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10 Razões para conhecer o jornal literário RelevO

O Daniel Zanella, editor do jornal literário RelevO, nos enviou alguns exemplares do jornal e um cheque de R$ 100.000,00 para falarmos aqui do RelevO. O cheque, por incrível que pareça, não chegou, mas o pacote com jornais apareceu, e claro, inventamos de ler o que tinha ali. Só por isso listamos 10 razões para quem gosta de literatura conhecer esse veículo, confira:

1 - O jornal RelevO, imagino que vocês não consigam acreditar, nem eu, já está na sua nonagésima edição, sendo exclusivamente um veículo literário, de qualidade, o que, claro, justifica o fato de ser péssimo em auferir lucros e assim não tornar-se desejo de compra pelas Organizações Tabajara de Comunicação;

2 - Bem, lucro não seria fácil de conseguir mesmo, porque sua assinatura anual de módicos 50 FHCs; só compensa mesmo ao Leitor (O ele maiúsculo é porque este é o tipo de leitor que certamente é atraído pelo jornal), porque para os donos das Organizações Acme, a luta é no balanço mesmo. Além disso, os executivos do RelevO, ou por protesto anticapitalista ou inépcia-business, ainda disponibilizam todo o conteúdo no issuu freezinho da silva. Mas se você resolver visitar por lá, reserve algumas semanas para a imersão, porque tem muita coisa boa;

3 - Mas deixemos essas questões administrativas, o legal, me parece das publicações do jornal é que há uma placa por lá proibindo a entrada de parentes, amigos e aquela troquinha básica de favores (sim, eles perecem não gostar de dinheiro), de modo que o conteúdo publicado por lá é de uma qualidade a fazer folhas e mapas mundis chorarem (ou não). No que eu vi e li no RelevO, é literatura trabalhada com respeito e seriedade que não se vê por aí;

4 - Na verdade, o impresso meio que tem ares vanguardista, ainda que vanguarda já nos seja uma coisa doutros séculos, mas é que em suas páginas tem de tudo, muita coisa experimental e interessante, tanto em texto quanto em imagens;

5 - Sem falar que tudo está embebido nos mais diferentes ácidos, que independentemente do gênero publicado, tudo é meio que uma porrada estomacal no leitor, a boa e velha literatura em sua existência original mesmo;

6 - Crônicas, contos e muita poesia, tudo por olhares argutos de seus autores. Quem gosta de traduções então, é gozo sem pornografia, porque os tradutores se puxam apresentando textos nem sempre vistos nas rodas sociais da literatura; Sem falar que a própria questão dos gêneros é mera placa de sinalização no Brasil, geralmente escondidas pela macega. Muito do material publicado esgarça essas questões dos gêneros literários;

7 - Os caras ainda são cheios de marra, e possuem no jornal até a figura aposentada na maioria dos impressos do "ombudsman" (dá um google por sua conta e risco), que no RelevO são convidados, geralmente gente fina dos gabaritos como o Ricardo Lisias;

8 - Se tenho uma queixa do pacote que recebi (além do cheque dos cem conto, claro), é que nestes exemplares o conto, ainda que presente, não era a última bolachinha do pacote, pois os ensaios, artigos, poesias, as crônicas e o resto das coisas que não podemos classificar pareceram dominar um pouco mais este espaço literário;

9 -  Portanto, não que eu já não tenha puxado o saco o suficiente (tipo o Noblat com a Dona Marcela), não me escutem, deem uma conferida lá no material do jornal que vocês provavelmente concordem com este post. Particularmente desconhecia o jornal, com isso uma outra parte da literatura nossa sendo feita, discutida e pensada, e feito com competência (lógico, excetuando-se os lucros; aliás, a relação do jornal com dinheiro é tão estranha que eles até publicam o balanço das edições, imagina só se o governo pensasse da mesma forma) que acima de tudo joga na nossa cara (tipo certas canções por aí) a dificuldade que temos de acompanhar tanta coisa sendo feita por aí pela literatura, uma deles é o RelevO, que é umas das mais relevantes;

10 - Enfim, não se quer aqui fazer avaliações, pois estas devem ser dos textos por lá publicados, todos com responsabilidades literárias, independentemente da forma ou estética com que são apresentados. Reserve seus FHCs, assalte um banco, ou peça pro Gedel. Vale a pena colaborar com esse trabalho, mas vale ainda mais ler as publicações literárias do RelevO.

 

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