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10 Considerações sobre Princesa de Papel, de Erin Watt ou sobre "comer o pão que o diabo amassou"

O Blog Listas Literárias leu Princesa de Papel, de Erin Watt publicado pela editora Essência; neste post as 10 considerações da Gi sobre o livro, confira:

1 - Princesa de Papel é tipicamente um conto de fadas, mas daqueles em que a protagonista sofre uma centena de provações que nos faz sentir pela própria personagem tamanhos são seus dramas e sofrimentos que às vezes inclusive nos revoltamos com o sofrer e a ingenuidade da protagonista;

2 - Para tanto, o livro nos narra a história da jovem Ella Harper, uma adolescente que não tinha nada na vida mas que tudo começa a mudar quando um amigo de seu pai torna-se seu tutor fazendo com que de repente ela precise penetrar num novo mundo, bem como ter de lidar com novas descobertas, isso num ambiente inóspito e hostil;

3 - Ella, por sinal, sequer conhecia o pai, e, a partir dos 15 anos teve de se virar sozinha com a morte da mãe deixando sempre clara a presença destes elementos clássicos dos contos, mas numa trama contemporânea que a despeito de uma aparente mudança positiva ao ser levada para casa de Callum Royal, tudo é transformado num verdadeiro inferno pessoal ao passo da resistência dos filhos de Callum com ela, mergulhando-a desta forma num universo de brigas e humilhações;

4 - Contudo, muitas outras mudanças vão ocorrendo com a jovem, e ainda que se pudesse pensar que o conto de fadas dá-se pelo surgimento de uma grande herança e pelo fato de ela descobrir ter ficado milionária, isso por si só aumenta seus problemas e suas guerras particulares que não lhe dão um único momento de paz;

5 - Além disso, lógico que não poderia faltar nesse enredo os amores conturbados, que no caso de Ella traduz-se em seu relacionamento entre tapas e beijos com Reed Royal, um relacionamento, diga-se, para lá de prejudicial visto que o rapaz vai cada vez mais revelando-se como um grande imbecil diante da ingenuidade da jovem heroína incapaz de perceber as sacanagens à sua volta;

6 - Entretanto, batalhadora e dedicada Ella por sua vez tenta lutar para fazer as coisas darem certo, ainda que mergulhada num mundo ódios e mágoas e acima de tudo manipulada por uma destas paixões que nascem sem controle ainda que prejudiciais a quem as vive. Desse forma entre um sofrimento e outro ela vai se adaptando à nova realidade, inclusive conseguindo traçar relações mais sadias com outros integrantes da família Royal;

7 - Assim, somos plenamente envolvidas pelas características díspares de Ella e Reed, ele um garoto problemático e arrogante que tende a culpar os outros sendo incapaz de lidar com perdas passadas, e com isso destilando seu ódio em Ella, que aliás, narra em primeira pessoa esta narrativa e com isso nos amplia a percepção de ingenuidade da protagonista que a despeito de sua inteligência e independência em muitos momentos é incapaz de perceber as armadilhas a sua frente;

8 - Deste modo temos então uma leitura intensa capaz de nos fazer rir e chorar ao mesmo tempo em uma leitura que nos faz amar uns e "odiar" outros de tal forma que nos apaixonamos pela leitura;

9 - Sem falar que trata-se de uma leitura viciante (eu li num único dia) que não nos deixa abandonar suas páginas pela riqueza e diversidades de questões presentes, na ação contínua e além disso conseguir captar os principais elementos das grandes, eternas e universais histórias de amor que sempre encontraram espaço entre leitoras e leitores que gostem de um bom romance;

10 - Enfim, Princesa de Papel é uma leitura maravilhosa e imperdível que certamente poderá mexer com os sentimentos de suas leitoras com sua miríade de sentimentos, intensos e fortes, tanto os positivos quanto os negativos numa luta constante entre o o amor e o ódio através da trama de uma protagonista dedicada e que mais do que sofrer, enfrenta os desafios que a vida lhe apresenta.



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