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10 Considerações sobre Os Criadores de Coincidências, de Yoav Blum ou por que ficar desconfiado

O blog Listas Literárias recebeu das provas antecipadas de Os Criadores de Coincidências, de Yoav Blum que será lançado pela editora Planeta no próximo dia 15 de setembro. Neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Os Criadores de Coincidências é uma narrativa jovem cheia de alternativas que acima de tudo é uma história de amor, destas com grande capacidade de entreter e encantar leitores de todo o mundo por causa de suas indisponibilidades e mistérios que cercam duas vidas que precisam encontrarem-se;

2 - Para tanto, o romance parte para a literatura de fantasia, uma fantasia um tanto diferente do que o público está acostumado, sem vampiros, lobisomens ou zumbis, mas com personagens sobrenaturais (ou quase isso) e modernas que organizam-se em hierarquias semelhantes do "mundo business" e que traçam os destinos do mundo;

3 - É quando então somos apresentados aos criadores de coincidências, cuja descrição mais próxima talvez seja de entidades sobrenaturais que habitam paralelamente "nossa vida real" e que agem como titereiros-executivos do universo, caso dos protagonistas Emily e Guy, que com o avançar da narrativa vão sendo mais expostos pelo narrador, ao mesmo tempo em que são envolvidos pelo ritmo da ação, um frenesi típico dos thrillers;

4 -  Aliás, essa é uma obra com muitos recortes e quadros que dão ao leitor essa percepção de thriller, provocando voltas e reviravoltas, e principalmente com a elevação gradual do suspense e da tensão;

5 - Para criar esta atmosfera de ritmo veloz, a fantasia é então estruturada a partir de questionamentos humanos que constantemente deixam-nos intrigados, como nossos amigos imaginários ou nossas desconfianças com as diversas coincidências com que nos deparamos ao longo da vida, de modo que o livro brinca e mesmo estimula estas dúvidas fazendo delas seu universo ficcional;

6 - Isso, inclusive, é bastante curioso, pois a narrativa estimula e reforça uma questão que nos acompanha há muito tempo: a necessidade de um ente ou alguém numa esfera além do nosso alcance humano a quem buscamos concentrar justificativas para nossas conquistas ou mesmo nossos fracassos, tudo isso porque em parte grande maioria ainda não percebeu que a vida, diferentemente da literatura ou do cinema não faz - e não deve - qualquer sentido. Assim, a fantasia de Yoav Blum com sua estrutura empresarial promove essa sensação de que há alguém controlando o destino, ainda que o livro tente preservar o livre-arbítrio;

7 - Além disso, não deixará de ser curioso o próprio desfecho e as revelações finais do romance, de modo que a montagem de cada uma parte deste todo, obrigatoriamente nos levará a ter cautela com "criadores de coincidências" pois o caráter cíclico e o próprio princípio do objeto tornam-se difusos, pois ao fim depende de cada criador estabelecer seu ponto de partida, tal que para tanto poderá ter gerado toda uma reação em cadeia, para a entrega de um único trabalho;

8 - Vale ainda destacar que se temos a fluência e o ritmo narrativo um tanto envolvente, a este leitor, pelo menos, a tática de criação de suspense pelo uso dos pronomes quando se tenta esconder algo, é uma coisa que não me agrada muito pois soa-me um pouco forçado;

9 - Feitas as ressalvas, este é um romance cujo casal será "shipado" pelos leitores, mas que o todo da história apenas lendo até o final para se compreender todas as relações envolvidas e os despistes ao longo do livro, ainda que depois da primeira metade já estejamos desconfiados das engrenagens do sistema;

10 - Enfim, este é um romance de objetivos bastante definidos, e estes, certamente ao fim se cumprem de modo que temos uma história de amor com a originalidade possível às histórias de amor e um pano de fundo que constrói um universo que joga com os mistérios que nos intrigam.



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