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7 Distopias e o alerta para o perigo de misturar política e religião

Uma característica ocidental é a divisão entre Estado e religião, seja nas suas democracias, seja em seus governos de ares ditatoriais. Dito isso, qualquer pessoa de bom-senso deveria saber que a perfeição é mais do que subjetiva, não existe, porque depende de valores individuais e coletivos que variam de grupo para grupo, assim ainda que nossos melhores exemplos de sociedades tenham problemas, a coisa pode piorar, como quando se mistura Estado e religião. Esta tem sido uma preocupação (não só de agora) que tem crescido, especialmente entre brasileiros, por isso listamos 7 distopias que alertam para o perigo de misturar religião e política, confira:

1 - O Conto de Aia, de Margaret Atwood: Publicado pela primeira vez em 1985, e recentemente voltando a fazer sucesso, em parte pela adaptação em série pela Netflix, o romance mostra o totalitarismo teocrático pode ser violento, no caso do livro, especialmente contra as mulheres, vítimas das religiões há muitos séculos;

2 - Ninguém Nasce Herói, de Eric Novello: Meu professor de literatura costuma dizer que "para entender nosso presente basta observar como os autores observam o futuro". Parece o caso desta recente narrativa distópica do autor brasileiro que imagina o país sob um regime fundamentalista religioso, com elementos como em Fahrenheit 451 e suas queimas de livros;

3 - Não Vai Acontecer Aqui, de Sinclair Lewis: Não é uma distopia comum, mas carrega elementos que mostram, inclusive a preocupação dos americanos com a possibilidade de um regime totalitário na América, e isso, lá em 1935, neste romance que agora está sendo publicado no Brasil pela Alfaguara. Na obra, um populista com apoio de religiosos toma o poder, e bem, contradiz do título e a descrença de quem mesmo ouvindo barbaridades de certos políticos ainda acha "que não vai acontecer";

4 - Submissão, de Michel Houellebecq: Livro de 2015 bastante polêmico que traz uma França a partir de 2022 governada por fundamentalistas islâmicos após estes terem disputado com a extrema-direita o segundo turno das eleições;

5 - Teocrasilia, de Denis Mello: Um projeto para quadrinhos que está captando recursos de financiamento coletivo bem interessante com um futuro de um Brasil que é tomado pela bancada evangélica e que trata da política recente como as jornadas de junho e golpe parlamentar de 2016. O cenário é bastante sombrio, embora no final eles acendam (como do distopismo à brasileira) luzes de esperança depois do horror;

6 - Admirável Brasil Novo, de Ruy Tapioca: De 2001, a obra de Tapioca também traz tristes previsões para o Brasil num cenário distópico em que é governado por um bispo evangélico, tipo tem acontecido em algumas prefeituras por aí e com resultados pouco animadores;

7 - 2084, O Fim do Mundo, de Boualem Sansal: Inspirado em 1984, o livro (acho que não foi publicado por aqui) também traz uma distopia apocalíptica com um governo islâmico.

Um comentário:

  1. Adorei essa seleção de livros e o tema.
    O único dessa lista que eu li foi o da Atwood que é maravilhoso <3

    Beijos

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