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7 "Previsões" que mostram que Ray Bradbury é melhor que Nostradamus

Quem curte ficção especulativa tem dois grandes prazeres: um que é compreender seu próprio tempo em que foi escrita, e o outro, claro, é observar o quanto as especulações confirmaram-se ou não. Nesse campo muitos autores são vistos como "profetas" do futuro, como Verne, Adams, Asimov, etc... Ray Bradbury de As Crônicas Marcianas e Fahrenheit 451 nem sempre é lembrado nesse time. Por isso elaboramos esta "lista-batata" com "previsões" do autor para o futuro, confira:


1 - O Quarto Poder:  A mídia em especial a televisão muitas vezes foi posta como um quarto poder moderador, papel que vem sendo visto com suspeitas especialmente em anos mais recentes, fruto também do desenvolvimento da Internet. Na verdade, atualmente ela está desnuda em suas intenções e relações de poder, as pessoas com desconfiança em relação a ela. Mesma desconfiança de Bradbury quando em 1953, numa tevê que começava a se espraiar pela massa americana, o autor "previu" a tendência do uso desse meio de comunicação como forma de alienação e entretenimento.  No romance Mildred quer gastar o que não tem para instalar sua "quarta parede" e se tornar ainda mais interativa com o veículo. Ah, sim, a televisão em sua maioria era ainda preta e branca e Bradbury também observou que o caminho era o da interatividade;

2 - Os Reality Shows: Muita gente viu em Jogos Vorazes uma crítica aos reality shows, coisa de nosso tempo. Mas antes dele vieram filme como O Sobrevivente com o Arnold, e ainda antes Guy Montag participou ao melhor estilo TruTV de seu próprio reality ao ver-se filmado durante sua fuga transmitida para milhões de espectadores;

3 - A TV Portátil: Os invejosos dirão que é um smartphone, mas me contento já com a "previsão" de uma televisão portátil: "Faber levou Montag rapidamente para o quarto e afastou para o lado a moldura de um quadro revelando uma tela de televisão do tamanho de um cartão-postal. - Eu sempre quis algo bem pequeno, algo que eu pudesse esconder na palma da mão..."

4 - Identificação Biométrica: Bradbury também descreve em seu livro algo que nos é cotidiano, no banco, nas urnas, enfim, o fato é que em 1953 Guy Montag entrava assim em casa: "(...) enfiou a mão no orifício em forma de luva e seu toque foi identificado..."

5 - Kindle/Tablets: Tudo bem, eu sei, muitos autores descreveram produtos semelhantes a estas invenções contemporâneas, entre eles Bradbury que em As Crônicas Marcianas, num de seus contos descreve um aparelho de leitura muito semelhante com tablets e kindles;

6 -  Banco 24 Horas: A coisa hoje é tão avançada que o Itaú inventou mais seis horas no dia, mas lá em 1953 com Fahrenheit 451, o autor abordou a comodidade de sacar dinheiro 24 horas por dias com robôs lhe atendendo. Se ele cobrasse royalties da ideia, ia lucrar uma graninha;

7 - Robô/drones: Tá, não estou falando do drone que voa, fique claro, mas o conceito dos robôs anti-bombas, dos voos mecânicos e não tripulado, que estão presentes no estranho sabujo mecânico que é o grande terror na fuga de Guy Montag.

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