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5 Razões porque você pode abandonar a leitura de um livro sem traumas

Existe um debate que confesso ter formado opinião [ões] com alguma maturação: a possibilidade de abandonar ou não a leitura de um livro pelo meio do caminho. Inicialmente sempre achei algo a não se fazer, a forçar a leitura até a sua derradeira página final. Hoje isso é questão tranquila, não há problema algum parar a leitura de um livro pelo caminho. Sem stress, sem traumas. Veja as as razões:

1 - Tem livro ruim mesmo: Não estou falando aqui daquele livro mais complicado ou do qual não se gosta de um ou outro personagem. O fato é que tem livro ruim mesmo, mas quando eu falo ruim, é ruim mesmo. Seja pela ininteligibilidade do texto ou por sua pobreza, a sinceridade nos leva a reconhecer que existem muitas obras ruins por aí. Já me deparei com leituras de livros que redações de 6ª e 7ª série seriam melhores e mais profundas. Mas que bom que existam livros assim, que as pessoas publiquem. O que não significa que se você receber ou comprar um livro e se decepcionar nesse nível, seja obrigado a ler até o final. Se achar que a coisa está ruim, muito ruim mesmo, abandone. O tempo será melhor empregado se você se atirar a uma nova procura, a uma nova - e melhor - história;

2 - Pode não ser o momento: Lembro quando no ensino médio larguei Grande Sertão: Veredas logo depois do Nonada. Há uns dois anos li a obra, e está certamente entre minhas leituras indispensáveis. Isso quando não numa ou noutra releitura a concepção sobre determinado livro acaba mudando. Acontece que pode parecer estranho, mas o encontro com determinadas obras, ou mesmo nossas reações a elas muitas vezes podem estar ligadas ao nosso momento. Às vezes podemos não estar preparados para aquela leitura, não estarmos dispostos... enfim, diferentes razões podem em determinado momento prejudicar certa leitura. Às vezes forçar a leitura até o final levando a um rompimento definitivo, é possível dar aquela abandonada por um tempo que passado, quem sabe podemos nos dar uma segunda chance;

3 - Quebra do contrato de leitura: A biografia do autor, a sinopse, a capa, os paratextos, etc. Todos esses elementos acabam auxiliando no estabelecimento de contrato de leitura entre obra e leitor. Por isso é muito importante tais elementos, de modo que estes não ludibriem ou "enganem" intencionalmente ou não os seus leitores. O que quero dizer aqui é que se toda a apresentação, todos estes elementos chamem para uma história de horror, mas lá dentro, na obra, o texto na verdade seja um romance romântico [o exemplo serve pelo inverso também] é possível que gere um impacto muito negativo nos leitores. Sempre prego a disponibilidade a diversas e múltiplas leituras, mas o famoso gato por lebre às vezes pode ser um incômodo, de modo que mal haveria interromper a leitura ao perceber que não era por aquilo que esperava?

4 - Livro que te leve ao erro: Entre médios e grandes editores não é muito fácil encontrar obras com esses problemas, contudo, vez por outra nos deparamos com obras por aí, sejam entre editores mais famosos, mas especialmente em publicações independentes. Sou muito rigoroso com obras que apresentem imprecisões histórias, políticas e sociais que conduzam seus leitores ao engano e ao erro. E não estou tratando aqui de quando o autor subverte a lógica de forma proposital e o leitor então está ciente disso, como, por exemplo, romances de realidade alternativa, mas em geral toda a ficção. O que falo aqui é de exemplos quando a pessoa escreve cheia de convicção e não tem sequer a noção de suas imprecisões e enganos. Nesses casos é bom pra intelectualidade e sanidade abandonar a leitura;

5 - Livro com muitos erros: Mesmo grandes obras passa uma coisa ou outra no que se refere à correção, à ortografia, etc. Eu erro pra caramba. Por isso quando falo em erros não falo de um limite tolerável, mas daquele cuja leitura se torne de fato impossível. Às vezes mesmo boas ideias sucumbem aos erros. Essa é uma razão e tanta para se abandonar a leitura sem remorso algum;
    

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