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10 Considerações sobre As Espiãs do Dia D, de ken Follett ou como sobreviver em território inimigo

O Blog Listas Literárias leu As Espiãs do Dia D, de Ken Follett publicado pela editora Arqueiro. Neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:

1 - Publicado originalmente em 2011 com o título de Jackdaws, As Espiãs do Dia D, de Ken Follett é republicado pela Arqueiro e entrega aos leitores uma narrativa de ação intensa em uma história inspirada em fatos reais durante a segunda guerra cujas personagens desfilam pelos principais elementos do thriller exigindo do leitor fôlego constante para seus revezes e surpresas numa aventura com alta descarga de adrenalina;

2 - Narrado de forma linear, o livro nos conta a jornada de um grupo de espiãs lideradas pela competente e obstinada Felicity Clairet numa missão que iria colaborar com as tropas durante a invasão da França. Acompanhando os dez dias que precedem o acontecimento, o grupo de Flick e montado e despachado para o território hostil e inimigo, e nisso não faltam os momentos de suspenses, perigo, ação, perseguição, tiroteios, revelações, e tudo mais que se faz necessário em romances de espionagens;

3 – Flick desta forma apresenta com sucesso o papel que tiveram muitas mulheres durante a segunda guerra. Uma espiã qualificada e extremamente mortal, a personagem demonstra em suas ações uma ferocidade digna de seu codinome, Leoparda, com ações cirúrgicas e bem planejadas ela conquista o leitor diante sua força e dedicação que jamais se dobra às situações adversas e faz o que é necessário fazer-se em uma guerra, numa luta pela sobrevivência, mas também pela vitória; 

 4 – Como prometido na contracapa do livro, As Espiãs do Dia D de fato mantem um ritmo cinematográfico em sua narrativa, talvez por isso justifique-se as inverossimilhanças tais como no cinema cujas ações e acontecimentos nos surpreendem com suas quase impossibilidades. No livro isso fica presente especialmente em algumas ações, e às vezes no comportamento das personagens; 


 5 – Há ainda uma presença mais forte dos clichês, a líder durona, mas apaixonada, o vilão que fala demais, as insubordinadas, as diferentes, entre outros clichês que acabam conferindo ainda maiores ares de cinema a esta narrativa em romance; 

 6 – Falando em romance, ele está de fato presenta neste trabalho em determinado momento em que se dá uma quebrada no ritmo da ação de guerra para apresentar as questões sentimentais e carnais da personagem, que claro, permanecem vivas mesmo em tempos de guerra. É nesse momento que Ken Follett aproveita para apimentar um pouco a narrativa através de cenas quentes e sensuais (embora o diálogo de Flick durante uma cena de amor doa aos ouvidos) que deixam uma mensagem de que a vida segue paralelamente à guerra; 

 7 – Portanto o livro reúne uma série de elementos capazes de agradar uma grande diversidade de leitores, mas sem jamais deixar-se de nortear-se pela ação e movimento que captam com grande capacidade a ambientação perigosa num mundo em que se precisa andar anonimamente como é o caso do mundo dos espiões. Nesse sentido, a ambientação do livro é uma de suas virtudes com seu sucesso ao envolver o leitor que invade a França saltando de aviões e escondendo-se em becos ou casas secretas ao passo que acompanha Flick e seu grupo heterogêneo de espiãs; 

 8 – Além disso, o livro é um jogo constante em que as personagens encarnam a cena do “gato e do rato”, algo comum na espionagem e na contraespionagem cuja função é chegar ao inimigo e descobrir seus segredos. É o caso do embate entre Flick e o Major Dieter Franck que se digladiam numa batalha particular em meio da guerra; 

 9 – Com esses elementos todos reunidos, o livro é consumido com voracidade pelo leitor que ao final é brindado com a ação plena e os confrontos finais em que as lutas e as reviravoltas acontecem a cada página; 

 10 – Enfim, As Espiãs do Dia D é um thriller com virtudes e alguns defeitos que dependerá das concessões as quais o leitor está disposto a fazer ou com o que ele espera da leitura. Se essa espera for por diversão em lazer através de uma aventura em ritmo alucinante, bem, nesse caso o livro cumpre com o que se propõe, e é um ótimo entretenimento ideal para fãs da espionagem, da ação, e das batalhas menores que foram essenciais na segunda guerra;



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