Copa do Mundo tem a natureza de concentrar a atenção do mundo inteiro, por isso, geralmente só se fala nela, em jornais, internet, etc. Em uma época dessas como falar de livros quando todos estão focados nos jogos? Mas, a despeito do que pode se supor, podemos relacionar esses dois mundos maravilhosos e até de forma inesperada. Jogadores de futebol [embora tenhamos boas listas aqui] nem sempre são associados aos livros e à leitura, pensá-los enquanto escritores, então... mas essa lista vai te supreender. Selecionamos 10 jogadores e jogadoras de futebol que se tornaram escritores (as) de livros de ficção, confira [obs.: Uma questão importante é lembrar que o mercado editorial fora do Brasil muitas vezes encontra celebridades que assinam seus nomes vistosos e encomendam trabalhos a gosthwriters, o que pode ser o caso de alguns nomes aqui]:
1 - Emmanuel Petit: Para que nos atiramos a esse pesquisa. Deu gatilho! Isso porque quem abre a lista estava naquela fatídica final da copa de 1998 que brasileiro nenhum gosta de lembrar. Mas deixemos isso de lado, o que importa aqui é a carreira literária. Petit depois de encerrar sua carreira se dedicou à escrita, entre suas obras, dois livros de ficção escritos em parceria com o autor Gilles Del Pappas. Os livros pertencem a uma série de romances policiais tendo o Comissário Paccini e que têm o futebol como cenário. A série começa com Dernier Tacle;
2 - Frank Lampard: Um dos maiores nomes da Premier League e certamente um dos inesquecíveis atletas a vestir a camisa de seleção inglesa. Na literatura, Lampard assina a autoria de obras infantojuvenis com um personagem chamado Frankie e, claro, que curte um bocado o futebol;
3 - Alex Morgan: Bicampeã mundial e campeã olímpica, certamente está entre as maiores jogadoras de futebol. Na literatura assina a autoria da série de livros juvenis The Kicks, que recentemente virou série na Amazon. Novamente o universo do futebol está incluso nas narrativas;
4 - Steve Bruce: Zagueiro inglês nos anos 80 e 90 e depois treinador, o defensor também encontrou espaço para a literatura e assina uma trilogia de romances policiais (Striker!, Sweeper! e Defender!) que ganhou certos ares cults entre os leitores ingleses. Seus livros são muito procurados por colecionadores no Reino Unido;
5 - Pepe Mel: Atualmente treinador do Tenerife, o ex-atacante teve carreira passando por importantes clubes de La Liga, entre eles, o Real Madrid, se tornou um romancista bastante respeitado na Espanha chegando ao sexto livro El Despertar del Diablo, publicado em 2024. Suas obras tendem ao romance histórico permeados de muito suspense;
6 - Marcus Rashford: E não é que tem jogador disputando a Copa do Mundo 2026 que também assina suas publicações literárias. Em parceria com Alex Falase-Koya o atleta assina a série d elivros publicadas a partir de 2022, The Breakfast Club Adventures, com mistérios juvenis que certamente incentivam a leitura entre a gurizada;
7 - Terry Venables: Vejamos que os ingleses parecem liderar nossa lista. Ex-jogador e ex-treinador, inclusive da seleção, falecido em 2023, em seu currícul também consta a publicação de uma obra literária escrita em conjunto com Gordon Willians. They Used to Play on Grass é uma ficção científica distópica em que as coisas se decidiriam nos gramados [sério, agora nós queremos ler esse livro];
8 - Leah Williamson: Mais uma atleta do futebol feminino e mais um nome da Inglaterra, onde esse movimento de astros do futebol parece bem comum. A atleta assina uma série de livros adolescentes que mergulha tanto na história quanto na superação feminina, além do futebol, é claro;
9 - Miguel Pardeza: O espanhol ex-jogador do Real Madrid é um dos raros casos de intelectuais no futebol. O ex-atleta inclusive é formado em Filologia Hispânica e além de ficções, costuma publicar ensaios. Na ficção sua principal obra é Angelópolis, de 2022;
10 - Tostão: Ah, sim, estamos falando de ficção nessa lista, e aqui temos um nome complexo considerando isso. Mas gostaríamos de trazer um brasileiro para a lista, e já é bastante difícil termos nossos atletas intelectuais, soma-se a isso o fato de que o mercado editorial aqui é mai afeito às biografias e opera um tanto diferente. Dito isso, a inclusão de Tostão se justifica que embora não tenha publicado romances, um dos nossos maiores craques em campo, também o era em suas crônicas. A crônica esse gênero ambíguo e de fronteiras nem sempre perceptíveis entre o real e a ficção. Seus textos são passeios indispensáveis para quem procura o encontro entre a escrita e o futebol.

