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10 Considerações sobre O Código do Apocalipse, ou porque todo fanatismo é tenebroso

O Blog Listas Literárias leu O Código do Apocalipse, de Adam Blake, publicado pela editora Novo Conceito; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Com corpo e jeitão de thriller policial e trejeitos de ficção fantástica, O Código do Apocalipse é praticamente uma sequência de Manuscritos do Mar Morto, trazendo de volta a policial (agora ex) lésbica Heather Kennedy e com desdobramentos de sua relação hostil com os fanáticos do Povo de Judas, grupo religioso que mantém seu anonimato no mundo enquanto aguarda por suas profecias;

2 -  Todavia, a despeito do histórico de Kennedy com o Povo de Judas, nesta sequência tal hostilidade irá justamente embaralhar o jogo de alianças e e controle, enquanto ela é colocada diante uma nova investigação relacionada a documentos antigos, desta vez tendo de enfrentar dissidências entre os fanáticos;

3 - Neste novo volume Heather está fora da polícia e atua como investigadora particular, de modo que mergulha plenamente no submundo totalmente a parte da realidade que conhecemos, habitando quase que um universo paralelo dentro do nosso próprio universo, agindo totalmente por conta própria numa jornada de ritmo sempre vertiginoso;

4 - Nesse sentido, vale portanto dizer que para os leitores que primam pela ação e pelo frenesi esta é uma leitura que reúne as principais características do gênero, com intensidade e ação constante em suas cenas de tensão em que dados momentos o fim parece inevitável;

5 - Além disso, o livro ainda integra ao romance, além de personagens já conhecidos como Tillman e Kennedy, novas figuras como Diema e Rush, que embora um pouco caricatos e clichês (ela, a valentona destemida e mortal assassina que revelará seu lado humano, e ele meio paspalhão e sem sentido que se revelará ao final), dão sustentação à ação, além de certo alívio cômico (no caso dele);

6 - Contudo, ainda que com tais premissas que satisfazem os fãs do gênero, vale dizer que trata-se de mais uma abordagem com ares conspiratórios que buscam ligar textos antigos com alguma seita ficcional que tornou-se prolífica a partir das narrativas de Dan Brown, que no caso do romance aqui tratado tem virtudes, mas também questões que chamam a atenção e reforçam o exaurimento do tipo de trabalho (o livro é de 2014);

7 - Em parte porque nesse caso específico o pacto com a verossimilhança sofre um bocado, pois a trama em sia é dotada de alguns exageros que a aproximam da literatura fantástica, inclusive pelo fato da supervalorização das características de suas personagens, sejam elas amigas ou inimigas;

8 - Esse toque etéreo, inclusive é reforçado por seu desfecho que acaba advogando para a predestinação, o que acaba afastando um pouco a obra da narrativa policial, e soando um tanto improvável e colocando todo o desfecho de certa forma ao sabor do acaso;

9 - Desta forma, ainda que façamos tais observações, de modo geral é uma obra para leitores que gostam e curtem a ação espetaculosa, como se fosse uma destas obras em que um pequeno e forte grupo luta para salvar o mundo contra uma organização poderosas e cruel com planos medonhos para matar uma porrada de gente;

10 - Enfim, para quem gosta de ação  e narrativas vibrantes e frenéticas, o livro cumpre com o papel que se destina, sendo uma alternativa interessante de leitura.


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