10 Considerações sobre Vango - Entre o Céu e a Terra, de Timothée de Fombelle ou porque amamos dirigíveis

O Blog Listas Literárias leu Vango - Entre o Céu e a Terra, de Timothée de Fombelle publicado pela editora Melhoramentos; neste post as 10 considerações sobre o livro:

 1 – Vango, Entre o Céu e a Terra é uma aventura juvenil cuja tônica é a da ação e do movimento, em uma trama frenética cujas acontecimentos não param de surpreender a cada capítulo, pois tudo que se narra é a síntese da ação;

2 – Na trama, os leitores acompanham, Vango, um jovem envolto por uma série de mistérios sobre sua identidade e sobre suas realizações, num período entre guerras que serve como ambientação e pano de fundo para a aventura;

3 – Nessa questão, o livro serve para apresentação de uma série de personagens históricos com os quais Vango acaba se relacionando, como Hugo Eckener e seus dirigíveis viajando pelo mundo. No meio dessas questões históricas, Vango parece habitar um mundo onírico e diferente;

4 – Portanto, o livro insere a aventura num ambiente passado e conhecido, mas se apodera dessa ambientação para construir uma nova narrativa em meio a história, e o faz através de Vango, uma personagem que irá exigir de seus leitores bastante atenção a toda sua constituição multifacetada, como se fosse um verdadeiro quebra-cabeças a ser montado;

5 – É que priorizando a ação, as explicações vão sendo apresentadas aos poucos, e mesmo algumas não aparecem nesse livro que é o primeiro de uma dualogia, o que deixa o leitor em desvantagem ao narrador, que parece deter todos os segredos. Aliás, sobre o narrador é importante falar que embora uma terceira pessoa, as primeiras páginas nos confundem ao dar a sensação que será uma narrativa em primeira pessoa;

6 – Com seus recortes geográficos e narrativos, Vango mostra-se de certa forma como algo cartunesco ou animado, como se fosse uma aventura dos quadrinhos e da televisão, visto que a forma de ação e de se apresentar as personagens parecem receber fortemente tais influências, e assim revelar uma necessidade plena de ação em detrimento de outros detalhes comuns a uma narrativa literária;

7 – Ou seja, o livro é uma aventura que não preocupa-se com a verossimilhança, e isso possibilita ao leitor cenas carregadas de perigos e o passeio constante por locações que tornam a aventura do jovem herói um verdadeiro passeio pelo mundo, como se fossem as famosas aventuras de Carmen San Diego;

8 – Portanto, Vango é uma leitura para pura diversão, com seus elemento próximos de outras mídias, pode fisgar o interesse de leitores mais jovens ao mundo dos livros;

9 – No entanto, se você for um leitor já de certa experiência poderá perceber que a questão do ritmo frenético pode não funcionar muito bem, já que tantos recortes e tantas personagens que vão sendo apresentadas podem criar lacunas ou esquecimentos de maiores explicações ou amarrações na trama;

10 – Enfim, Vango, Entre o Céu e a Terra é um livro para diversão, com personagens um tanto caricatas e inverossímeis pode nos cativar pela narrativa próxima dos desenhos animados e das HQ’s, além é claro de suas paisagens instigantes, a aventura intensa, e é claro, por causa dos fantásticos dirigíveis, estes que certamente ainda permanecem promovendo curiosidade em nosso imaginário.



10 Considerações sobre Vango - Entre o Céu e a Terra, de Timothée de Fombelle ou porque amamos dirigíveis 10 Considerações sobre Vango - Entre o Céu e a Terra, de Timothée de Fombelle ou porque amamos dirigíveis Reviewed by Douglas Eralldo on domingo, julho 12, 2015 Rating: 5

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