10 Melhores raios da literatura

Pois nos últimos dias não é que os raios estão populares. Raios são sempre sinais a serem interpretados, elemento que remete à força, poder, misticismo... E não é que na literatura eles também estão presentes. No post de hoje selecionamos (juramos que nada tem a ver com certos acontecimentos a inspirar-nos) 10 dos melhores raios da literatura, confira:


1 - O pastor e suas ovelhas: O desfecho de Enterre seus mortos, de Ana Paula Maia entrega-nos uma cena bastante simbólicas. Uma pastor e dezenas de ovelhas carbonizadas por uma raio. Seria um castigo? Castigo ou não, muito trabalho para Edgar Wilson, o sorumbático recolhedor de cadáveres da narrativa;

2 - Raios no sertão: raios podem iluminar, trovões podem assustar, congelar, mas não Riobaldo que na travessia do Liso do Sussuarão e próximo aos embates com Hermógenes enfrenta tempestades, mas como ele mesmo diz "Com trovôo. Trovoadão nos Gerais, a rôr, a rodo...", dali ele poderia voltar? não, cremos que não... os raios em Grande Sertão: Veredas geralmente são compreendidos como elementos metafísicos;

3 - O ladrão de raios: na mitologia grega o raio é instrumento mais poderoso do Olimpo é o raio de Zeus. Só que em Percy Jackson essa poderosa ― e simbólica arma foi roubada, cabendo ao jovem heroi, um semi-deus resgatá-la;

4 - Raios rosas: Um raio um tanto diferente, mas compreendido como raios são as luzes que Horselover Fat considera divinas em Valis, de Philip K. Dick. Na verdade esses raios rosas teriam sido vistos pelo próprio autor em uma experiência teofânica que teria vivido. Já pensou, ser atingido por raios que te coloquem em contato com Deus e te tragam mensagens? É o que ocorre aqui;

5 - Raios de calor: Em Guerra dos mundos primeiro vem a estrela cadente, depois se encontram os marcianos e a a guerra começa a tomar forma mesmo quando aquelas estranhas máquinas passam a incinerar todo mundo com raios de calor. Clarões tomam a noite aumentando o pânico. Nesse caso temos raios artificiais, será que seriam raios de antenas Harm?;

6 -   Destruindo limpa-neves: Os King gostam de piromaníacos, e em Mestre das Chamas, de Joe Hill, Harper é capaz de jogar seus raios de fogo e suas chamas incandescentes. Em uma de suas práticas é com um raio de fogo que a pobre máquina;

7 - Partindo a árvore em duas: Uma das enigmáticas cenas em Jane Eyre é justamente quando em uma tempestade (oba, voltamos aos raios raiz) parte uma pobre árvore em duas partes iguais, Quue coisa, não, a natureza estava mandando seus recados?

8 - O que mostra o raio: Um raio pode te partir, te incinerar, bem, pode te ferrar. Mas além disso podem revelar, trazer luz, mas a luz pode mostrar aquilo que deveria estar nas sombras. Imagine você voando em uma noite, avião por sí só, assusta, quando um raio ilumina sua janela e você vê o que não deveria se movendo pelas asas do bólido? É o que ocorre em "Pesadelo a vinte mil pés", conto de Richard Matheson;

9 - Batalha de raios: relâmpagos e trovões já assustam em qualquer lugar, porém, no topo de uma montanha gelada? No meio de uma caçada ao tesouro? Longe de qualquer abrigo? E pior, não uma tempestade normal, mas uma verdadeira batalha de raios e trovões estabelecida a sua frente. É o que ocorre durante a travessia de Bilbo e os anões pelas Montanhas Sombrias;

10 - Raio e Frankenstein: Há algumas tempestades e raios em Frankenstein, de Mary Shelley, mas certamente é a cena em que o Dr. Frankenstein fica a admirar uma tempestade até que um raio faz um carvalho em mil tiras de madeira é uma das mais emblemáticas e simbólicas.

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