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7 Grandes carteados da literatura

Truco e retruco. Bati. Pifei. O carteado, ou melhor, os jogos de cartas vira e mexe são uma constante em nossa cultura, uma canastra aqui, um pôquer ali. No post de hoje selecionamos sete momentos da literatura que certamente vão agradar os apreciadores de um bom carteado, confira:

1 - Pif-paf com políticos: Vila dos Confins é de um todo lírico, inclusive com provavelmente uma das cenas da literatura de melhor representação de um carteado noturno, valendo alguns contos de réis. Somos transportados ao ambiente cheio da adrenalina noturna quando Chico Belo testemunha uma noitada de pif-paf, também conhecido como pife ou cacheta, na casa do Secretário de Interior. Mário Palmério reproduz com uma grande força visual e sensorial os agitos de uma mesa de jogatina;

2 - O Truco: Jorge Luis Borges é um mestre de grandes qualidades e seu poema O Truco produz uma forte alegoria entre este jogo de cartas e Buenos Aires com cartas voejando por seus versos;

3 - Carteado na casa dos Albernaz: Outra turma que se regateava no carteado é a que se reunia na casa do casal Albernaz em Triste Fim de Policarpo Quaresma. Numa destas noites a escolha fora pelo solo e as "falas sacramentais" do jogo "solo, bolo, melhoro, passo" intercaladas com as curiosidades da sociedade em especial, Dona Quinota;

4 - Distração no cangaço: Nem só de bala e facada no bucho se faz o cangaceiro, às vezes é preciso distrair as ideias, como quando da passagem de Riobaldo pelo Goiás. Numa tarde de chuva a turma teve de se dedicar ao carteado para passar o tempo, coisa simples, rouba-monte e escopa "porque truque eu não consentia, por achar que me faltava floreado rompante para os motes e gritos, que nesse endiabrado jogo compertencem";

5 - Namoro e carteado: Jogo ingênuo para namorados comportados a bisca era uma das atividades que às vezes os enamorados de O Cortiço, Pombinha e o Costa jogavam em seus encontros;

6 - Pague para ver ou chore para sempre: Já para quem gosta de uma boa mesa de pôquer, poderemos acompanhar uma cena memorável em Misto Quente do Bukowski numa noite de particular sorte de Hank, regada, claro, a apostas, bebidas e obviamente alguma confusão e violência ao cabo da noite e da bebedeira;

7 - Pôquer do Dr. Evaristo: Em literatura toda cena é essencial, mesmo um carteado. Tanto que em Ficções e Confissões o crítico Antonio Candido usa justamente de uma cena de um jogo de pôquer em Caetés, de Graciliano Ramos, para demonstrar as habilidades do autor em caracterizar seus personagens;

Diga aí nos comentários sua cena predileta com jogos de cartas.

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