Ler é um hábito que deve ser incentivado em todos os setores, porém. em muitos casos a rotina de trabalho pode representar um desafio maior a quem deseja ler mais, pois muitas profissões, cada uma a sua maneira, impactam no tempo e no cansaço físico e mental que podem atrapalhar um bocado na hora da leitura. Neste post selecionamos algumas profissões que às vezes são inimiga dos livros, confira:
1 - Professores: Pode parecer contraditório já que estamos falando de uma profissão em que a leitura e os novos conhecimentos são essenciais. Contudo, as longas jornadas de trabalho (muitos professores trabalham 3 turnos), a necessidade de trabalhar além da carga horária (planejamento, correções, atendimentos, etc..), o cansaço causado pela rotina exaustiva entre cobranças burocráticas, estresse psicológico devido questões comportais, enfim, diante um cansaço coletivo que a profissão enfrenta, o espaço para leitura é bastante reduzido e muitas vezes isso leva à redução do volume de leitura e em alguns casos a extinção deste hábito tão importante;
2 - Operários/produção: É possível haver resistência, em frente ao meu prédio havia um trabalhador de uma fábrica que diariamente aproveitava os parcos minutos do horário de almoço para ler um livro, mas convenhamos, isso é raríssimo. E não por culpa dos trabalhadores. Primeiro o afastamento intencional que o sistema constrói entre classes populares e a literatura e aqueles que ainda conseguem vencer essa barreira, de modo geral enfrentam longas rotinas no percurso entre trabalho e a casa, uma jornada de trabalho 6x1 de modo que o espaço para o lazer quase não há;
3 - Trabalhadores em aplicativo: Aqui muitas vezes rola a escala 7x7, a necessidade de estar sempre em movimento entre uma entrega [ou corrida] e outra; plena atenção à corrida por aceite de de um trampo. Soma-se a isso as longas jornadas diárias para garantir alguma rentabilidade e então todo o tempo é subtraído sem que haja espaço para a leitura;
4 - Trabalhadores em supermercados: Escalas dinâmicas, longas jornadas e na maioria dos casos uma escala 6x1, além de, novamente, termos de considerar os deslocamentos. Há quase nada de horas aos trabalhadores em mercados que inclusive precisam trabalhar em domingos e feriados. Como conciliar a leitura com essa rotina?
5 - Caminhoneiros: Caso caminhoneiros queiram ler mais, com certeza encontrarão dificuldades. A rotina na estrada é bruta, horas e horas dirigindo e, para piorar, sempre sob tensão, seja pelas condições de estrada, pelo risco de assaltos, etc. Além disso, a infraestrutura nas rodovias é péssima, o que forma um conjunto implacável no desejo pela leitura;
6 - Agentes de limpeza urbana: Aqui um problema ainda mais específico: um dos trabalhos fundamentais de uma sociedade, porém com provavelmente um dos piores salários. Não há como um trabalhador de limpeza urbana conseguir encaixar em seu orçamento a compra de livros. Muitos [e temos belos exemplos desses casos] quando conseguem livros são os jogados fora por alguém;
7 - Frentistas: Outra profissão que não para nunca e é praticamente invisibilizada socialmente. Uma carga horária que geralmente passa das 8h diárias, uma escala 6x1 e com muitos sábados, domingos e feriados trabalhados. Muitos ainda enfrentam longos deslocamentos e lidam o dia inteiro com o público, uma relação muitas vezes estafante.
