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10 Considerações sobre o poder do cérebro e da mente, de Conceição Trucom ou um guia prático para a sua saúde mental, emocional e psíquica

O Blog Listas Literárias leu O poder do cérebro e da mente, de Conceição Trucom publicado pela editora Cultrix; neste post as 10 considerações de Douglas Eralldo sobre o livro, confira:


1 – Creio que antes de qualquer abordagem da leitura é fundamental dizer que este é um livro que cuja percepção demandará um bocado das intenções e expectativas do próprio leitor acerca da leitura. Não se trata de uma leitura científica acerca do cérebro, ainda que em sua proposta a autora valha-se da ciência, mais especificamente dos avanços recentes da neurociência, para integrar à sua filosofia de vida;

2 – Isso de certo modo revela-se como uma tentativa de unificar a racionalidade da ciência mais pura com outros conhecimentos humanos ao longo de sua experiência sobre o planeta. Especialmente pela presença marcante da espiritualidade, das medicinas alternativas, da psicologia, etc... 

3 – Tudo isso importa dizer que aquele leitor que procurar na obra por informações mais específicas acerca das neurociências ou avanços científicos relacionados à abordagem dos estudos sobre o cérebro não encontrará para mais que informações básicas sobre tais estudos e avanços. Geralmente trazidos ao texto como forma de corroborar o guia de comportamento e atitudes de proteção ao cérebro. Esse público, no caso, pode não encontrar novos atrativos na leitura;

4 – Por outro lado, não significa de todo que as conexões não façam sentido ou não sejam de interesse. Pelo contrário, de modo geral as proposições deste guia para saúde mental, emocional e psíquica encontram respaldo em diferentes pesquisas que apontam para a importância, por exemplo, dos exercícios físicos e da alimentação para a proteção cerebral. O que pode impactar aos leitores, digamos, mais científicos, é a preponderância do caráter exótico da abordagem;

5 – Aliás, é preciso dizer que o título da obra já é bastante interessante neste sentido e já indica possíveis caminhos. Ainda que existam os dois ramos na ciência, não é de todo algo pacificado a distinção entre cérebro e mente nas ciências. No caso deste livro, mente parece-nos muito mais ligado a uma ideia de alma, portanto, ainda mais próximo da espiritualidade que da ciência;


6 – Dito estas questões, o livro, ao cabo, justamente entrega o que promete. É um guia que pretende-se a partir das experiências e conhecimento da autora compartilhar com os leitores e leitoras, exercícios e dicas que visem melhorar nossas capacidades cerebrais, atacando em duas frentes mais ou menos definidas;

7 – Digamos que numa primeira frente teremos as ações mais voltadas às interconexões com os estudos do cérebro. Elas partem de elementos que já nos são conhecidos. Aliás, creio que essa seja justamente as intenções do primeiro capítulo quando a autora traz um resumo panorâmico das mais recentes descobertas das neurociências. Nesse campo, os exercícios e a alimentação ganham destaque, claro;

8 – A segunda frente, parece-me, é a que parte da concepção mentalista que acredita haver no cérebro uma mente. Algo, em palavras leigas, conectado mas não o biológico da coisa. A autora nesse quesito trará para dentro do debate não apenas a psicologia, mas também a filosofia e algum bocado de diferentes teologias. A partir de sua concepção de mente ela se permite então percorrer mais o campo da espiritualidade;

9 – No fim teremos, portanto, a apresentação de uma série de receitas que segundo a autora atuam e trabalham na potencialização e proteção de nosso cérebro. Trucom, inclusive, será um tanto enfática na questão da alimentação. Como são os guias, ele procura recomendar determinadas escolhas e comportamentos que teriam como intenção colaborar com desenvolvimento cerebral. É aqui que o leitor precisará, de acordo com sua conduta, realizar suas próprias escolhas e distinguir o que faz sentido nessa junção de ciência e espiritualidade;

10 – Enfim, O poder do cérebro de da mente partindo da ciência do cérebro reúne dicas e sugestões, espirituais, alimentares, filosóficas e físicas e fim de melhorar essa máquina fantástica que é o cérebro. Tem uma pegada mais esotérica, claro; entretanto, o diálogo construído em sua grande parte faz muito sentido e encontra respaldo em muitas pesquisas; aliás, a ciência, desde o apagar das luzes do modernismo e especialmente no pós-modernismo já não é mais aquela voz hegemônica, de modo que toda tentativa em colocar em diálogo tais visões tão distintas, é, no mínimo, instigante. 

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