1. Distopia é uma dos gêneros de ficção científica preferido entre os brasileiros junto da space opera e o cyberpunk, essa lista é só uma amostra da criatividade dos escritores nacionais em trazer novas abordagens em conceitos já largamente utilizados.

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