Header Ads

10 Livros brasileiros para refletir sobre a violência urbana

Tem se falado muito nos tempos de agora sobre segurança, ou especificamente sua falta. Mas seja na política ou nos tribunais digitais das redes sociais, é uma discussão quase sempre pauta por visões rasas, ingênuas ou maldosas, dependendo do campo que habite o "opinador". Os coerentes sabem que o problema é bem mais complexo, e acreditamos que a literatura possa contribuir com diferentes reflexões sobre o tema. Neste post selecionamos 10 livros brasileiros para refletir sobre a violência urbana, confira:

1 - Cidade de Deus, de Paulo Lins: O romance adaptado com muito sucesso para o cinema é um verdadeiro tratado antropológico social e cultural acerca da violência urbana no país, capaz de romper com qualquer dicotomia, pois uma análise profunda da obra revelará diferentes raízes e caules a dar sustentação a esta tragédia social que somos nós;

2 - Capão Pecado, de Férrez: Se Cidade de Deus trata das favelas cariocas, esta obra de não tão fácil classificação quanto ao gênero, tem um pouco de autoficção, contos, crônicas e romance, trazendo com uma voz autêntica a realidade do Capão Redondo, lugar pobre e violento da maior metrópole do país. A obra, aliás, estabelece um diálogo interessante com a narrativa de Lins;

3 - Oeste, A Guerra do Jogo do Bicho, de Alexandre Fraga: Se existe uma potencialidade original na literatura policial brasileira, esta é nosso permanente processo de violência urbana e corrupção. Estas coisas estão presentes neste romance policial em tons realísticos abordando um cenário de guerra urbana pela disputa entre bicheiros, algo como a primeira geração do crime e morte nas comunidades cariocas, antes da ascensão do tráfico, e hoje das milícias;

4 - Elite da Tropa, de Rodrigo Pimentel e Luiz Eduardo Soares: Como Cidade de Deus, obra da grande recepção nas livrarias e nos cinemas, só que aqui, o inferno cotidiano da violência urbana é acompanhado pela perspectiva da polícia, o que não impede o livro de tratar dos próprios flagelos destas instituição, como a corrupção;

5 - Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca: Em pleno regime ditatorial que buscava esconder a realidade da violência urbana, o autor foi um dos primeiros a tratar do tema em nossa literatura, e com grande impacto. A obra reúne contos como o que dá nome ao livro, expõe aquilo que não era para ser exposto: a violência urbana e a degradação social;

6 - Esta Terra Selvagem, de Isabel Moustakas: Aqui, neste trabalho recente, a violência urbana apresentada tem raízes na intolerância e no ódio banal, que de certo modo fala destes nossos agoras em que coisas como nazismo e fascismo encontram defensores públicos. É uma narrativa rápida e de extrema violência, expondo o cenário da metrópole paulista a seus rancores e ressentimentos;

7 -  O Tribunal de Quinta-Feira, de Michel Laub: Trazemos este livro aqui porque talvez melhor represente um novo (mas velho) tipo de violência que não podemos dizer que não seja urbana. O mundo virtual amplia as cidades de seu espaço físico, suas ruas e prédios, e este é um local tão violento quanto o beco mais sinistro da cidade;

8 - Eles Eram Muitos Cavalos, de Luís Rufatto: Outra obra bem recebida pela crítica, tanto brasileira quanto pela crítica internacional em que a metrópole e sua violência social são temas e constituintes da estética literária;

9 - O Sol na Cabeça, de Geovani Martins: O livro de contos e um dos maiores sucessos recentes na literatura nacional, traz a voz da própria comunidade para narrar e mostrar grau de violência a que estão mergulhados os moradores das favelas cariocas;

10 - Sobrevivendo no Inferno, por Racionais MCs: Livro trata do disco e do rap dos Racionais, uma das mais representativas expressões culturais da periferia brasileira, esta, certamente a maior vítima do processo de violência urbana e caos social deste país. 

Nenhum comentário